Amor – um poema de Rachel Gutiérrez

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Manhã de prata

sacodes meu corpo

como amado que penetra

entranhas de sua amada

 

e com olhos que cintilam

de saciedade e cansaço

 

após o embate amoroso

 

olhamo-nos com ternura

eu e  minhas palavras.

 

Ilustração: reprodução de quadro de Dorindo Carvalho

1 Comment

  1. e de cada vez o milagre acontecia
    o mudo falava
    o surdo ouvia
    aliás
    o mundo inteiro se mutilava
    de som
    e o som se mutilava de traço
    sempre igual
    sempre desesperado
    sempre castrado
    um
    do outro
    sempre pergunta-resposta
    sempre resposta-pergunta
    sempre o mesmo esboço de uma mesma indiscreta mutilação
    monocromática

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