CASA DA ACHADA – CORRIGIDO: MÁRIO DIONÍSIO E PORTINARI, «PRIMAVERA MARCELISTA», OFICINA de TÉCNICA MISTA, O DRAMA DE VICENTE VAN GOGH, CINEMA AO AR LIVRE com ANTÓNIO UM RAPAZ DE LISBOA, COROS DE INTERVENÇÃO NO SÉC. XXI

Microsoft Word - 18- 22 -SET 14

Nesta sessão do ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais» vamos com conversar com Luísa Duarte Santos sobre a relação de Mário Dionísio com o pintor (e a pintura de) Cândido Portinari.

«Pintando o camponês brasileiro é o Brasil inteiro que Portinari pinta, desde o enternecimento das meninas tristes do morro, com as suas flores modestas e o seu baú de lata azul ou as cenas (quão melancólicas) das festas de S. João ao arrebatamento goyesco, perigosamente a um passo (mas só a um passo) da caricatura, das trágicas caminhadas dos Retirantes, que fogem da seca e vêem os filhos morrer-lhes nos braços pelo caminho; das ásperas massas brancas, tocadas de cinza e de avelã, de que saem Lavadeiras, O filho morto, Enterro na rede, à nota surrealizante da série dos Espantalhos; dos desenhos surpreendentes dos Meninos de Brodowsky, feitos em grandes cartões directamente a pincel, às decorações do Rádio Tupi; da Mulher chorando aos vastos murais do Ministério da Educação e da Biblioteca do Congresso, de Washington, à Primeira Missa no Brasil, ao Suplício de Tiradentes. E tudo isto, que é profundamente brasileiro (tão brasileiro como as Vidas
Secas
de Graciliano ou a Gabriela de Jorge Amado), é também inegavelmente universal, na sua dor e na beleza que a supera, na miséria de que emana e na energia criadora que a transfigura e a transforma em riqueza comum.»
Mário Dionísio, «Portinari» (Diário de Lisboa, 1962)

Nesta sessão vamos falar com Isabel do Carmo sobre a «Primavera Marcelista», a propósito da tomada de posse de Marcello Caetano a 27 de Setembro de 1968.

Neste ciclo, «histórias da História», conversamos sobre efemérides da História, contemporâneas de Mário Dionísio, pensando sempre também no que se passa hoje. Porque há coisas de que se fala hoje – como a tão badalada «crise» – que não são coisas novas, algumas nunca deixaram de existir, outras ressurgiram em sítios e alturas diferentes.

Nesta sessão de «Diálogos in Música», ciclo organizado pela SPIM – Sociedade Portuguesa de Investigação em Música, vamos falar de coros de intervenção no XXI com o Coro da Achada e CoLeGaS, que também cantarão durante a sessão.

«O Coro da Achada surgiu em 2009 na Casa da Achada e, além de canções com textos de Mário Dionísio, apresenta canções de luta de todo o mundo e de épocas diferentes (na língua original ou traduzidas), bem como canções populares portuguesas, canções pouco cantadas, canções que por alguma razão entusiasmam e libertam.
O CoLeGaS, coro gay, lésbico e simpatizante, nasce na ILGA Portugal em 2008 e desde então que dá visibilidade a questões LGBT* pretendendo, através da música, contribuir para uma comunidade mais inclusiva, igualitária e divertida.
Ambos contam exibições internacionais e intercâmbios com coros congéneres, ambos incluem repertório em português, mas sempre direccionado para questões que lhes são fundamentais.
A sessão será conduzida pelos respectivos responsáveis artísticos dos coros, Pedro Rodrigues do Coro da Achada e João Henriques do CoLeGaS, mas intervirão também elementos de cada um destes grupos. Haverá ainda oportunidade de escutar a música que fazem.»

Neste mês vamos trabalhar, de muitas maneiras diferentes, à volta da pintura de Mário Dionísio. Nesta 3ª sessão, domingo, dia 21, às 15h30, vamos fazer técnica mista com Felisbela Fonseca.

Para todos a partir dos 8 anos.

 

18h30 – Leitura comentada, com projecção de imagens, de O drama de Vicente van Gogh de Mário Dionísio. Quem lê é Lena Bragança Gil.

21h30 – Projecção, ao ar livre, de António, um rapaz de Lisboa (2002, 116 min., em Lisboa) de Jorge Silva Melo. Quem apresenta é Lia Gama.

A CASA DA ACHADA FAZ 5 ANOS:

  • 26 A 29 DE SETEMBRO há teatro, um novo livro, uma nova exposição, intervenções, canta o coro, há oficinas, leituras e cinema. Ver aqui a programação completa.

HÁ TAMBÉM MAIS COISAS PARA VER E LER DURANTE O HORÁRIO DE ABERTURA (2ª, 5ª e 6ª das 15h às 20h, sábados e domingos das 11h às 18h):

  • EXPOSIÇÃO «MÁRIO DIONÍSIO – PINTURA A PARTIR DE 1974» – ÚLTIMOS DIAS!
    Exposição, até ao dia 22 de Setembro, de dezenas de obras de Mário Dionísio que mostra o seu percurso como pintor abstracto, entre 1974 e 1993.
  • BIBLIOTECA E MEDIATECA DA ACHADA
    A Biblioteca da Achada tem secções de Literatura, Arte, Cinema, Teatro, História, Ciência, Literatura Infanto-Juvenil, etc…
    A Mediateca da Achada está em fase de catalogação. Para já, começam por estar disponíveis os filmes que temos vindo a projectar nos nossos ciclos de cinema.
    O catálogo da Biblioteca e Mediateca está disponível na internet, aqui.
    E agora vamos ter pólos da Biblioteca aqui no bairro. Já podem visitar e ler livros no pólo do restaurante Alcaide, na Rua de São Cristóvão, e no pólo do Posto de Atendimento de São Nicolau da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, na Rua da Prata.
  • LIVROS LIVRES
    No terreno em frente à Casa da Achada, desde que não chova, é só entrar, escolher, sentar-se um pedacinho ou a tarde inteira a folhear ou a ler. Para continuar, levar o livro começado ou a começar, e era bem bom deixar outro para o próximo que vier. Hoje mesmo ou amanhã.

EM QUALQUER DIA, COM MARCAÇÃO, É POSSÍVEL CONSULTAR:

  • CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO
    Constituído pelo arquivo de Mário Dionísio e pela sua biblioteca e de Maria Letícia Clemente da Silva (mais de 6000 volumes e mais de 200 publicações periódicas).
    O catálogo pode ser consultado na internet, aqui.

QUEM QUER EXPERIMENTAR TEATRAR?

  • GRUPO DE TEATRO DA ACHADA
    Quem quer experimentar usar a voz e o corpo para dizer coisas com ou sem palavras? O grupo, com F. Pedro Oliveira, ensaia habitualmente todas as terças-feiras às 21h. É só aparecer e participar.

QUEM QUISER E PUDER AJUDAR A CASA DA ACHADA:

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