Revista da semana por Luís Rocha

revista semana

Revista da semana

De 29/03 a 03/04/2015

 Hoje é dia de Páscoa e a leitura de um artigo publicado pelo “Observador” em 3 de Abril, suscitou o meu interesse e o da partilha do mesmo com os leitores do blogue, independentemente das suas crenças e ideologias religiosas.

O artigo tem o seguinte título:

Os símbolos da Páscoa, da Vera Cruz ao coelho, passando pelo ovo”

A Páscoa é uma celebração milenar que precede a morte de Jesus. A sua história está cheia de símbolos, que vale a pena conhecer. E o ovo da Páscoa, vem de onde?

Esta sexta-feira celebra-se a morte de Jesus. Domingo, marca-se a sua ressurreição. (AFP/Getty Images)

“A partir do primeiro domingo a seguir ao Carnaval e durante seis semanas, os cristãos preparam as festas solenes para a Páscoa, que dura oito fins de semana. É a época da Quaresma, uma altura de sacrifício, reflexão e de devoção para todos os crentes na Bíblia Sagrada. O Observador explica-lhe a versão bíblica dos factos, a busca pela Vera Cruz e o simbolismo por trás do coelho e dos ovos de chocolate.”

Do artigo que poderá ler na integra em:

http://observador.pt/2015/04/03/os-simbolos-da-pascoa-da-vera-cruz-ao-coelho-passando-pelo-ovo/

e independentemente, repito, das ideologias religiosas de cada um, reproduzo em seguida textos de investigações feitas por arqueólogos e historiadores:

“A história que a cruz carrega”

Sacrifício. Devoção. Derrota. Paixão. A cruz transporta um significado muito vigoroso na cultura cristã, mas foi durante muito tempo remetido para a sombra. Agora, a história por trás da cruz renasceu das cinzas, pelo menos durante breves momentos: em julho de 2013, uma equipa de arqueólogos turcos encontrou um cofre numa igreja com 1350 anos que parece conter uma parte da cruz onde Jesus foi pregado. Segundo a CNN, a descoberta foi conseguida pelo trabalho da historiadora e arqueóloga Gülgün Köroğlu, mas o entusiasmo rapidamente deu lugar à desilusão: o cofre estava afinal vazio.

Ver mais no artigo…….

“Em busca da Vera Cruz”

Tudo começou no império romano de Constantino, o primeiro líder a converter-se ao cristianismo e que mandou a mãe, Santa Helena, para a terra santa com a missão de procurar objetos que tenham pertencido a Jesus. Quando a mulher chegou a Jerusalém, encontrou o país ainda devastado pela guerra que os judeus travaram. Depois de derrotar Israel, o imperador romano Adriano levantou um templo pagão por cima do sepulcro de Jesus, o que constituiu um grave insulto aos fiéis do Cristianismo.

Então Helena ordenou a destruição desse templo e começou a procurar relíquias que pudessem pertencer a Jesus de Nazaré. Entretanto, os seus trabalhadores anunciaram a descoberta de três cruzes, em conformidade com os Evangelhos, o que indicou que Jesus foi crucificado entre dois criminosos. O objetivo agora era descobrir qual delas pertencia ao filho de Deus.

 Ver mais no artigo …….

“Crucificações: um silêncio ensurdecedor da arqueologia”

Não há registos bíblicos do aspeto da cruz, mas haverá forma de o revelar? A ciência debruçou-se sobre esta questão. No século XIX, o arquiteto francês Charles Rohault de Fleury determinou que a Vera Cruz pesaria quase 75 quilogramas e mediria entre três e quatro metros de altura. A haste onde foram pregadas as mãos devia ter dois metros de comprimento. E perante as análises que fez aos pedaços da Vera Cruz a que teve acesso, Fleury concluiu que ela seria feita de madeira de pinheiro.

Ver mais no artigo …….

A lacuna de material da época da crucificação de Jesus é uma realidade no trabalho dos arqueólogos. Algo inacreditável, já que o modo como o profeta cristão perdeu a vida não era inédita para aquela altura: houve alturas na história de Jerusalém que 500 pessoas eram mortas pregadas a uma cruz. Na verdade, a primeira – e única – evidência deste modo de punição foi descoberta apenas em 1968, quando um grupo de arqueólogos encontrou um osso de calcanhar de um homem crucificado.

Israel Hershkovitz, do Museu Israelita em Jerusalém e professor de anatomia e arqueologia na Universidade de Tel Aviv, revelou que estas amostras foram encontradas numa zona de enterro de judeus num subúrbio a norte de Jerusalém. E acrescentou que nesse local estava a colina onde os romanos praticavam as crucificações.

Ver mais no artigo …….

“De que toca saiu o Coelho da Páscoa?”

Antes de saber a origem da personagem do Coelho da Páscoa enquanto símbolo da celebração moderna desta data, convém começar pela origem etimológica da palavra. É que “Páscoa” vem do latim Pascae e do grego Paska. Mas a origem mais remota vem dos hebreus, onde Pesach significa literalmente “passagem”. A escolha da palavra não é estranha: para os cristãos, a celebração da Páscoa marca a esperança de uma nova vida, um recomeço e a crença tanto na ressurreição, como na segunda vinda de Jesus à Terra.

Mas a Páscoa não é uma festa exclusiva dos cristãos e tem importância para o Judaísmo também. Esta celebração marca a libertação dos judeus, quando saíram de Jerusalém onde estavam aprisionados. Liderados por Moisés, os judeus atravessaram o Mar Vermelho, conforme escrito no livro Êxodo, no Antigo Testamento da Bíblia Sagrada. Isto aconteceu por volta de 1250 a.C., muito antes da história da morte de Jesus.

Ora, o coelho é símbolo da fertilidade porque se reproduz em grandes quantidades num curto espaço de tempo. É preciso lembrar que a época em que se desenrolaram estes acontecimentos foi marcada por altas taxas de mortalidade. O coelho veio significar o nascimento, a perpetuação da vida, à semelhança dos valores celebrados durante a Páscoa.

O chocolate surge na mesma lógica de renascimento e de esperança. E o facto de vir acompanhado com uma surpresa representa a alegria e a expectativa. A própria forma de ovo vem exprimir a forma primária de vida, o reinício. A união dos dois conceitos terá acontecido na cozinha das pastelarias francesas no século XVIII ou durante a revolução industrial do século XIX.

Ler mais em:

http://observador.pt/2015/04/03/os-simbolos-da-pascoa-da-vera-cruz-ao-coelho-passando-pelo-ovo/

Em Portugal esta semana foi essencialmente marcada pela demissão de António Costa do Partido Socialista para, segundo ele, assumir a tempo inteiro a liderança do partido e a preparação para as eleições legislativas deste ano.

A noticia foi dada pelos vários meios de comunicação social e a que se segue é da autoria de Margarida Gomes do jornal “O Publico” de 31/03/2015

“Costa deixa Câmara de Lisboa para se concentrar apenas no PS”

Foto de Rui Gaudêncio

A noticia anunciava a renúncia de António Costa a partir de dia 1/04/2015, ao mandato de Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, para se dedicar em exclusivo ao PS e preparar a campanha das legislativas, que vai disputar com Pedro Passos Coelho.

“Há menos de um ano, Costa garantia que iria acumular a presidência da Câmara com a liderança do PS, mas as críticas internas e externas de que foi alvo por acumular os dois cargos levaram-no a reconsiderar a sua posição e agora vai dedicar-se apenas ao PS.”

Ler mais em:

http://www.publico.pt/n1690968

Entretanto e conforme artigo de opinião/Oposição de Alexandre Homem Cristo no jornal “Observador” de 30 de Março e sob o título

“A conspiração do Governo para aumentar a pobreza”

O mesmo refere:

Lê-se e ouve-se que Passos Coelho tem como desígnio ideológico aumentar a pobreza e abalar os alicerces do Estado Social. Que, no Governo, se conspira para elevar ao máximo o estrago social de cada medida política sobre os portugueses. Que aquilo que tantos ingénuos qualificam de erro ou incompetência é, na realidade, a mais maligna das mestrias: o objectivo não é andar para a frente, mas voltar para trás. Por isso, o arranque do ano escolar não correu mal – foi sabotado por Nuno Crato para fragilizar a escola pública e elitizar o ensino. Por isso, o caos na plataforma Citius não foi um acidente – foi planeado por Teixeira da Cruz para enfraquecer o sistema judicial. E, por isso, o caos nas urgências durante o pico da gripe não se deveu a condições anormais para a época – foi promovido por Paulo Macedo para fragilizar o serviço nacional de saúde e incentivar o recurso a privados.”

Pode ainda ler-se:

“Deixámos de distinguir um argumento sério de uma teoria da conspiração, já não estranhamos o que é estranho, tratamos de modo igual o que é diferente. Assim está o debate político – afastado do conteúdo das medidas, do impacto dos programas, das leis, do que é real, do que deve ser a busca pelo bem-comum. E assim está o debate público – formado por comentadores obedientes a narrativas partidárias e a radicalismos que valem likes e partilhas no facebook. Inevitavelmente, assim estamos nós. A economia pode crescer e o desemprego baixar, mas a única coisa que anima as hostes é que Passos Coelho quer aumentar a pobreza.”

Ler mais em:

http://observador.pt/opiniao/a-conspiracao-do-governo-para-aumentar-a-pobreza/

A esta realidade (bem documentada neste artigo) e tendo em conta o próximo acto eleitoral, vamos aguardar o programa/promessas a apresentar por António Costa, bem como pelos restantes partidos e coligações.

Em semana de Páscoa Portugal perdeu duas figuras de destaque:

Manoel de Oliveira (1908-2015). Faleceu quinta-feira dia 2 de Abril com 106 anos. Segundo publicado por Sérgio C. Andrade no jornal “O Público”, era o mais velho realizador de cinema vivo.

“Durou 106 anos, filmou até aos 105, praticamente até ao fim – e em Fevereiro último esteve ainda a filmar, em Serralves –, mesmo se achou não ter tido o tempo suficiente para concretizar os seus projectos”.

“Em Portugal, o Governo decretou dois dias de luto nacional, e a Câmara do Porto três dias de luto municipal ao seu cidadão “invulgar”, como se lhe referiu Rui Moreira.

Ler mais em:

http://www.publico.pt/n1691160

Também os  jornais franceses escreveram esta sexta-feira sobre a morte de Manoel de Oliveira, com destaque para o “Libération” que publicou na primeira página uma fotografia do cineasta português com Chiara Mastroianni no filme A Carta.

Na capa, o Libé escreveu “Manoel de Oliveira, um século de cinema”, remetendo para um dossier de quatro páginas iniciado com um artigo intitulado “Viva Oliveira!”, seguido de uma biografia, uma selecção de obras e a recolha de testemunhos sobre o cineasta.

O jornal descreveu a sua filmografia e destacou “quatro filmes maiores”: O Estranho Caso de Angélica (2010), Je Rentre À La Maison (Vou Para Casa) (2001), Vale Abraão (1993) e ‘Non’ Ou A Vã Glória De Mandar (1990).

Manuel de Oliveira jornal Liberation 2015_04_03

Na capa, o Libé escreveu “Manoel de Oliveira, um século de cinema”, remetendo para um dossier de quatro páginas iniciado com um artigo intitulado “Viva Oliveira!”, seguido de uma biografia, uma selecção de obras e a recolha de testemunhos sobre o cineasta.

O jornal descreveu a sua filmografia e destacou “quatro filmes maiores”: O Estranho Caso de Angélica (2010), Je Rentre À La Maison (Vou Para Casa) (2001), Vale Abraão (1993) e ‘Non’ Ou A Vã Glória De Mandar (1990).

O diário “La Croix” também chamou à capa “A morte de Manoel de Oliveira, um gigante do cinema”, conhecido por ser “o último cineasta vivo a ter começado [a carreira] no tempo do cinema mudo”.

O “Le Figaro” descreveu “um pioneiro da sétima arte portuguesa, que foi durante muito tempo um artesão solitário, produtor, argumentista, realizador e editor dos seus filmes”, relembrando que Manoel de Oliveira “atraiu para a sua câmara [os actores] Mastroianni, Deneuve, Piccoli”.

Na quinta-feira, o vespertino “Le Monde” já destacava Manoel de Oliveira, “o decano dos cineastas em actividade” e “um homem excepcional cuja vitalidade parecia afastar a Morte”.

Como homenagem a este grande realizador, reveja-se o texto publicado no suplemento “Fim de Semana do PÚBLICO, a 15 de Dezembro de 1992”, agora recordado por Sérgio C. Andrade

Histórias dos garotos prodigiosos

Aniki-Bobó é provavelmente o filme mais popular de Manoel de Oliveira DR

“Aniki-Bebé/ Aniki-Bobó/ Passarinho totó/

Berimbau, cavaquinho/ Salomão/ Sacristão/

Tu és polícia/, tu és ladrão.”

Ler o artigo em:

http://www.publico.pt/n1691174

Faleceu também Silva Lopes, o economista pessimista que era chamado nas horas difíceis.

Veja-se a notícia publicada por Sérgio Aníbal e Lurdes Ferreira no jornal “ O Público” de 2 de Abril

“Morreu um dos mais influentes economistas portugueses do último meio século. O ex-ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal tinha 82 anos.”

José da Silva Lopes, 1932 – 2015 nuno ferreira santos

“Era o primeiro a assumir o seu inveterado pessimismo. E por muito que se tentasse, não se conseguia arrancar dele uma previsão de sucesso fácil para a economia portuguesa. Mas, depois, quando olhava para trás, José da Silva Lopes reconhecia que afinal o resultado até “não tinha sido tão mau como isso”, com Portugal a produzir “milagres” que lhe permitiram sair de crises difíceis. Em algumas dessas crises, talvez as mais difíceis, o economista que esta quinta-feira faleceu em Lisboa aos 82 anos, foi um dos principais protagonistas.

Silva Lopes é considerado pela generalidade dos seus colegas como um dos economistas portugueses mais influentes do último meio século. Não só pelas opiniões que sempre manifestou em público, com uma simplicidade que só os mais conhecedores conseguem atingir, mas também pela passagem da teoria à prática nos cargos políticos que ocupou, em alguns dos momentos mais complexos que atravessou o país em termos económicos e financeiros.”

 

Ler e ver vídeo em:

http://www.publico.pt/n1691235

Tal como a Manuel de Oliveira também o Economista Paul Krugman

Escreveu no Jornal “The New York Times”

“Sad news: Jose da Silva Lopes, a Portuguese economist and government official who played a crucial role shepherding his country into the community of democratic Europe, has just died.

I met Silva Lopes in 1976, when I was part of a group of MIT grad students who spent the summer working at the Bank of Portugal, of which he was governor at the time. I’ve written about that experience; let me just add that working with Silva Lopes — who must have been somewhat horrified at trying to deal with us uncouth students at the same time that he was trying to cope with the chaos of a still unstable political system, but showed unfailing good humor and intelligence — was one of the real highlights of the whole business.

Actually, an anecdote: we were working in rented space outside the Bank proper, and there was a Soviet trade mission just upstairs. We joked to him that the Russians might be bugging us; he responded, “I don’t care what the Russians find out, it’s the press I’m worried about!”

Another: his remark about the state of foreign exchange reserves — “When I have six months’ reserves, I will have no reserves” — was a key inspiration for my early work on currency crises.

And yet another: at the time, Portugal, as a low-wage nation within Europe, exported a lot of apparel. Silva Lopes: “We are not a banana republic, we are a pajama republic.”

In the years that followed, he added further chapters to his illustrious career — more than I knew, I’m ashamed to say — leading tax reform and more. I was honored and delighted to see him again two years ago, and have him deliver remarks when I received honorary degrees in Lisbon. If you read his remarks, you’ll see that he was as sharp — and good humored — as ever.

The world has lost a great, good, and incredibly likable man.”

A nível Internacional merece destaque a notícia de 147 mortos em ataque da Al-Shabab a universidade do Quénia (público 02/04/2015)

Terminou o cerco à universidade de Garissa, no Nordeste do Quénia. Morreram 147 pessoas e há 79 feridos, entre eles nove estudantes em estado crítico.

Atacantes da Al-Shabab executaram vários quenianos cristãos nos dormitórios carl de souza/afp

“Um ataque da milícia islamista Al-Shabab matou pelo menos 147 pessoas numa universidade em Garissa, no Nordeste do Quénia. Os números foram avançados pelo órgão governamental de gestão de crise pouco depois de ter terminado o cerco militar às instalações da universidade e, com ele, o sequestro de centenas de estudantes. De acordo com o Centro Nacional de Operações de Desastre do Quénia, foram resgatados todos os 587 estudantes que estavam nas instalações da universidade nesta quinta-feira.”

Tratam-se de actos condenáveis a que não podemos ficar indiferentes

Ler mais em:

http://www.publico.pt/mundo/noticia/grupo-armado-lanca-ataque-contra-universidade-no-quenia-1691135

Já circulou  praticamente em todos os meios de comunicação social mas e como o título sugere

“A imagem mais triste do dia” deve ser difundida e sentida por todos

Na Síria, uma menina confundiu a máquina fotográfica de um jornalista com uma arma. Num gesto instintivo, levantou os braços em jeito de rendição e tornou-se imagem de um conflito que se arrasta.

“A imagem mais triste do dia” foi captada por um jornalista do Huffington Post e tornou-se viral nas redes sociais (Huffington Post / Twitter Nadia AbuShaban)

Ler mais em:

http://observador.pt/2015/03/29/imagem-triste-do-dia/

IRÃO

O que é o acordo sobre o programa nuclear com o Irão?

Artigo de Liliana Valente (2/4/2015)

O Irão e seis potências internacionais chegaram a um acordo de princípios para acabar com armas nucleares naquele país. O que ficou acordado?

“O acordo ainda é provisório, mas já foi catalogado de “histórico”. Até ao final de junho os representantes dos sete países, Irão, Estados Unidos, China, Rússia, Alemanha, França, Reino Unido, vão trabalhar no acordo final para que o Irão deixe de produzir armas nucleares. Mas entretanto quais foram as bases gerais do acordo que permitiu às sete potências (a que se juntou a União Europeia) apertarem as mãos?”

Ler mais em:

http://observador.pt/2015/04/02/o-que-e-o-acordo-sobre-o-programa-nuclear-com-o-irao/

 

1 Comment

Leave a Reply