REVISTA DA SEMANA por Luís Rocha

revista semana

Revista da semana

De 19/07 a 25/07/2015

Apesar da comunicação social continuar a dar prioridade às noticias sobre a Grécia e às legislativas portuguesas, a intervenção directa da Turquia na Síria foi uma das notícias de maior impacto tendo em conta a envolvência daquele país, num conflito continuado e aberto a que a União Europeia “fecha os olhos” e tenta “passar ao lado”.

Turquia ataca Estado Islâmico pela primeira vez

23/07/2015 – Clara Barata/Público

Base área de Incirlik, no sul do país, deve finalmente ficar acessível aos aviões da coligação contra os jihadistas.

Caças F-16 turcos bombardearam posições do Estado Islamico junto à fronteira GIUSEPPE CACACE/AFP

A Turquia enviou nesta quinta-feira jactos F-16 para bombardear posições do Estado Islâmico perto de Kilis, no Sul, depois de uma unidade de protecção da fronteira ter estado sob fogo dos jihadistas, que lançaram rockets e dispararam contra os militares turcos, matando um deles. É o primeiro confronto armado entre o exército da Turquia e o grupo terrorista que controla território na Síria e no Iraque.

Este confronto directo sucede num clima de grande tensão entre o Estado turco e a minoria curda, após o atentado suicida de segunda-feira em Suruç, outra localidade no Sul, perto da fronteira com a Síria, em que morreram 32 pessoas e cerca de 100 ficaram feridas, numa associação de militantes da causa curda que pretendiam ir ajudar à reconstrução de Kobane, a cidade do Curdistão sírio que durante meses foi tomada pelo Estado Islâmico (EI).

[…]

A Turquia tem hoje 1,7 milhões de refugiados sírios e é quem tem assumido o fardo mais pesado dos deslocados que a guerra tem causado. Mas teme que os combates que não dão sinais de abrandar no país vizinho entrem pela fronteira de mais de 900 km que partilha com a Síria.

[…]

“O ataque de Suruç parece ser uma retaliação pelas interdições recentes”, comentou ao Guardian Michael Weiss, co-autor do livro ISIS: Inside the Army of Terror (Estado Islâmico: Dentro do Exército do Terror).

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“A seta já deixou o arco”, comentou também ao jornal britânico o especialista em Relações Internacionais Serhat Güvenç, da Universidade Kadir Has, de Istambul. “Não tenho a certeza que esse envolvimento fosse necessário, mas o que estamos a ver acontecer é o resultado directo das políticas da Turquia para a Síria.”

Ler em:

http://www.publico.pt/n1702991

Guerra indiscriminada da Turquia mata cessar-fogo com rebeldes curdos

25/07/2015 –  FÉLIX RIBEIRO/Publico

Ancara entra definitivamente na guerra síria. Pelo caminho, aproveita para esmagar os separatistas curdos e suas ambições de autonomia a Sul da fronteira.

Manifestantes de esquerda radical num protesto em Istambul contra a vaga de detenções de militantes curdos YASIN AKGUL/AFP

A Turquia alterou drasticamente a sua política isolacionista face ao conflito na Síria e declarou uma guerra indiscriminada que atingirá de igual forma o autoproclamado Estado Islâmico e grupos separatistas curdos, ambos terroristas aos olhos de Ancara.

Neste sábado, as primeiras consequências: uma grande ofensiva aérea contra posições de rebeldes curdos no Iraque levou o grupo separatista Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) a cancelar a trégua instável que mantém com o Governo turco há dois anos e a ameaçar reacender uma guerra civil que, no últimos 30 anos, matou cerca de 40 mil pessoas.

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Oportunismo político

O processo de negociação de paz entre Governo turco e rebeldes do PKK está estagnado há meses. Ancara insiste no desarmamento do grupo separatista e os curdos na criação de um estado independente. O líder do PKK na prisão, Abdullah Öcalan, chegou a pedir o desarmamento do grupo em Fevereiro, mas os combatentes disseram que iriam esperar por sinais de reformas do lado do Governo turco. Resultado: “nem independência, nem integração”, diz o especialista no conflito curdo Cem Emrence ao jornal turco Hürriyet.

[…]

Este foi o pano de fundo para o ataque suicida do EI em Suruç, na segunda-feira, que matou 32 jovens activistas curdos, feriu cerca de uma centena e se tornou no rastilho para as ofensivas da Turquia dos últimos dias. Os jihadistas desencadearam o ataque, mas a resposta curda foi contra o Governo turco. Ao longo da semana, o PKK reivindicou a execução de dois polícias turcos e a morte de um terceiro. A estes casos juntaram-se ainda vários ataques armados a postos do exército e violentos protestos nas ruas de Istambul e no Sudeste do país, de maioria curda.

[…]

Para o HDP, o Governo turco está apenas a preparar-se para eleições antecipadas. Dizem os pró-curdos num comunicado, este sábado: “[A ofensiva] é um plano para incendiar o país, para que garantir um Governo de um só partido em eleições antecipadas, criando um clima militarista e nacionalista ao mesmo tempo que fomenta a impressão de estar a combater o terrorismo.”

Nova estratégia global

[…]

Um estado curdo é algo que o Presidente turco Recep Tayyip Erdogan quer impedir “a qualquer preço” – palavras suas. Uma zona militarizada na fronteira tem sido encarada como uma das estratégias possíveis para o fazer. Mas não sem implicações estratégicas no combate ao Estado Islâmico na Síria. As YPG – com ligações informais ao PKK – são os grandes aliados no terreno da coligação liderada pelos norte-americanos, que lhes fornece armamento e dá treino a milícias vizinhas no Curdistão iraquiano. Interferir com os territórios curdos na Síria pode desestabilizar a aliança entre Washington, Ancara e curdos na Síria.   

Ler em:

http://www.publico.pt/n1703141

Do mesmo modo a União Europeia “fecha os olhos” ao muro em construção na Hungria

Imagine um muro a separá-lo dos outros: o mundo continua a fazê-lo

CARLOS PAES, JOÃO SANTOS DUARTE E HELDER C. MARTINS/Expresso 17.07.2015

É uma obra polémica e já começou a ser construída: a Hungria ergueu os primeiros metros de uma vedação de 175 quilómetros e 4 metros de altura ao longo da fronteira com a Sérvia. Objetivo: travar a entrada de milhares de imigrantes ilegais. Não é caso único no mundo – é simplesmente o mais recente

http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-07-17-Imagine-um-muro-a-separa-lo-dos-outros-o-mundo-continua-a-faze-lo

O dia em que se construiu o novo muro de Berlim: refundar a Europa com urgência

Artigo de opinião de JOSÉ REIS/Publico 24/07/2015

As últimas semanas colocaram a realidade europeia num patamar de violência onde nunca tinha estado.

Já todas as palavras foram ditas sobre estes dias lamentavelmente novos que arrasam a Europa. Nenhuma delas é de mais e todas talvez não sejam ainda suficientes. Não interessa hoje escrutinar quem já sabia tudo, quem sabia que tinha de ser assim ou ainda quem sempre quis agarrar-se à ambição de nunca poder ser assim.

A verdade é que a União Europeia e o projeto europeu foram alvo de uma usurpação. Depois da redução das instituições comunitárias a instâncias compulsivamente medíocres, a Europa está hoje sob um processo intenso de destruição da política como forma de escolha coletiva, de vingança, de minagem de um projeto civilizacional europeu dotado de visão comum e estratégia positiva, de esvaziamento das noções elementares de democracia, da tentativa de redução a zero da toda a deliberação democrática que contenha controvérsia e alternativas. Predomina o conflito.

O projeto europeu foi derrotado, tomado de assalto, e não dispõe de condições saudáveis sem que antes haja uma profunda e radical reformulação, para a qual nos faltam utópicos e práticos como Altiero Spinelli ou Robert Schuman. […]

Mas tal como em Portugal se põem as pessoas a discutir coisas que deviam ser importantes sob eufemismos enganadores, também na Europa gente responsável usa o mesmo estratagema. Por cá, já sabemos o que está por detrás do termo “reformas estruturais” — ele apenas quer dizer desvalorização salarial, desproteção jurídica e social e desmantelamento do Estado Social, com criação de mercados em todos os aspetos das nossas vidas. Pois na Europa o eufemismo “governação económica” quer dizer mais ou menos a mesma coisa, acrescido de estrito liberalismo orçamental, de forte proteção dos sistemas bancários e de irrelevância das políticas fiscais equitativas.

[…]

Entretanto temos questões urgentes. Temos sim. Assim como temos questões que dependem de nós e pelas quais podemos desde já fazer alguma coisa para além de formularmos as nossas grandes ambições políticas. São questões cruciais como a da reestruturação das dívidas, que tem de estar no lugar cimeiro de todos os debates. Ou a questão “elementar” de recuperar os juros pagos ao Eurosistema. Ou garantir um orçamento suficiente e não recessivo, em que se valorize o trabalho, o emprego e a proteção social e em que não se desfaça mais um sistema produtivo demasiado fragilizado. Mas é claro que num ambiente europeu que consiste em responder às veleidades de qualquer alternativa com mais e mais austeridade, cada vez mais cega e cada vez mais punitiva, há que ter hoje na mão outros caminhos. Pode não ser já a grande ambição da refundação democrática europeia, mas tem de ser, pelo menos, saber quem, fora do ditame do governo alemão, está em condições de tomar em mãos o que é essencial para reconstituir a Europa. Um Euro da Europa do Sul? Um Euro sem a Alemanha? Um Euro de um bloco que inclua quem definhará nas atuais condições? Um Euro de três ou quatro grandes democracias que tenham um projeto de solidariedade e uma visão comuns com alguns mais? Poderá ser qualquer destas coisas. Terá de ser alguma delas e alguma deveria estar preparada pois nem sequer num ambiente de negociação estamos. É por isso preciso um ambiente de portas abertas e tensões bem definidas. O que não podemos é ficar incapazes de responder à chantagem…

Professor da Universidade de Coimbra. Cabeça de lista da candidatura LIVRE/TEMPO DE AVANÇAR por Coimbra

Ler em:

http://www.publico.pt/n1702906

Entretanto continua sem solução o pacto pretendido pelos EUA com o IRÃO 18/07/2015 DN/LUSA

Guia supremo do Irão diz que postura contra “arrogância” dos EUA “não vai mudar”

Fotografia © EPA

As declarações do ayatollah Ali Khamenei foram recebidas com gritos de “Morte à América” durante uma cerimónia em Teerão, que assinalou o fim do mês de jejum e abstinência do Ramadão.

O acordo nuclear alcançado com as potências mundiais não vai mudar a postura do Irão relativamente aos “arrogantes” Estados Unidos nem a política de apoio aos seus “amigos” na região, declarou hoje o guia supremo iraniano.

As declarações do ayatollah Ali Khamenei foram recebidas com gritos “Morte à América” durante uma cerimónia em Teerão que assinalou o fim do mês de jejum e abstinência do Ramadão, ao serem transmitidas em direto pela televisão estatal.

[…]

Ler em:

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4687410&page=-1

Esta tentativa de controlo da situação do armamento nuclear por parte dos EUA, leva-nos a reflectir sobre o artigo publicado no DN em 18/07 por Leonídio Paulo Ferreira

Tudo sobre a bomba atómica desde pequenina

Ficou célebre o arrependimento de Robert Oppenheimer por ter construído a bomba que os Estados Unidos usaram para derrotar o Japão e acabar a Segunda Guerra Mundial. “Tornei-me a Morte, a destruidora de Mundos”, terá dito o cientista, citando um épico hindu, quando assistiu à explosão a 16 de julho de 1945 que serviu de teste para Hiroxima e Nagasáqui, que aconteceriam menos de um mês depois. Seja graças ao alerta de Oppenheimer, ao humanismo dos governantes ou simplesmente ao medo da autodestruição a verdade é que nestes 70 anos nunca mais voltaram a ser usadas as bombas atómicas. E conseguiu-se que as potências nucleares não chegassem à dezena, isto incluindo Israel, que nunca assumiu o estatuto, exceto numa gaffe em 2006 do então primeiro-ministro Olmert.

[…]

No contexto geopolítico do Médio Oriente, onde se assiste a uma guerra mal disfarçada entre muçulmanos sunitas e xiitas que envolve o Irão em múltiplas frentes, a arma nuclear era uma tentação óbvia. A isso acresce que um tradicional inimigo do regime dos ayatollahs, Israel, é já senhor de armas nucleares (o que mesmo assim não tranquiliza o primeiro-ministro Netanyahu). E sublinhe-se que na fronteira leste há um vizinho, o Paquistão, que conseguiu tornar-se uma potência nuclear apesar de todas as ameaças e sanções. Denominada pela imprensa internacional de “bomba islâmica” não sem chauvinismo, a capacidade nuclear paquistanesa continua.

[…]

Outros suspeitos de candidatura ao nuclear como a Líbia de Kadhafi desistiram para evitar um destino como o do Iraque de Saddam, atacado pelos Estados Unidos com o pretexto de possuir armas de destruição maciça (químicas e biológicas, note-se). E há o caso especial da Ucrânia, que na era soviética tinha armas nucleares mas concordou, após a desagregação de 1991, que nisso a Rússia seria a única herdeira.

[…]

Já a Índia, desde 1974 que se percebia que tinha alcançado o estatuto nuclear, depois de um ensaio no deserto do Rajastão, com o nome de código “Buda Sorridente”. Mas a confirmação chegou em 1998, quando efetuou novo teste. E, de forma surpreendente, o Paquistão respondeu com uma série de ensaios que confirmou a Ásia do Sul como foco de tensão nuclear; o que não é de somenos se pensarmos que Paquistão e Índia já travaram três guerras. Sanções foram logo decretadas, a começar pelos Estados Unidos, mas três anos depois os atentados do 11 de Setembro obrigaram a garantir o apoio contra os santuários da Al-Qaeda no Afeganistão e chegou a era da benevolência.

Terá sido até o pai do programa nuclear paquistanês, Khan, a traficar a tecnologia para a Coreia do Norte, que fez o primeiro teste em 2006. Apesar das sanções durarem desde então, o nuclear acaba por ser o garante da sobrevivência da dinastia Kim.

Ora, este papel do nuclear na defesa dos regimes incómodos para as potências será uma das explicações da vontade iraniana de dotar-se da tecnologia. A somar-se ao nacionalismo persa.

Kerry, chefe da diplomacia americana, disse que o Irão, que estava a três meses de poder fabricar uma bomba, passa a necessitar de um ano, caso desrespeite o compromisso internacional. Pode não ser suficiente para tranquilizar a Arábia Saudita. Talvez venha a haver a “bomba árabe”, para desgosto de Oppenheimer e desrespeito do TNP.

Ler em:

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=4686773&seccao=Leon%EDdio%20Paulo%20Ferreira&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&page=-1

Sobre a situação destaco o artigo de opinião de José Milhazes/Observador, publicado ontem (25/07/2015)

RÚSSIA

EUA trocam Ucrânia por Irão e Síria

Em política externa não há amigos, mas interesses concretos. Por isso, para receber o apoio da Rússia nos casos do Irão e da Síria, os EUA estão dispostos a entregar a Ucrânia a Moscovo.

Como é sabido, em política externa não há amigos, mas interesses concretos, tanto mais quando se trata de superpotências como os Estados Unidos.

Andrei Ilarionov, antigo conselheiro do Presidente russo Vladimir Putin, avança uma tese com a qual não posso deixar de concordar. Para receber o apoio da Rússia nos casos do Irão e da Síria, os EUA estão dispostos a entregar a Ucrânia a Moscovo.

[…]

Se às regiões separatistas pró-russas for concedido “estatuto especial”, o Kremlin ficará com uma alavanca decisiva sobre a política interna e externa do governo de Kiev. Caso este dê um passo que não agrade Moscovo, os separatistas lá estarão para o neutralizar. No fundo, deverá significar o fim da Ucrânia como Estado e a sua desagregação.

Em troca, a Rússia fez sérias cedências no dossier nuclear iraniano. Se o acordo que foi assinado em Viena for avante, Moscovo pouco irá ganhar. Pelo contrário, quando as sanções internacionais forem levantadas, o petróleo iraniano irá entrar no mercado internacional e provocar a queda do preço desse combustível (o que já está a acontecer ainda sem o fim das sanções). Ora, isto é extremamente prejudicial para a economia russa, que se mergulha numa crise cada vez maior.

[…]

Quanto à Síria, Moscovo parece disposto a deixar cair o regime do Presidente Assad ou a reservar para este um papel insignificante no futuro daquele país do Médio Oriente.

[…]

Enquanto isso, a União Europeia continua afogada no “problema grego”, revelando uma incapacidade total de resolver os seus problemas internos. Pelos vistos, o problema da Grécia não será resolvido antes de uma intervenção séria dos Estados Unidos, o que constituirá mais uma vergonha para a UE.

Ler em:

http://observador.pt/opiniao/eua-trocam-ucrania-por-irao-e-siria/

Sobre conflitos merece reflexão a visualização dos  VÍDEOS HISTÓRICOS

Disponibilizados no Youtube ao público

Os vídeos históricos mais memoráveis 24/7/2015/ Observador

Do bombardeamento de Pearl Harbour à queda do muro de Berlim, a agência Associated Press publicou grandes momentos da história no seu canal do Youtube. O Observador mostra-lhe alguns.

AP Archive Welcome Video/ Youtube

Do 11 de setembro ao bombardeamento de Pearl Harbor, do assassinato de Martin Luther King às missões à Lua do Apollo 11 e 12, até mesmo a queda do muro de Berlim, todos recordamos estes momentos históricos. Mas já vimos vídeos desses eventos? De alguns sim, outros apenas recriados em filme. Mas agora já os pode ver todos no seu computador. A agência Associated Press disponibilizou ao público pela primeira vez esta quarta-feira 550.000 vídeos históricos, no seu novo canal de Youtube. O Observador mostra-lhe alguns.

Primeiro, pode visualizar uma apresentação da coleção de momentos históricos feitos pela agência.

Depois, tem mais de 1 milhão de minutos e 120 anos de vídeos históricos para ver. Este é, de acordo com o Washinton Post, o maior descarregamento de informação histórica feita no Youtube e um passo em frente para democratizar a informação habitualmente apenas disponível em museus ou arquivos.

1.Bombardeamento de Pearl Harbor (1941)

2.Queda do muro de Berlim (1989)

3.Libertação de Nelson Mandela da prisão (1990)

4.Guerra do Vietname (início dos anos 60)

5.Assassinato de John F. Kennedy (1963)

6.Bombardeamento de Hiroshima (1945)

7.Aterragem na Lua das missões Apollo 11 e 12 (1969)

8.Vídeo amador dos ataques de 11 de setembro às Torres Gémeas

9.Bombardeamento de Londres (1941)

10.“Crash” da bolsa de Nova Iorque (1929)

11.A partida de Titanic do lago irlandês Belfast Loch para Southampton, no Reino Unido (1912)

12.Assassinato de Martin Luther King (1968)

13.Protesto na Praça Tiananmen (1989)

Ainda recordando a HISTÓRIA o “Observador” publicou em 24/07/2015 o seguinte artigo

A previsão (certa) de Fidel Castro

Há 42 anos, Fidel Castro previu que Estados Unidos e Cuba só voltariam a conversar quando um negro chegasse à presidência americana e um Papa fosse latino-americano. Dito e feito.

Fidel Castro estava no poder há 14 anos quando fez a previsão que hoje se comprova

Getty Images

Ele disse e cumpriu-se. Em 1973, o líder cubano Fidel Castro fez uma previsão. Questionado sobre como seriam as relações com os EUA logo após a tomada de posse de Richard Nixon na presidência norte-americana afirmou: “Os Estados Unidos dialogarão com Cuba quando tiverem um presidente negro e houver um Papa latino-americano”, lembra o Clarin.

Quarenta anos depois, as palavras de Fidel Castro confirmaram-se e quem as recorda é o jornalista argentino Pedro Jorge Solans, depois de um taxista chamado Eduardo de la Torre lhe ter lembrado esse momento. […]

Ler em:

http://observador.pt/2015/07/24/previsao-certa-fidel-castro/

Entretanto a situação da Grécia continua na ordem do dia.

Troika e Grécia começam a negociar segunda-feira, Syriza em convulsão interna

Autor: Nuno André Martins/Observador (25/07/2015)

A troika e o Governo grego começam a negociar terceiro resgate na segunda-feira. Ministro de Estado ameaça ‘limpar’ Plataforma de Esquerda das listas em caso de eleições antecipadas.

AFP/Getty Images

As negociações entre a troika e a Grécia sobre o terceiro pedido de resgate da Grécia vão começar esta segunda-feira em Atenas, disse este sábado um porta-voz do Governo grego. Atenas enviou na noite de sexta-feira o pedido ao FMI para receber um novo empréstimo.

Mesmo não tendo terminado nem o primeiro, nem o segundo resgates, A Grécia já formalizou o pedido de um terceiro resgate ao FMI e à União Europeia. As negociações começam na segunda-feira, depois de o Parlamento grego ter aprovado esta semana o segundo pacote de medidas impostas pelos credores para que as negociações pudessem começar.

“As negociações estão a correr como planeado”, disse à agência noticiosa alemã um porta-voz do Governo grego. A intenção de Alexis Tsipras será apresentar ao Parlamento grego uma proposta para o terceiro resgate até ao dia 18 de agosto, dois dias antes de ter de pagar ao BCE mais uma parcela da dívida comprada pelo banco central no mercado secundário.

[…]

Tsipras decidiu cortar com a Plataforma de Esquerda, uma fação mais radical dentro do agrupamento de movimentos que é o Syriza, e afastou o líder desta fação do Governo, o então ministro da Energia, Panagiotis Lafazanis. Lafazanis é ainda creditado por alguns órgãos de comunicação social como o responsável pela elaboração de um plano para tirar a Grécia do euro e voltar a usar o dracma.

No Parlamento grego o número de deputados do Syriza a oporem-se é considerável e entre eles está ainda o ex-ministro do Trabalho e o muito polémico ex-ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, que votou a favor do último pacote de medidas por uma questão de consistência, segundo o próprio, já que terá apoiado medidas semelhantes em fevereiro.

[…]

Entretanto, Alexis Tsipras já disse também que a sua prioridade é conseguir um terceiro resgate para a economia grega e que só depois disso irá lidar com as consequências políticas que dai irão resultar.

Ler em:

http://observador.pt/2015/07/25/troika-e-grecia-comecam-a-negociar-segunda-feira-syriza-em-convulsao-interna/

A solução intermédia encontrada (3º resgate – mais empréstimo de dinheiro), suscita alguma apreensão depois do jornal “Financial Times”  ter publicado detalhes sobre o plano dos membros radicais do Syriza – com a benção de Tsipras – para fazer regressar a Grécia ao dracma.

Artigo de Edgar Caetano/Observador (24/07/2015)

Governador preso e ajuda russa. O plano do Syriza para sair do euro

Financial Times dá mais detalhes sobre o plano dos membros radicais do Syriza – com a benção de Tsipras – para fazer regressar a Grécia ao dracma.

Panayotis Lafazanis (à esquerda) foi o principal impulsionador do plano.

AFP/Getty Images

Vários membros do Syriza, liderados pelo ex-ministro da Energia Panayotos Lafazanis, reuniram-se em Atenas no dia 14 de julho, poucas horas depois do acordo assinado por Alexis Tsipras para o terceiro resgate. O Financial Times conta que, em conjunto, estes membros do Syriza

desenharam um plano para tirar a Grécia da zona euro que passava por colocar o governador do banco central, Yannis Stournaras, atrás das grades e pedir ajuda a Moscovo.

[…]

Citando conversas com membros do Syriza que estiveram presentes nesse “momento, obviamente, de grande tensão“, o Financial Times descreve esta sexta-feira com detalhe quais eram os planos de Panayotos Lafazanis para liderar uma insurreição contra o acordo que o primeiro-ministro tinha assinado com os credores europeus às primeiras horas do dia 13 de julho.

“O nosso plano é ir para uma moeda nacional. É isso que devíamos ter feito há muito tempo, mas podemos fazê-lo agora“, disse Panayotos Lafazanis, na altura ministro da Energia e ainda hoje líder da Plataforma de Esquerda do Syriza, segundo disse ao ao FT uma das pessoas que estiveram presentes na reunião. Alexis Tsipras revia-se neste plano.

[…]

O ex-ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, que se demitira alguns dias antes (no dia seguinte ao referendo de 5 de julho) defendeu publicamente que a Grécia emitisse notas de crédito para financiar despesas internas como pensões e salários da Função Pública. Panayotos Lafazanis, que viria no final da semana passada a ser substituído, visitou Moscovo três vezes desde que o Syriza venceu as eleições. O ministro da Energia queria que a Rússia adiantasse pelo menos cinco mil milhões de euros em taxas de passagem de gás natural através dos gasodutos russos na Grécia.

Ler em:

http://observador.pt/2015/07/24/governador-preso-e-ajuda-russa-o-plano-do-syriza-para-sair-do-euro/

Sobre o tema e as consequências da situação na Grécia para a Europa, recomendo a leitura do artigo de opinião de Manuel Loff publicado no Público (25/07/2015)

Lições gregas

A austeridade não é apenas um modelo de política económica, nem sequer conjuntural: ela é um novo regime político e social, uma nova ordem.

Um governo legítimo de um Estado-membro da UE que usa do euro como moeda, pergunta aos cidadãos se estão de acordo com as medidas que os seus parceiros lhes queriam impor. Uma maioria muito ampla de cidadãos, superando amplamente a base política que elegeu o governo, disse não. Dias depois, o mesmo governo disse-se ter visto obrigado a assinar um acordo que o obrigava a contradizer o essencial do seu compromisso eleitoral. Que lições podemos tirar?

[…]

Ler em:

http://www.publico.pt/n1703110

Em relação à politica e situação em Portugal merecem destaque as noticias relacionadas com as posições dos partidos da coligação (no governo) e do Ps face às legislativas já anunciadas por Cavaco e Silva para 4 de Outubro de 2015

O governo em fim de mandato continua a politica de privatizações “a qualquer preço”

Sobre o tema o “Económico à uma” publicou no dia 24/7/2015

Privatizações, legislativas e uma entrevista

A dois meses das legislativas, o ímpeto de privatizações do Governo mantém-se. Do final da manhã vem a notícia de que o Governo decidiu vender a CP Carga à MSC Rail, pertencente ao segundo maior armador mundial. O Governo vê assim cumprida mais uma das privatizações que estavam na lista da troika, mas deixar em banho-maria a alienação da EMEF.

[…]

Um tema – o desemprego – que marcará por certo as campanhas para as legislativas dos dois lados da fronteira. Cá, as eleições têm data marcada desde ontem – 4 de Outubro – e o assunto fez eco na imprensa internacional, com meios especializados no sector económico a destacarem a austeridade como o tema no centro das discussões.

[…]

Enquanto Paulo Portas cumpre uma deslocação a Angola onde já deu conta que a relação com Luanda é “insubstituível”, o parceiro de coligação Pedro Passos Coelho dá hoje à noite uma entrevista à TVI onde os telespectadores podem colocar perguntas ao primeiro-ministro, a partir das 20h30. O assunto da Tecnoforma, que hoje faz manchete no Público, poderá voltar à ribalta.

A finalizar, e quase à porta de um fim-de-semana que promete temperaturas altas, uma notícia que esteve hoje na imprensa nacional: os portugueses estão entre os que têm menos férias e feriados na Europa.

Ler em:

http://auma.economico.sapo.pt/noticias/privatizacoes-legislativas-e-uma-entrevista_224499?_swa_cname=newsletter&_swa_csource=afiliado&_swa_cmedium=email&cpid=economicot3

Ao mesmo tempo anuncia que não vai baixar a taxa de IVA da restauração que assim se vai manter nos 23% mas prenuncia que

Crédito fiscal da sobretaxa estará ativo apenas este ano e se se concretizar baixa a sobretaxa para 2,8%

Sobretaxa. Governo vai devolver 100 milhões de euros em 2016

Paulo Núncio/D.R. 25/07/2015 Dinheiro Vivo

Dos 760 milhões de euros que os 1,7 milhões de trabalhadores e pensionistas pagam anualmente de sobretaxa do IRS, o Governo prepara-se para lhes devolver 100 milhões de euros em 2016, mas o cheque só será entregue pelo Executivo que sair das próximas eleições. Este valor corresponde à primeira projeção do crédito fiscal que tinha sido inscrito no Orçamento do Estado e que foi ontem anunciada pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. Em termos de orçamento familiar, isto significa que uma pessoa que ganha 1015 euros (brutos) por mês recuperará 43 euros dos 226,5 euros que pagará este ano de sobretaxa.

[…]

A devolução será feita aos trabalhadores por conta de outrem e pensionistas no momento da entrega da declaração anual do IRS. No caso dos trabalhadores independentes (com recibos verdes), ser-lhes-á descontado o valor do crédito na sobretaxa que terão a pagar com a entrega de declaração.

[…]

A sobretaxa do IRS foi lançada pela primeira vez em 2011, pela mão de Vítor Gaspar, para fazer face ao “desvio colossal” nas contas públicas, tendo sido paga de uma só vez , no momento do pagamento do subsídio de Natal. Em 2013, o Governo voltaria a deitar mão de uma sobretaxa do IRS, determinando que passaria a ser paga todos os meses pelos trabalhadores e pensionistas.

O crédito fiscal só estará ativo este ano, já que para o próximo o Governo que sair das eleições tem planos diferentes – quer seja formado pela atual maioria, quer pelo PS.

No Programa de Estabilidade, o atual Governo já sinalizou que pretende iniciar em 2016 uma redução gradual da sobretaxa, que será de 0,875 pp ao ano. Neste cenário, a sobretaxa será cobrada pela última vez em 2018. Mas poderá ser antes, se houver disponibilidade orçamental. Já o PS promete acelerar a eliminação deste adicional do IRS e remete para 2017 a sua eliminação total.

Ler em:

http://www.dinheirovivo.pt/economia/fisco/interior.aspx?content_id=4698269&page=-1

Em período de eleições quem está no Governo dá a entender aos portugueses que tudo melhorou e por isso se abrem de novo as concessões de crédito para consumo, em particular para compra de automóveis (aumento de vendas de 50% no 1º semestre de 2015 face ao período homólogo do ano anterior), viagens e de novo casas.

Entretanto as contas nacionais são camufladas e tudo se está a conjugar para que em 2016, contrariamente às promessas, a austeridade imposta pelos credores aumente.

Veja-se o artigo publicado no “Expresso diário” do dia 21/07/2015 da autoria de Pedro Santos Guerreiro e Sónia M. Lourenço

Défice externo: voltámos a viver acima das possibilidades (e a culpa não é das importações)

Maria Luís O equilíbrio externo sempre foi um dos “cavalos de batalha” o governo (foto Luís Parra)

Quando o primeiro ministro falava, no início da legislatura, de “viver acima das possibilidades”, estava a referir-se a um indicador que se tornou o seu “cavalo de batalha”: o défice externo. Em 2013 e em 2014, Portugal conseguiu ter excedente das contas externas, em grande parte por causa do aumento das exportações e redução das importações. A má notícia vem agora: nos primeiros cinco meses deste ano, Portugal voltou a ter défice externo. Mas não é por razões comerciais. É sobretudo por duas razões: porque o fim do QREN significa menos entrada da capital comunitário em Portugal; e porque há menos entradas e mais saídas de juros e de dividendos do país, o que pode ser atribuído em parte à venda de empresas portuguesas a estrangeiros.

Os números foram divulgados hoje pelo Banco de Portugal e mostram que o saldo das contas externas, medido pelas balanças correntes e de capital, passou de um superavite de 367,3 milhões de euros entre janeiro e maio de 2014, para um défice de 104,3 milhões de euros nos primeiros cinco meses deste ano. Números que poem em causa a correção do crónico défice externo português, conseguida durante os anos da troika.

A que se deve esta evolução negativa? Se respondeu o aumento das importações, então errou. As importações estão, de facto, a aumentar, mas os números do Banco de Portugal mostram que o défice da balança de bens ate diminuiu ligeiramente em termos homólogos, passando de 3,49 mil milhões de euros entre janeiro e maio de 2014, para 3,46 mil milhões no mesmo período deste ano. Ao mesmo tempo, o superavite na balança de serviços continuou a crescer, impulsionado pelo bom desempenho do turismo, e ultrapassando 3,73 mil milhões de euros nos primeiros cinco meses deste ano (mais 111 milhões de euros do que no mesmo período do ano passado).

A explicação reside noutra rubrica da balança corrente – o rendimento primário – e na balança de capital.

No que toca a balança de capital, o superavite diminuiu de 1,14 mil milhões de euros, para 807 milhões. E a explicação está nas transferências entre Portugal e a União Europeia. Estas transferências, que são contabilizadas na balança corrente e na balança de capital, são largamente favoráveis a Portugal, fruto dos fundos comunitários recebidos no âmbito dos programas estruturais e de coesão. Ora, o superavite nestas transferências diminuiu de 850,3 milhões de euros nos primeiros cinco meses de 2014, para 367,8 milhões – menos de metade – no mesmo período deste ano. Tudo porque esses meses

Corresponderam à fase final da execução do pacote de fundos que Portugal recebeu para o período 2007-2013, enquanto o pacote para o período 2014 – 2020 esta ainda a arrancar.

Já o rendimento primário designa os rendimentos obtidos por quem participa na atividade económica, como as remunerações dos trabalhadores, e os lucros, dividendos ou juros dos investidores. Inclui também subsídios e impostos sobre os produtos e a produção. Alguns exemplos são os dividendos recebidos por portugueses que investem em ações de empresas estrangeiras, ou os lucros recebidos pelos estrangeiros que investem em empresas portuguesas. Entre os rendimentos pagos ao exterior incluem-se também os juros que o Estado paga a não residentes em Portugal que investem em títulos de divida pública.

Nos primeiros cinco meses deste ano, o deficit nesta rubrica da balança corrente agravou-se em quase 400 milhões de euros. O que é explicado por uma redução de mais de 300 milhões nos rendimentos que Portugal recebeu do exterior e um aumento de cerca de 90 milhões nos rendimentos que Portugal entregou ao exterior. È o resultado do menor volume de transferências recebidas da União Europeia e, pelo menos em parte, da venda de empresas portuguesas a estrangeiros. Essa mudança de propriedade significa que lucros e dividendos não ficam no país, mas saem para o exterior

Estamos portanto numa situação de “joguetes” à disposição dos políticos que lutam pelo poder e

Confiar em quem?

O processo Lava-Jato ameaça sujar muita gente, dentro e fora do Brasil, confirmando a presunção de culpabilidade que a política e os grandes negócios carregam por estes dias de cinismo generalizado, apodrecimento dos partidos e também ganância desmesurada de alguns políticos e gestores. O ímpeto das investigações judiciais que saltam de continente para continente acompanha este sentimento de fim de regime que está longe de ser exclusivo do Brasil. Também em Portugal não há dia em que não surjam notícias de investigações e suspeitas ligando estes dois mundos poderosos: o da política e o dos negócios.

[…]

Tudo o que é feito na sombra é um convite à dúvida legítima ou à manipulação política. Hoje estamos entre estas duas hipóteses. Estamos sem saber em quem acreditar.

Ler em:

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/editorial.aspx?content_id=4692462

O jogo da finança portuguesa continua. Os contribuintes (cidadão eleitores) cá estão para pagar os erros do poder. Entretanto quem os comete vai jogando com o tempo e com o sistema.

PGR: Justiça invoca perigo de fuga de Ricardo Salgado

25/7/2015 Nuno André Martins/Observador

Ricardo Salgado fica proibido de sair de casa sem autorização do juiz e de contactar com os restantes arguidos do processo. Justiça entende que há perigo de fuga e de destruição de provas.

Ler em:

http://observador.pt/2015/07/25/pgr-justica-receava-perigo-de-fuga-de-ricardo-salgado/

Novo Banco: Banco de Portugal pede mais informações aos candidatos (24/7/2015 Nuno André Martins/Observador)

Diário Económico avança que o regulador enviou pedidos de informações aos candidatos para poder comparar melhor as propostas. Objetivo é fechar processo de venda nas próximas semanas.

Ler em:

http://observador.pt/2015/07/24/banco-de-portugal-pede-mais-informacoes-aos-interessados/

Banco de Portugal confirma denúncia sobre o Montepio

CRISTINA FERREIRA 24/07/2015

PGR diz que não a recebeu qualquer notificação. Montepio ameaça processar PÚBLICO.

Fonte do Banco de Portugal (BdP) ao mais alto nível confirmou ao PÚBLICO que na sequência de uma deliberação da DAS, Departamento de Averiguação e Acção Sancionatória, de final de Abril deste ano foi enviada para a Procuradoria-Geral da República e para a Unidade de Informação Financeira da Policia Judiciária uma denúncia contra a Caixa Económica Montepio Geral (CEMG), liderada por António Tomás Correia.

[…]

A participação do DAS, que tem por competência garantir que os regulados cumprem “as regras” de “prevenção da utilização do sistema financeiro para branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, surgiu na sequência de uma inspecção que detectou falhas nos mecanismos internos de controlo dos movimentos financeiros entre a CEMG e o Finibanco Angola (detido em 61% pelo banco da Associação Montepio Geral).

[…]

A definição de branqueamento de capitais está associada à intenção de encobrir “a origem dos bens e dos rendimentos (vantagens) obtidos ilicitamente, transformando a liquidez proveniente dessas actividades em capitais reutilizáveis legalmente, por dissimulação da origem ou do verdadeiro proprietário dos fundos”. A finalidade do infractor é conferir às transacções “aparência de legalidade”.

Ler em:

http://www.publico.pt/n1703047

Ao mesmo tempo decorrem auditorias (impostas pela União Europeia) sobre empréstimos do Estado ao BANIF.

Que mais surpresas haverá na nossa Banca? O BCP, o BPI, A CGD, etc. Talvez o “primo da terra” agora descoberto seja o futuro dos habitantes deste planeta que está a ficar “exausto”

NASA descobre ‘primo mais velho’ da Terra

Apesar de maior, este é o planeta com o tamanho mais semelhante ao da Terra até agora descoberto dentro da “zona habitável” da órbita de uma estrela como o nosso Sol

NASA/JPL-Caltech/T. Pyle (Quinta feira, 23 de Julho de 2015)

Chama-se Kepler-452b e é o exoplaneta (planeta fora do sistema solar) mais pequeno até agora descoberto na chamada “zona habitável” – a região em torno de uma estrela onde há condições para a existência de água. E com ele, são já 1030 os planetas confirmados pela NASA.

“No ano do 20º aniversário da descoberta que provou que outros sóis hospedam planetas, o telescópio Kepler descobriu um planeta e uma estrela que mais se assemelham à Terra e ao nosso Sol”, anunciou John Grunsfeld, responsável da agência espacial norte-americana, esta quinta-feira.

“Este resultado entusiasmante deixa-nos um passo mais perto de encontrar uma Terra 2.0”.

Apesar de o Kepler-452b ser 60% maior em diâmetro do que a Terra, a sua órbita dura apenas mais 5% do tempo: 385 dias. A idade deste primo mais velho? Seis mil milhões de anos.

“Podemos pensar no Kepler-452b como um primeiro mais velho, maior que a Terra, fornecendo uma oportunidade para compreender e refletir sobre o ambiente em evolução da Terra”, sugere Jon Jenkins, que liderou a equipa responsável pela descoberta deste exoplaneta.

Ler em:

http://visao.sapo.pt/nasa-descobre-primo-mais-velho-da-terra=f826393#ixzz3gpEXk2Jl

Até lá qual o caminho a escolher pelos nosso jovens ?

ACESSO AO ENSINO SUPERIOR

O que escolher na universidade? Rui Ramos/Observador (21/07/2015)

No acesso ao ensino superior, quase tudo é perverso: a obsessão com a “empregabilidade”, o peso das notas do secundário, a especialização dos cursos, e o anonimato de toda a gente.

A partir desta semana, milhares de jovens portugueses vão ter a oportunidade de se candidatar a um curso no Ensino Superior público. O exercício consiste em distribuir um número limitado de vagas de acordo com as médias do ensino secundário. Quase não há nada aqui que não seja perverso. Os estudantes são reduzidos, para efeitos de candidatura, à informação anónima dos testes e exames do secundário. O numerus clausus é ainda pior: serve, não apenas para diminuir a concorrência em certas profissões, mas para repartir os candidatos por cursos que de outro modo teriam pouca ou nenhuma procura.

Mas estas são as condições da escolha. Armado com as suas notas do secundário, o jovem percorre a lista das centenas de cursos altamente especializados. Como escolher?

Ler em:

http://observador.pt/opiniao/o-que-escolher-na-universidade/

Microsoft garante atualizações do Windows 10 até outubro de 2025 (por RSF18 julho 2015)

Instalação do sistema operativo para computadores e tablets será gratuita para quem usa Windows 7 ou 8.

A Microsoft anunciou que dará “suporte” ao seu novo Windows 10 até ao dia 14 de outubro de 2025. O novo sistema operativo da empresa de Redmond começará a ser distribuído a partir de dia 29 deste mês.

[…]

O Windows 10 será distribuido gratuitamente (via Windows Update) a todos os utilizadores de Windows 7 ou superior. Também estará à venda via ‘download’ ou nas lojas tradicionais, pela primeira vez através de ‘pen’ USB.

Ler em:

http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=4687763&seccao=Tecnologia

Por último o sorteio do

MUNDIAL DE FUTEBOL DE 2018 (Miguel Santos/Observador -25/07/2015)

Portugal terá pela frente a Suíça no caminho para o Mundial de futebol na Rússia, em 2018. No Grupo B, os portugueses terão ainda de enfrentar a oposição da Hungria, Ilhas Faroé, Letónia e Andorra.

Michael Regan/Getty Images

Suíça, Hungria, Ilhas Faraoé, Letónia e Andorra. Serão estes os adversários de Portugal na fase de qualificação para o Mundial 2018

[…]

O sorteio, que desta vez teve como palco a cidade de São Petersburgo, acabou por não trazer boas notícias para holandeses e franceses. No grupo A, a “Laranja Mecânica” e a seleção gaulesa vão ter de medir forças no caminho para o Mundial de futebol e evitar perder pontos para suecos e búlgaros. A completar aquele que pode ser considerado o “grupo da morte” estão ainda a Bielorrússia e o Luxemburgo.

[…]

 

Ler em:

http://observador.pt/2015/07/25/portugal-vai-enfrentar-a-suica-na-qualificacao-para-o-mundial-2018/

NOTA FINAL: No próximo mês de Agosto não haverá publicação desta rubrica semanal

 

 

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