REVISTA DA SEMANA por Luís Rocha

revista semana

Revista da semana

De 06/12 a 12/12/2015

ARTIGOS PUBLICADOS

1 – Cimeira do clima 2015

2 – Governo: Plano de Reversões em Curso

3 – O que vai voltar a mudar na Educação

4 – Conselho de Estado. Esquerda pondera apresentar uma lista conjunta

5 – Preços. Saiba o que vai aumentar já em Janeiro

6 – BES na lista dos grandes casos mundiais de corrupção

7 – Ninguém sabe dos fundos europeus

8 – Como mudaram os salários nos últimos 30 anos em Portugal

9 – Salário mínimo – Luxemburgo lidera: 1.923 euros. Bulgária tem o mais baixo: 184 euros

10 – Manifestação em defesa da democracia e da Constituição em Varsóvia

11 – França prepara-se para segunda volta das eleições regionais

12 – David Cameron: Migrant crisis could force Brexit as voters say ‘get me out of here’

13 – Look Who’s Buying American Democracy

14 – Maduro (Venezuela) obriga governo a demitir-se e inicia ‘guerra’ ao parlamento

15 – Fim da austeridade. Salvação ou desgraça da zona euro?

16 – Petróleo: há quase sete anos que barril de brent não caía abaixo de 40 dólares

17 – Homenagem comovente de Madonna: “Não nos vamos curvar ao medo”

18 – Frank Sinatra, esse ilustre desconhecido

19 – Saúde : A maldição do sobrediagnóstico

20 – Ranking Escolas 2015

21 – Qual é o hino e mensagem da sua geração?

22 – Futebol: sorteio do Euro 2016

1 – CIMEIRA DO CLIMA 2015

Conheça os cinco pontos-chave do novo acordo do clima – José Pedro Frazão/RR sapo (12/12/2015)

Seis anos depois de ter falhado um sucessor do protocolo de Quioto, o mundo aposta agora num acordo com “ambições” em vez de metas. O Acordo de Paris permite continuar a travar as alterações climáticas depois de 2020, na base de contributos nacionais e financiamento aos países mais pobres. E sobe a fasquia na limitação do aumento da temperatura.

Os países representados na Conferência de Paris aprovam não um mas dois textos. Da Conferência, a chamada COP21, sai uma decisão com 19 páginas que enquadra o Acordo de Paris composto por 11 páginas e 29 artigos. O acordo entra em vigor em 2020, depois de uma assinatura inicial na ONU em Abril de 2016. Fica depois sujeito à ratificação por cada um dos países. Recorde-se que no Protocolo de Quioto, os EUA acabaram por nunca ratificar o documento.

Olhando para os cinco pontos-chave do Acordo, o texto parece cirurgicamente talhado para passar pelo crivo do Congresso americano, salvaguardando o essencial das exigências dos países emergentes. Tudo baseado em múltiplas cedências que asseguram que de Paris sai um acordo com perspectivas de progressão depois de 2020.

  1. Nova meta de aumento de temperaturas – O compromisso é manter as temperaturas médias globais bem abaixo dos 2 graus centígrados face aos níveis pré-industriais. O acordo fala em “perseguir esforços” para limitar o aumento da temperatura em 1,5 graus celsius. É esta fasquia que torna o Acordo de Paris politicamente ambicioso. Neste momento as contribuições nacionais ficam muito longe sequer da fasquia dos dois graus.[…]
  2. Cumprimento e força legal – Os países vão apresentar resultados de 5 em 5 anos sobre a implementação do acordo de Paris, com uma primeira grande avaliação em 2023. Antes, em 2018, haverá conversações para avaliar o progresso no sentido das metas de aumento da temperatura. O Painel Intergovernamental da ONU, com cientistas de todo o mundo, vai preparar um relatório em 2018 sobre o impacto de um aquecimento global de mais 1,5 graus.[…]
  3. Diferentes responsabilidades – O acordo será implementado “de forma a reflectir equidade e o princípio das responsabilidades comuns mas diferenciadas e respectivas capacidades, à luz das diferentes circunstâncias nacionais”. Este ponto do acordo de Paris tenta responder à necessidade de distinguir entre a capacidade dos países desenvolvidos e os que estão em desenvolvimento, quer na mobilização de recursos quer também na responsabilidade real na emissão de CO2.
  4. Perdas e Danos – O acordo de Paris travou expressamente a ideia de que os países ricos devem compensar os mais pobres pelos danos causados pelas alterações climáticas.[…]
  5. Financiamento – Os países desenvolvidos vão continuar a providenciar financiamento até 2025 a um ritmo não inferior a 100 mil milhões de dólares por ano. No entanto fica o apelo para que os países mais ricos subam esse valor depois dessa data. Há o compromisso de manter essa fasquia mínima para mitigação e adaptação, pelo menos até 2020, ano em que entra em vigor o Acordo de Paris.

Ler todo o artigo em: http://rr.sapo.pt/noticia/41819/conheca_os_cinco_pontos_chave_do_novo_acordo_do_clima

2 – Governo: Plano de Reversões em Curso

Inês Rapazote e Sara Rodrigues/Visão sapo (07/12/2015) Foto de Marcos Borga

Novo Governo, novas regras nos abonos, nos transportes, nos impostos e até nos feriados. António Costa vai fazer inversão de marcha nas reformas da direita. E da troika[…]

A VISÃO foca-se no processo de reversões que António Costa parece querer pôr em curso: dos transportes aos impostos.Vamos, então, conhecer as matérias em que o Governo de António Costa dá as inversões de marcha como garantidas.

ADEUS CORTES E SOBRETAXA – O “enorme aumento de impostos”, em 2013, trouxe-nos uma sobretaxa de IRS. O novo Governo vai acabar com ela: a ideia é que, em 2016, o valor cobrado passe dos atuais 3,5% para 1,75% e, em 2017, já não seja cobrado.[…].

FIM DAS 40 HORAS – Ainda no domínio da Função Pública, regressam as 35 horas de trabalho semanais que o governo da coligação PSD/CDS tinha aumentado para 40 horas, em 2013.[…]

OS FERIADOS ESTÃO DE VOLTA – Num programa de governo apostado em combater a austeridade, a reposição de dois feriados civis (5 de outubro e 1 de dezembro, já em 2016) e dois religiosos (questão a ser “acordada com as entidades competentes”) surge como forma de “dignificar o trabalho e os direitos dos trabalhadores”.[…]

ESQUEÇAM O CITIUS – Durante dois meses, em 2014, a justiça viveu em “estado de ‘citius’”. A plataforma informática criada para a gestão de processos colapsou antes mesmo do arranque do ano judicial. O PS quer fazer uma nova versão do Citius, com outras funcionalidades.[…]

CONCESSÕES DE TRANSPORTES EM BANHO-MARIA – Os concursos para a concessão do Metro do Porto, Metro de Lisboa, Carris e STCP foram lançados e os contratos entregues no Tribunal de Contas (TC).[…]

O REGRESSO DOS MÍNIMOS SOCIAIS – O PS quer levar as “políticas de mínimos sociais” para os níveis pré-austeridade. As pensões (congeladas desde 2010) hão de aumentar logo que se reponha a Lei n.º 53-B/2006, suspensa há cinco anos.[…]

Ler todo o artigo em: http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/2015-12-07-Plano-de-Reversoes-em-Curso?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2015-12-07

3 – O que vai voltar a mudar na Educação

Paulo Chitas e Teresa Campos/Visão sapo (08/12/2015) – Tiago Brandão Rodrigues, novo ministro da Educação, aqui numa visita a uma escola de Paredes Coura, duranta a campanha para as eleições legislativas de 2015, nas quais foi candidato pelo PS por Viana do Castelo – Lucília Monteiro

DE NOVO AS NOVAS OPORTUNIDADES – […] O programa de Governo do PS afirma que 62% dos portugueses entre os 25 e os 64 anos não completaram o ensino secundário. E avança com a criação de um programa de educação e formação de adultos que consagrará percursos específicos para desempregados de longa duração, precários e também programas vocacionais pós- -secundários.

PROFESSORES À PROVA – Este pode ser o ano em que os professores não vão sair à rua – uma prática repetida e apoiada pela Fenprof, e do seu secretário-geral, Mário Nogueira, desde que, em 2008, reuniu 120 mil pessoas na maior manifestação de docentes realizada em Portugal. Durante a campanha, o PS prometeu fazer as pazes com os professores[…]

EXAMES: QUE DESCANSEM EM PAZ – Morreram na sexta-feira, 27, e o toque de finados escutou-se em todo as escolas do País. Neste ano letivo já não haverá o exame do primeiro ciclo.[…]

ENSINO VOCACIONAL: QUE FUTURO? – São duas faces muito diferentes da mesma moeda. O ensino profissional, dedicado aos alunos do secundário que procuram uma via mais profissionalizante para acabar a escolaridade obrigatória, deverá manter a mesma linha – mas com mais qualidade, combatendo a ideia de que se trata do parente pobre da educação.[…]

Ler todo o artigo em: http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/2015-12-08-O-que-vai-voltar-a-mudar-na-Educacao

4 – Contas para o Conselho de Estado baralhadas. Esquerda pondera apresentar uma lista conjunta

Expresso (09/12/2015) – Até agora, a distribuição dos cinco lugares no Conselho de Estado atribuídos ao Parlamento era feita de acordo com o entendimento entre o bloco central, segundo o qual a esquerda era representada pelo PS e a direita pelo PSD – LUÍS BARRA

Os cinco lugares que o Parlamento indica para o órgão consultivo da Presidência da República costumam ser distribuídos por PS e PSD. Mas os socialistas estão a ponderar acordar com BE e PCP uma lista que dê aos partidos de esquerda a maioria dos lugares[…]

De acordo com a Constituição da República, os cinco cidadãos deverão ser indicados “de harmonia com o princípio da representação proporcional”. No entanto, na prática o processo é mais longo e envolve também a participação do presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, e do presidente da República, Cavaco Silva, uma vez que este é um órgão consultivo para a Presidência da República.

No caso de o PS apresentar uma lista de esquerda para ocupar os três lugares, o “Diário de Notícias” adianta que entre os bloquistas poderão ser indicados os nomes de Francisco Louçã ou João Semedo, dois antigos coordenadores do partido[…].

Haja ou não acordo à esquerda, uma coisa é certa: os partidos terão de conversar até dia 18, quando acontece a eleição no Parlamento.

Ler toda a notícia em: http://expresso.sapo.pt/politica/2015-12-09-Contas-para-o-Conselho-de-Estado-baralhadas.-Esquerda-pondera-apresentar-uma-lista-conjunta-2

5 – Preços. Saiba o que vai aumentar já em Janeiro – Jornal I (07/12/2015)

Já estamos em contagem decrescente para um novo ano.

Banca e telecomunicações são os sectores que vão registar maiores aumentos no início do novo ano. No caso da Caixa Geral de Depósitos, há comissões que chegam a subir 20%, já nas telecomunicações prepare-se para pagar mais 12 euros por ano. Mas nem tudo são más notícias. Há sectores em que vamos assistir a uma manutenção ou descida de valores. Vai pagar o mesmo nas portagens, no pão e na renda de casa. Na conta da água e do IMI, a subida ou descida estará dependente da câmara onde vive

Luz – A factura vai subir 2,5%, quer para os clientes no mercado liberalizado quer para os consumidores que ainda têm as tarifas transitórias do regime regulado. Só os consumidores com tarifa social têm um aumento menor, de 0,9%.[…] Caso se confirme a subida de 2,5% para a generalidade dos consumidores, o impacto é de 1,18 euros numa factura mensal de 47,6 euros.

Água – Os preços vão depender de cada município.[…] Na Grande Lisboa, por exemplo, os maiores municípios vão sofrer um agravamento do preço da água de 6%, se as câmaras decidirem transferir a subida da tarifa para o consumidor final.[…] Uma subida de  6% na tarifa da água representa apenas 19 cêntimos num consumo médio de 10m3 por agregado familiar, mas as famílias estão também expostas a múltiplas taxas e encargos que as câmaras somam à conta da água.

Comunicações – Tanto a Nós como a Meo já divulgaram o novo preçário para 2016 nos seus sites. No caso da Meo, todos as mensalidades vão subir um euro.[…]

Bancos – Alguns dos principais bancos vão aproveitar o novo ano para actualizar comissões. A CGD tem das subidas mais acentuadas. Os aumentos podem chegar aos 20%, como na comissão anual de utilização dos cartões multibanco Caixautomática Electron e Maestro, que passa de 15 para 18 euros. Muitos clientes vão começar a pagar as comissões mensal e anual de manutenção de depósitos (4,95 euros e 59,4 euros, respectivamente). Até agora, quem tivesse um saldo médio de 3500 euros não pagava; só escapa quem tiver mais de 5000 euros.

IMI – As câmaras podem aplicar uma taxa de IMI que varia entre 0,3 e 0,5%. De um total de 308 autarquias, 294 já comunicaram o valor que irão cobrar aos munícipes. A maioria manteve as taxas mínimas, 41 optou por descer e apenas três decidiram subi-la. É o caso de Felgueiras, Aveiro e  Mourão.[…]

Saúde – Ainda não são conhecidos os valores que serão cobrados em 2016, mas ainda em Novembro os preços foram revistos. É o caso das taxas moderadoras cobradas nos Serviços de Atendimento Permanente (SAP) que passou a ser igual, independentemente do horário das consultas. Em vez de 10 euros passam a ser cobrados  5 euros, igual ao que é praticado nos centros de saúde.[…]

Nas urgências hospitalares, podem ser necessários vários meios de diagnóstico de valor avultado, mas o utente pagará, no máximo, 50 euros pelo atendimento (consulta e exames médicos).

Rendas – As rendas vão sofrer uma actualização praticamente nula no próximo ano devido ao baixo valor da inflação. Isto porque os senhorios poderão actualizar os valores em apenas 0,16%,[…]

Transportes e portagens – Cabe ao governo definir a actualização de preços dos transportes colectivos no início de cada ano, como o Metro ou a Carris, mas até ao momento ainda não o fez. O atraso deve-se ao período de indefinição política pós-eleitoral e à mudança de governo e das políticas para o sector, explicou ao i uma fonte das autoridades de transporte público[…].

Quanto às portagens, os condutores irão pagar o mesmo por passarem nas auto-estradas da Brisa e nas principais concessões. A actualização anual de preços  está indexada à inflação medida pelo INE em Outubro, que ficou em 0,63%. Como este valor não é suficiente para uma actualização mínima de cinco cêntimos nas taxas, os preços devem ficar inalterados.

Ler todo o artigo em: http://ionline.pt/artigo/489969/precos-saiba-o-que-vai-aumentar-ja-em-janeiro-?seccao=Dinheiro_i

6 – BES na lista dos grandes casos mundiais de corrupção

Márcia Galrão/Económico sapo (10/12/2015) – Casos como o do BES ou o da Petrobras estão na lista dos 15 casos “mais simbólicos de grande corrupção” colocada ontem a votação.

O escândalo que levou à resolução do Banco Espírito Santo (BES) e que abalou o sistema financeiro português no Verão de 2014 está entre os 15 casos “mais simbólicos de grande corrupção” em todo o mundo. A lista é da Transparência Internacional e foi colocada ontem a votação.[…]

BES: o maior escândalo desde Alves dos Reis

O colapso do Banco Espírito Santo (BES) já foi descrito como o maior escândalo bancário em Portugal desde o célebre caso Alves dos Reis, na década de 20 do século passado. Em causa estão alegadas irregularidades nas contas das várias holdings do antigo Grupo Espírito Santo (GES), que controlava o BES por via de uma complexa cascata de participações. O banco acabou por ser contaminado pela situação do GES e, em Agosto de 2014, foi alvo de uma medida de resolução decretada pelo Banco de Portugal, que obrigou à criação de um banco de transição (Novo Banco).[…].

O artigo contempla ainda informação sobre outros casos como sejam:

O caso Petrobras; Obiang da Guiné Equatorial;  A fortuna de Isabel dos Santos e As teias da FIFA

Ler todo o artigo em: http://economico.sapo.pt/noticias/bes-na-lista-dos-grandes-casos-mundiais-de-corrupcao_237055.html

7 – Ninguém sabe dos fundos europeus

Joana Nunes Mateus/Revista Exame (09/12/2015) Foto de Rui Duarte Silva

O atual ciclo do Portugal 2020 é apenas o quinto capítulo de três décadas de fundos europeus no país. Os investimentos patrocinados pela União Europeia já ultrapassam 10 mil euros por português, mas 91% dos cidadãos não sabem indicar um único projeto que tenha melhorado as suas vidas desde a adesão à CEE. A EXAME explica como é que a Comissão Europeia e as autoridades nacionais estão a mudar a forma de comunicar os fundos europeus à população e relembra algumas obras que mudaram a vida dos portugueses

Recebemos mais de 100 mil milhões de euros, alavancámos dezenas de milhões de euros de projetos empresariais, formámos milhões de trabalhadores, promovemos centenas de milhares de estágios, construí mos dezenas de milhares de quilómetros de estradas e autoestradas, ferrovias e canos de abastecimento de água e de esgotos, intervencionámos milhares de escolas, de jardins de infância a universidades, abrimos centenas de hospitais, centros de saúde, museus e demais equipamentos culturais, desportivos ou ambientais, modernizámos portos e aeroportos, entre dezenas de outras grandes obras públicas, e até construímos a maior ponte da Europa.

Contudo, nem a Ponte Vasco da Gama vem à memória dos portugueses quando se pergunta sobre os fundos europeus. Três décadas após a adesão à Comunidade Económica Europeia (CEE), apenas 9% dos cidadãos portugueses afirmam ter beneficiado nas suas vidas quotidianas de algum projeto financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) ou pelo Fundo de Coesão e apenas 29% ouviram falar de projetos na área onde vivem apoiados pela União Europeia (UE).[…]

Portugal foi o Estado membro que mais fundos recebeu em percentagem do PIB durante a vigência dos três primeiros Quadros Comunitários de Apoio o QCA I, em 1989/1993, o QCA II, em 1994/1999, e o QCA III, em 2000/2006. Em termos per capita, só tínhamos os irlandeses à frente até à viragem do século e ninguém recebeu mais do que nós entre 2000/2006. Mesmo depois do alargamento a países mais pobres do Leste, Portugal permaneceu perto do pódio no Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) em 2007/2013.[…]

No novo ciclo de 2014/2020 a que chamamos Portugal 2020, só seis Estados membros vão receber mais dinheiro por habitante do que nós: estamos na sétima posição, com mais de dois mil euros per capita, acima dos polacos, que são atualmente os principais beneficiários da política de coesão, e dos croatas, que aderiram à UE em 2013.[…]

Além de aumentar a notoriedade da marca Portugal 2020 face à marca QREN, a nova estratégia de comunicação da AD&C, a que a EXAME teve acesso visa aumentar a perceção positiva sobre a aplicação dos fundos em Portugal, assim como aumentar a perceção da existência de informação sobre os fundos e a sua aplicação, a visibilidade e notoriedade do papel desempenhado pelos fundos e pela UE com enfoque nos resultados e a perceção positiva sobre o impacto dos projetos cofinanciados no desenvolvimento das cidades ou regiões.

LUTAR PELA VISIBILIDADE – Se os investimentos patrocinados pela UE em Portugal já somam mais de 10 mil euros por habitante, como é que 91% dos portugueses não sabem indicar um único projeto que tenha melhorado as suas vidas quotidianas?[…]

“Partilhamos a insatisfação de esta mensagem não passar para a opinião pública”, lamentou à EXAME Helena Azevedo, que geriu os fundos europeus do Programa Operacional para a Valorização do Território (POVT) durante o QREN, financiando escolas, estradas, portos, linhas férreas e outros equipamentos estruturantes da responsabilidade de entidades públicas.[…]

No Portugal 2020, Helena Azevedo gere agora os fundos europeus para a sustentabilidade e eficiência no uso de recursos, domínio onde passou a exigir um plano de comunicação aos candidatos que apresentem projetos a financiamento comunitário. “Por exemplo, quem quiser fundos para a construção ou requalificação de uma ETAR tem agora que explicar de que forma vai dar a conhecer à população os benefícios do projeto financiado pelos fundos europeus.”

Foto de PAULO CALISTO/POVT

QREN APOIOU 19 MIL EMPRESAS – No caso das empresas, foram dezenas de milhares os projetos de investigação, inovação, qualificação ou internacionalização desde que o PEDIP o primeiro Programa Específico de Desenvolvimento da Indústria Portuguesa foi aprovado por Bruxelas, em 1987.[…]

FOCO NOS RESULTADOS – São estes casos de sucesso que a UE quer agora divulgar. A estratégia de comunicação da Comissão Europeia está a mudar e quer dar ênfase aos resultados não financeiros e a protagonistas com histórias concretas para contar, sejam empresários, trabalhadores, investigadores, artistas, estudantes e demais pessoas cujas vidas estão a melhorar graças aos milhões disponibilizados às regiões, ao emprego, à educação, à ciência, à cultura, ao ambiente.[…]

Para que os cidadãos europeus conheçam melhor o destino que é dado ao seu dinheiro, a comissária europeia do orçamento lançou uma app que permite a qualquer pessoa encontrar, através de um smartphone, os projetos financiados pela UE na sua terra, região ou país. “Ainda está em construção, mas a ideia é clicar num mapa e poder encontrar qualquer projeto que tenha sido financiado pela União Europeia.” Um zoom a Portugal já revela histórias concretas de norte a sul do país, desde o lançamento das plantas aromáticas e medicinais pela Cooperativa dos Produtores Agrícolas de Fafe à nova vida do pescador Nuno Russo na Ria Formosa ou à revolução multimédia da tecnológica madeirense Wow!Systems. A aplicação está disponível em ec.europa.eu/budget/ euprojects/.[…]

A ESTRATÉGIA NACIONAL – A presença na Internet, nas redes sociais, em jornais, na rádio e na TV está a aumentar e até ao final do ano estão previstos dezenas de programas e reportagens na RTP, SIC e TVI. “Trata-se de prestar contas sobre os apoios dos fundos da UE em Portugal e de inspirar os portugueses a apresentarem candidaturas com valor ao Portugal 2020”, explicou à EXAME a AD&C.[…]

Em 2016/2017, um novo estudo de opinião será efetuado a nível nacional para avaliar se os portugueses estão mais atentos aos fundos europeus.

QREN EM NÚMEROS – 18.692 empresas foram apoiadas no último ciclo de financiamento europeu 2007/2013 para renovar o perfil produtivo da economia portuguesa; 5587 empresas tiveram acesso a mecanismos de engenharia financeira; 1267 ações coletivas foram apoiadas para a promoção da competitividade empresarial, como é o caso dos projetos de internacionalização dinamizados pelas associações empresariais

Este artigo é parte integrante da edição de novembro da Revista EXAME

Ler todo o artigo em: http://expresso.sapo.pt/economia/exame/2015-12-09-Ninguem-sabe-dos-fundos-europeus

8 – Como mudaram os salários nos últimos 30 anos em Portugal

Bruno Faria Lopes e Margarida Peixoto/Económico (09/12/2015) – A aviação resiste como um dos sectores com as profissões mais bem pagas do país. Em três décadas houve grandes mudanças, mas uma constante: os serviços dominam.

Em 1986 metade das 10 profissões por conta de outrem mais bem pagas, em média, em Portugal estavam ligadas à aviação. Os transportes dominavam, de resto, oito da lista das vinte mais bem remuneradas, em que figuravam também os economistas. Quase três décadas depois, a área dos transportes tem apenas três entradas – que resistem, no entanto, no topo da lista –, os economistas desapareceram e há novidades como os treinadores e desportistas, vendedores ou profissionais ligados à ciência.[…]

Pilotos de avião, técnicos de segurança aérea e oficiais de pilotagem de navios – estas eram as três profissões mais bem remuneradas em 1986. Ainda no top 10 estavam assistentes e comissários, bem como os mecânicos de motores de aviões. Entre os vinte profissionais mais bem remunerados estavam também os controladores de tráfego aéreo.[…]

Vinte e sete anos depois, há muitas alterações interessantes, mas também muitas constantes. “As profissões relacionadas com os serviços sempre foram das mais bem pagas”, nota Luciano Amaral, professor da Nova School of Business and Economics, referindo-se à comparação com a indústria. Em 1986 pelo menos treze das vinte mais bem pagas eram nos serviços, número que sobe ligeiramente em 2013, para 14. “O sector financeiro também está representado”, frisa, acrescentando que se nota um “efeito de nicho, com a aviação e os desportistas no topo”. O aparecimento dos desportistas e treinadores dá-se em 1993 e a ascensão na lista não para até 2013[…].

No topo, na comparação entre 86 e 2013, mantêm-se os directores de empresas (na 4ª posição) e os directores-gerais (6º lugar). Tal como em 1986, tanto os agentes de seguros como os corretores de bolsa, cambistas e outros serviços financeiros continuam a aparecer no top 20.[…]

Em 2013 muitos destes directores ainda estão entre os mais bem pagos, mas a lista ganha outra característica. “Aparecem as profissões da ciência”, nota Ricardo Costa. Estão lá os professores universitários, os físicos, os astrónomos, os geólogos. Entretanto, a economia portuguesa passou de menos de 18.700 diplomados por ano em 1991 (ano mais recuado para o qual há dados) para

Ler todo o artigo em: http://economico.sapo.pt/noticias/como-mudaram-os-salarios-nos-ultimos-30-anos-em-portugal_236946.html

9 – Salário mínimo – Luxemburgo lidera: 1.923 euros. Bulgária tem o mais baixo: 184 euros

DN/Lusa (08/12/2015) – No ranking dos 28 Estados-membros da União Europeia ocupamos a 11ª posição.

Portugal está entre os países da União Europeia com salários mínimos mensais entre os 500 e os 1.000 euros, ficando a meio da tabela, na 11.ª posição, com uma remuneração mínima de 589 euros por mês.

De acordo com o Eurostat, a 01 de janeiro de 2015, 22 dos 28 Estados-membros da União Europeia tinham salário mínimo, os quais oscilavam entre os 184 euros por mês na Bulgária e os 1.923 euros no Luxemburgo.

Em Portugal, o salário mínimo é de 505 euros mas – tal como em Espanha e na Grécia, por exemplo – é pago 14 vezes ao longo do ano. Assim, para garantir que os valores são comparáveis, o Eurostat considera um valor anual do salário mínimo, mas pago apenas em 12 meses, pelo que o valor para Portugal é de 589 euros.[…]

No lado oposto da tabela estão os restantes sete países, que têm um salário mínimo superior aos 1.000 euros mensais, sendo o grupo liderado pelo Luxemburgo (1.923 euros), seguindo-se a Bélgica e a Holanda (1.502 euros), a Alemanha (1.473 euros), a Irlanda (1.462 euros), França (1.468 euros) e o Reino Unido (1.379 euros).[…]

As estatísticas do Eurostat indicam ainda que, em termos relativos, os salários mínimos de Portugal e de França correspondem a 60% das remunerações médias de cada país, ao passo que na República Checa e na Estónia equivalem a 40% e em Espanha a 41%.

Comparando com os valores registados em 2008, verifica-se que os salários mínimos mensais aumentaram em todos os Estados-membros, exceto na Grécia (caíram 14%) e na Irlanda (mantiveram-se).

Os países em que o salário mínimo mensal mais aumentou foram na Roménia (95%), na Bulgária (64%), na Eslováquia (58%) e na Letónia (57%), sendo que, em Portugal, o salário mínimo aumentou 19% entre 2008 e 2015.

Evolução do Salário Mínimo Nacional em Portugal

1974 – 16,5 euros; 1975 – 18,5 euros ;1979 – 37,4 euros; 1980-44,9 euros; 1985 -112,2 euros; 1990 – 174,6 euros; 1995 –  259,4 euros; 2000 –  318,2 euros; 2005 –  374,7 euros; 2010 – 475 euros; 2011- 485 euros;  2012 – 485 euros; 2013- 485 euros; 2014- 505 euros; 2015 – 505 euros

Ler todo o artigo em: http://www.dn.pt/dinheiro/interior/luxemburgo-lidera-1923-euros-bulgaria-esta-no-fim-da-lista-184-euros-portugal-e-11–4920411.html

10 – Manifestação em defesa da democracia e da Constituição em Varsóvia

Clara Barata/Público (12/12/2015) – Governo conservador polaco tenta nomear juízes favoráveis à sua causa para o Tribunal Constitucional, desencadeando uma crise institucional.

Protesto frente ao Tribunal Constitucional KACPER PEMPEL/REUTERS

Milhares de pessoas saíram à rua neste sábado em Varsóvia para denunciar o “desmantelamento da democracia” pelos conservadores do Partido do Direito e da Justiça (PIS) de Jaroslaw Kaczynski e do Presidente Andrzej Duda, que estão a tentar nomear juízes favoráveis às suas políticas no Tribunal Constitucional, pondo em causa a sua independência.

A manifestação foi convocada pelo Comité de Defesa da Democracia (KOD, na sigla em polaco), um movimento cívico apoiado pela maior parte dos partidos da oposição, diz a AFP. Os manifestantes encontraram-se junto à sede do Tribunal Constitucional, tendo como palavras de ordem “liberdade, igualdade, democracia”. Segundo a Câmara Muncipal de Varsóvia, 50 mil pessoas participaram no protesto.[…]

O novo Governo polaco tem semelhanças ideológicas com o Governo húngaro, liderado por Viktor Órban. Uma das prioridades de Orbán foi a mudança da Constituição e um certo confronto com a União Europeia, embora continuando a aceitar os apoios financeiros de Bruxelas. A ambição de Orbán é construir aquilo a que chama uma “democracia iliberal” e esse é o mesmo modelo ambicionado pelo PIS na Polónia.

“Receio que nos tornemos um país intolerante, onde as minorias serão oprimidas”, explicou um comerciante de 35 anos, Karol Katra. “E que nos tornemos uma espécie de província, um buraco negro perdido da Europa. E isso não quero mesmo”, explicou à AFP.

Ler todo o artigo em: http://www.publico.pt/mundo/noticia/manifestacao-em-defesa-da-democracia-e-da-constituicao-em-varsovia-1717220

11 – França prepara-se para segunda volta das eleições regionais

Ler o artigo em: http://economico.sapo.pt/noticias/franca-preparase-para-segunda-volta-das-eleicoes-regionais_237206.html

12 – David Cameron: Migrant crisis could force Brexit as voters say ‘get me out of here’

By Peter Dominiczak, Christopher Hope and Matthew Holehouse in Brussels/The Telegraph (09 Dec 2015)

The Prime Minister says that the “short term reaction” of British people to the flood of migrants entering Europe will be to think “get me out of here” and consider voting for Britain to leave the EU

File photo: David Cameron has accepted there will be no deal before February – and the prospect of Brexit appears closer than ever Photo: AP

The migrant crisis could push Britain out of Europe as it makes voters think “get me out of here”, David Cameron has warned.

As the number of people claiming asylum in the EU topped one million for the first time, the Prime Minister said that the “short term reaction” to the flood of migrants entering Europe will be to consider voting for “Brexit”.

However, he said that in the “longer term” it will lead to European leaders realising that they will have to give Mr Cameron the reforms he is demanding as part of his renegotiation with Brussels.

It came as it emerged that Donald Tusk, the president of the European Council, said that every EU country is “against” Mr Cameron’s plans to stop EU migrants claiming benefits in the UK for four years.

He also warned that Mr Cameron “will not be satisfied one hundred per cent” after his renegotiation is complete.

TEM VIDEO INCORPORADO NO TEXTO

Mr Cameron’s comments indicate that he has now abandoned hope of holding an early referendum next year and will instead delay the vote.

It came as new statistics disclosed that as of last month, at least 1,001,910 have so far claimed asylum in one of the 28 EU member states in 2015.

 

The figure, which is already 60 per cent higher than the total for 2014, shows the unprecedented scale of the migration crisis.

In an interview with the Spectator magazine, Mr Cameron said that British voters increasingly want to “push Europe away” because of the migrant and Eurozone crises.

“I think with both the eurozone crisis and the migration crisis, the short term impact is for people to think, ‘oh Christ, push Europe away from me, it’s bringing me problems’,” Mr Cameron said.

“I think the longer term reaction might actually be, well if they are going to have a single currency and they are on our doorstep and they are going to try and make it work, let’s make sure our relationship with them works and then we have safeguards, not least for our vital financial services industry so that the system doesn’t work against us.”

The Prime Minister, who will today discuss his renegotiation with the Polish prime minister and president, added: “The short term reaction can be get me out of here, the longer term reaction is we must find a better way of working with our partners because we share the same challenges.”

The Daily Telegraph last week disclosed that Mr Cameron has privately conceded he may have to campaign to leave the EU if he continues to be “completely ignored” by Brussels.

The Prime Minister has made clear to his close allies that he will lead the “Out” campaign if he considers the result of his renegotiation with Brussels to be unsuccessful.

There is a growing belief among British officials that a “Brexit” is more likely than ever due to the gulf between Mr Cameron’s renegotiation demands and the entrenched position of EU leaders.

EU who’s who

EU Who´s who

Pictures: AFP, Getty, Patrick Seeger/EPA, Reuters

  1. Jean-Claude Juncker President of the European Commission, the EU’s executive arm. Former Prime Minister of Luxembourg for 18 years. Federalist and bon viveur
  2. Donald Tusk President of the European Council, the summit of 28 member states. Tough former Polish Prime Minister, still finding his feet in Brussels
  3. Frans Timmermans First Vice President of the European Commission. Former Dutch foreign minister. Realist who embraces Britain’s desire for greater competitiveness and less ideology
  4. Martin Schulz President of the European Parliament. Veteran German socialist and furious critic of Cameron’s renegotiation
  5. Mario Draghi Powerful Italian president of the European Central Bank and former Goldman Sachs banker. His institution was criticised for pushing Greece to the brink of a euro exit this summer
  6. Federica Mogherini High Representative, the EU’s foreign secretary. Former Italian socialist foreign minister.

Mr Cameron was last week forced to concede defeat and admit that he will not be able to secure a deal at a summit in Brussels next week.

The Prime Minister had hoped a quick resolution to the renegotiation would allow him to hold the in-out referendum on membership of the EU early in the summer of 2016.[…]

David Cameron promised a referendum on Britain’s membership of the European Union before the end of 2017, but before it can take place he has vowed to secure a better deal for Britain.[…]

7 May 2015 – Cameron – and his EU renegotiation pledge – elected by Britain […]

June 2015 – Britain to fund Greek crisis?[…]

September 2015 – Cameron forced to pledge help for refugees[…]

29 November 2015PM talks tough[…]

3 December 2015No deal by Christmas[…]

17 – 18 December 2015 – European Council[…]

18 – 19 February 2016 – Deadline day[…]

Spring 2016 – Mass migration[…]

July 2016 – Referendum time?[…]

If a deal is signed in February, the earliest possible date for a referendum is in July

Ler todo o artigo em: http://www.telegraph.co.uk/news/politics/david-cameron/12042559/migrant-crisis-could-force-brexit-says-david-cameron.html

13 – Look Who’s Buying American Democracy

By Robert Reich of RobertReich.org -Tuesday, December 8, 2015 – According to an investigation by the New York Times, half of all the money contributed so far to Democratic and Republican presidential candidates—$176 million—has come from just 158 families, along with the companies they own or control.

Who are these people? They’re almost entirely white, rich, older and male—even though America is becoming increasingly black and brown, young, female, and with declining household incomes.

According to the report, most of these big contributors live in exclusive neighborhoods where they have private security guards instead of public police officers, private health facilities rather than public parks and pools.[…]

How much more evidence do we need that our system is in crisis? How long before we make it work for all of us instead of a handful at the top? We must not let them buy our democracy. We must get big money out of politics. Publicly-finance political campaigns, disclose all sources of campaign funds, and reverse “Citizens United.

Ler o artigo em: http://www.talkmarkets.com/content/economics–politics/look-whos-buying-american-democracy?post=79866&page=2

14 – Maduro (Venezuela) obriga governo a demitir-se e inicia ‘guerra’ ao parlamento

Pedro Duarte/Económico sapo (10/12/2015) – Presidente promete combate a uma Assembleia Nacional ‘reaccionária’, depois da oposição ter obtido uma maioria de dois terços dos deputados nas eleições de domingo.

A presidência ‘chavista’ e o parlamento da Venezuela entraram ontem em guerra aberta, quando o presidente Nicolás Maduro pediu a demissão de todo o executivo, para melhor levar a cabo o ‘combate’ contra a Assembleia Nacional, agora dominada pela oposição.

“Por cada medida que tome a Assembleia, teremos uma reacção constitucional, revolucionária e, sobretudo, socialista”, afirmou o chefe de Estado durante o programa semanal ‘Em Contacto com Maduro’, que se prolongou até às 5h30 locais. Ao falar pela primeira vez ao país depois das eleições de domingo, nas quais o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) perdeu a maioria absoluta na Assembleia Nacional pela primeira vez desde 1999, Maduro endureceu a sua posição e prometeu uma ‘guerra institucional’ ao novo parlamento. A oposição confirmou ontem a maioria qualificada, com 112 dos 167 deputados da câmara.

O presidente, que ainda se considera líder da ‘Revolução Bolivariana’, disse que não permitirá que os partidos da oposição se afastem do rumo socialista que tem sido seguido pelo país. Como primeira medida, o chefe de Estado afirmou que irá vetar a Lei de Amnistia para a libertação de presos políticos, que a oposição já garantiu que irá aprovar assim que a Assembleia tomar posse, em Janeiro.[…]

Os analistas recordam que, a partir de Abril de 2016, a Assembleia poderá convocar um referendo para demitir Maduro e também poderá trabalhar na criação de uma nova Constituição que enfraqueça os poderes do presidente.

Ler todo o artigo em: http://economico.sapo.pt/noticias/maduro-obriga-governo-a-demitirse-e-inicia-guerra-ao-parlamento_237050.html

15 – Fim da austeridade. Salvação ou desgraça da zona euro?

Edgar Caetano/Observador (10/12/2015) – Bruxelas flexível nas metas orçamentais e mercados “dormentes” graças ao BCE. Como vai acabar esta história? “Depende de como se usa a folga”, avisa o HSBC. Portugal é um dos países que preocupam.

O filantropo e o toxicodependente

Uma parte da História económica destes anos que vivemos já pode começar a ser escrita pelos académicos. Este é um momento de exceção. Vivemos, em quase toda a Europa, “o fim da austeridade“, isto é, uma menor insistência das instituições europeias no equilíbrio urgente das contas públicas. Ao mesmo tempo, os estímulos inéditos do Banco Central Europeu (BCE) tornam os mercados dormentes, empurrando as taxas de juro para mínimos históricos. Esta é a parte da História que se pode ir escrevendo. Falta perceber, escreve o HSBC num relatório enviado aos clientes esta quarta-feira, se o tal fim da austeridade se revelará uma “razão para celebrar ou se é algo que devemos recear“. Portugal é um dos países que preocupam o banco de investimento.[…]

O HSBC está “cético de que assistiremos ao tipo correto de alívio orçamental“, que fomente a atividade no setor privado. Algo que, a confirmar-se, “fará com que os ganhos de crescimento que venham a verificar-se sejam sol de pouca dura”.

BCE oferece “dádiva” aos países…

Este estado de coisas começou com a garantia de Mario Draghi, em julho de 2012, de que o euro era “irreversível” e que o BCE “faria tudo, dentro do seu mandato, para preservar o euro”. Como veríamos mais tarde, nem estas palavras históricas tornam impossível que, politicamente, se admita a saída de um país da zona euro. Mas muito mudou desde então e a postura mais pró-ativa do BCE viria no início de 2015, com o lançamento do programa de expansão monetária através da compra de dívida pública no mercado (conhecido pela sigla Q.E.).

“Foi uma dádiva para os governos da zona euro”, diz Fabio Balboni, economista do HSBC para a Europa. Os países estão, em primeiro lugar, a pagar menos juros pela nova dívida que emitem. E, por outro lado, estão a ver o BCE comprar no mercado títulos de dívida antiga, cujos juros periódicos deixam de ser pagos aos investidores e passam a ser pagos ao BCE – gerando uma rendibilidade para os bancos centrais que acabará, no final, por ser distribuída aos respetivos Tesouros públicos na forma de dividendos.[…]

Para contextualizar estes números, eis a forma como evoluiu o prémio de risco de Portugal face à dívida alemã – a referência na zona euro para dívida sem risco.

Tem caído nos últimos anos o risco de Portugal medido pela diferença entre os seus juros e os da Alemanha.

…e Bruxelas “assobia para o lado”

Ao mesmo tempo que o BCE torna os mercados financeiros relativamente dormentes em relação a episódios de incerteza, como vimos na recente crise política portuguesa, “a Comissão Europeia tem assobiado para o lado perante as diabruras orçamentais de alguns países”, diz o HSBC. Sim, porque “se todas as regras fossem rigorosamente aplicadas, o único país da União Europeia que estaria, neste momento, a cumprir seria a Alemanha”.[…]

O Comissário Europeu Pierre Moscovici puxou as orelhas a Espanha mas viria a reformular essa posição.

A visão benigna do fim da austeridade

Estes dois fatores estão a criar uma folga para os países, que está a ser utilizada. O HSBC nota que “quando olhamos para o défice excluindo os pagamentos de juros de dívida, o ritmo de consolidação orçamental abrandou na zona euro, em alguns casos até se inverteu“. É o caso de Itália, por exemplo, diz o HSBC.

No curto prazo, este alívio da austeridade pode ser importante dado o enfraquecimento da procura por parte das economias globais, nomeadamente da China e de outras economias emergentes. É indiscutível, para o HSBC, que “a zona euro está, desesperadamente, a precisar de mais procura – quer ela venha do lado orçamental (público) ou não”.[…]

É indiscutível, para o HSBC, que “a zona euro está, desesperadamente, a precisar de mais procura – quer ela venha do lado orçamental (público) ou não”.

E a visão menos benigna

O HSBC nota que, entre os casos analisados pelo banco, apenas dois países na zona euro baixaram o seu investimento público (nominal, sem juros) entre 2010 e agora – Espanha e Portugal. São dois países onde os níveis de dívida continuam elevados, o que limita a margem de manobra. Assim, apesar da maior flexibilidade atual, “os países não têm grande alternativa a cortar a despesa corrente se quiserem investir mais, como assinalou Mario Draghi”, recorda o HSBC.[…]

Em Itália, “o aumento da meta do défice foi usada como pretexto para cortar para metade a redução da despesa corrente que estava planeada”. Foi assim que foi aproveitada a folga, “em vez de baixar os impostos sobre o trabalho ou tomar medidas de promoção de investimento privado”.

Os estímulos do BCE não duram para sempre

O economista do HSBC aponta para uma pesquisa académica de Pablo D’Erasmo que concluiu, já em 2015, que há sinais de “exaustão fiscal” na zona euro. O que é preocupante porque “despesa pública e défices mais elevados hoje significam impostos mais elevados amanhã“, como recorda Fabio Balboni.

Aliás, a perspetiva de impostos novamente mais altos amanhã poderá levar as pessoas a inibirem o seu consumo hoje, o que prejudica a economia. É claro que a prática – e a própria teoria económica – prova que quando as pessoas têm pouco rendimento disponível essa inibição do consumo tem menos tendência para acontecer. Mas Balboni nota um aumento das taxas de poupança em alguns países da zona euro, designadamente em França, pelo que o comportamento poderá estar a confirmar-se em certa medida.[…]

“Se surgir algum choque inesperado isso poderá significar que o programa Q.E. pode terminar mais cedo do que se prevê e, aí, as taxas de juro podem voltar a subir muito rapidamente”

Fabio Balboni, economista do HSBC

Outro risco é que um país – o HSBC dá o exemplo de Portugal – perca o rating que lhe permite manter o financiamento do BCE e o acesso ao programa de compras de dívida. “Se perder o rating, então a única forma de manter o acesso ao financiamento do BCE é submeter-se a um programa de resgate”, diz o HSBC, “o que traz consigo um custo político elevado”.

O melhor, portanto, na opinião do HSBC, é seguir o conselho deixado pelo Eurogrupo no passado dia 23 de novembro: são “necessárias políticas orçamentais prudentes para criar resiliência para quando as taxas de juro, inevitavelmente, subirem novamente“.

Fabio Balboni acrescenta que os países devem evitar cair numa “complacência excessiva nas políticas orçamentais, adiando os ajustamentos necessários para o futuro e contando com expectativas irrealistas de crescimento, ou de inflação, para os ajudar a estabilizar os rácios de dívida pública”.

Ler todo o artigo em: http://observador.pt/especiais/fim-da-austeridade-salvacao-desgraca-da-zona-euro/

16 – Petróleo: há quase sete anos que barril de brent não caía abaixo de 40 dólares

Paulo Zacarias Gomes/Económico (08/12/2015) – Mínimo foi tocado ao início da tarde desta terça-feira, perante fraqueza da procura e sem que OPEP tenha decidido impor limite diário de produção aos seus países-membros.

O valor a que o barril de petróleo brent – que serve de referência para as compras por parte de Portugal – transacciona em Londres caiu esta terça-feira ao início da tarde abaixo dos 40 dólares, o que acontece pela primeira vez em quase sete anos.

De acordo com a Bloomberg, às 13h45 aquela unidade negociou nos 39,88 dólares, depois de uma queda de 2,1% que leva o valor do brent a mínimos de 20 de Fevereiro de 2009.[…]

No espaço de um ano, depois de o cartel ter decidido não alterar o ritmo de produção perante sinais de fraqueza das principais economias consumidoras e pelo crescimento da produção nos EUA, o preço do barril já caiu cerca de 40%. Antes da reunião da semana passada, o ministério do petróleo da Venezuela estimava que o excedente de produção mundial actual ronde os 1,5 milhões de barris por dia.

O valor do WTI (o crude que transacciona em Nova Iorque) acompanhava as quedas do brent, recuando 2,55% para 36,69 dólares, também o valor mais baixo desde 20 de Fevereiro de 2009.

Ler todo o artigo em: http://economico.sapo.pt/noticias/petroleo-ha-quase-sete-anos-que-barril-de-brent-nao-caia-abaixo-de-40-dolares_236919.html

17 – Homenagem comovente de Madonna: “Não nos vamos curvar ao medo”

Lusa/Observador (10/12/2015) –  Madonna lançou um apelo emocional, comovente, na sequência dos ataques de Paris há um mês, que fizeram 130 mortos, gritando durante um concerto na capital francesa: “Nós não nos vamos curvar ao medo!

A cantora Madonna lançou um apelo emocional na sequência dos ataques de Paris há um mês, que fizeram 130 mortos, gritando durante um concerto, na quarta-feira, na capital francesa: “Nós não nos vamos curvar ao medo!”

“Eu penso no que aconteceu há quase quatro semanas”, disse a artista visivelmente emocionada: “O coração de Paris e o coração da França bate no coração de cada cidade”. E acrescentou: “Nós somos um coração e o nosso coração pode bater como um só (…) o poder do amor é maior do que o amor do poder”.

“Vim aqui quando tinha 20 anos e foi aqui, em Paris, que eu decidi fazer música. Obrigada Paris por plantares essa semente no meu coração!”[…]

A artista seguiu depois para a Praça da República, que se tornou um local de homenagem aos atentados de 13 de novembro, e cantou uma série de músicas para uma pequena multidão.

Acompanhada apenas à viola por Monte Pittman, sem qualquer aparelhagem sonora, Madonna cantou Imagine, Ghosttown e Like A Prayer. A seu lado tinha o filho David Banda.

Ler o artigo em: http://observador.pt/2015/12/10/nao-nos-curvar-ao-medo-diz-madonna/

18 – Frank Sinatra, esse ilustre desconhecido

Mário Lopes/Público  (12/12/2015) – Sinatra: The Chairman é o segundo volume da biografia de Frank Sinatra que o jornalista e escritor James Kaplan iniciara em 2010 com Frank: The Voice. Os dois volumes revelam-nos Sinatra tão profundamente como nunca. Na celebração do seu centenário, poderemos finalmente conhecê-lo. (O TEXTO INCLUI VIDEO)

Este sábado, será difícil encontrar um clube em Nova Iorque que não lhe dedique a noite. Em Las Vegas, tudo está montado, com os espaços onde actuou, os restaurantes onde comeu e os bares onde bebeu a assinalarem a data. Os Grammy já lhe prestaram homenagem no último domingo, com o habitual concerto de celebração em que nomes de hoje, como Lady Gaga, John Legend ou Usher, se juntaram a um contemporâneo como Tony Bennett ou a um comediante como Seth MacFarlane para interpretar os clássicos.

Há edições comemorativas em CD e DVD, temos a RTP2 a dedicar-lhe o mês de Dezembro, exibindo aos domingos alguns dos filmes que protagonizou (Um Dia Em Nova Iorque é o próximo) e, por todo o mundo, este fim-de-semana será o fim-de-semana de Frank Sinatra, que completaria cem anos a 12 de Dezembro.[…]

O lendário Rat Pack de Sammy Davis Jr, Dean Martin ou Peter Lawford, de que era líder incontestado, símbolo máximo da “coolness” de uma vida sem regras

E, no entanto, recuamos a 1958, ao texto de apresentação de um dos seus discos mais prezados, Only the Lonely e lemos: “O Frank Sinatra que conhecemos e que temos conhecido (e que quase não conhecemos) é um artista com tantas formas e padrões quantos podem ser encontrados num caleidoscópio para crianças”. Todos sabemos de Frank Sinatra. Porém, pouquíssimos poderão dizer que o conhecem realmente. O jornalista e escritor James Kaplan, que dedicou os últimos dez anos da sua vida a Sinatra, é uma dessas raras pessoas que pode afirmar que o conhece – mesmo nunca tendo privado com ele.

Em 2010, publicou Frank: The Voice (Doubleday), que lhe acompanha o percurso desde o nascimento a 12 de Dezembro de 1915 em Hoboken, New Jersey, filho de dois imigrantes italianos, até ao renascimento confirmado com o Óscar ganho em 1953 pelo inesquecível Maggio de Até à Eternidade. Agora, chega Sinatra: The Chairman (Doubleday), novo tomo imponente nas suas mais de oito centenas de páginas que segue o Frank que cresce em poder e influência, que perde a candura, que se cristaliza para a posteridade na memória colectiva.[…]

A empatia de Sinatra com a máfia, dominada por italo-americanos, nasce da proximidade que tinha com aquelas figuras. A sua oposição à segregação racial e a sua condenação do racismo quando mais ninguém do mundo do espectáculo o fazia, nascerá também dessa vivência próxima com a comunidade afro-americana e seus artistas?

Ele sentia que Louis Armstrong, Lester Young, Count Basie, Duke Ellington ou Coleman Hawkins não eram simplesmente génios musicais, mas também homens que agiam e se movimentavam com um certo sentido de nobreza. Tanto estilo, tanta verve, tanta elegância. Sinatra percebeu-o imediatamente. Ele sentia e sabia quão absurdo era o racismo, especialmente a partir do momento em que conhece e convive com aqueles músicos.[…]

BETTMANN/ CORBIS – Sinatra tinha essa qualidade rara: levar-nos a acreditar que está a sentir aqueles sentimentos e a ter aqueles pensamentos no momento em que os canta. Isso é grande representação

The Voice e The Chairman formam o mais completo, complexo e exaustivo olhar sobre a vida de Sinatra que conhecemos até hoje. Que aspectos menos abordados, ou sob os quais incidia menos luz, procurou aprofundar? Dedica grande espaço, por exemplo, à sua relação com John Kennedy[…].

Começou a frequentar Hollywood no início dos anos 1940, começou a passar muito tempo com mulheres bonitas. Ele adorava mulheres bonitas e o seu casamento com Jacqueline Bouvier em 1953 não alterou isso. Mas John Kennedy teve uma percepção inovadora da relação entre showbusiness e a política. Compreendeu-o de uma forma que nenhum outro político antes dele tinha compreendido. Via Sinatra como a essência do que era a celebridade de Hollywood e como um homem constantemente rodeado de mulheres bonitas, certamente carismático.[…]

Sinatra atravessou o século XX e esteve ligado a muitas das personalidades e acontecimentos que o marcaram nos Estados Unidos. Mas não será correcto afirmar que ele é um filho do mundo pré-rock’n’roll, anterior às transformações culturais e sociais da década de 1960, e que foi “apenas” a sua dimensão única enquanto artista e ícone que lhe permitiu sobreviver, intocado, no espaço mediático e na memória colectiva?[…]

Depois dos anos dos musicais ao lado de Gene Kelly, Sinatra revelou-se um actor de corpo inteiro em Até à Eternidade ou O Homem do Braço de Ouro. Porém, rapidamente passou a utilizá-lo como mero veículo para publicitar a “marca” Sinatra. O cinema deixou de ser um desafio para ele e, consequentemente, de lhe interessar enquanto arte?[…]

Sinatra podia sentir-se feliz quando a noite ia alta, sentado e rodeado por amigos, a beber e a contar piadas indecentes, mas julgo que só se sentia feliz e em paz consigo mesmo quando cantava, aliás, só quando cantava maravilhosamente. Era um crítico musical muito severo, em especial no que dizia respeito à sua voz. Quando estava a cantar exactamente como desejava, sentia-se em paz. No resto do tempo, ou seja, em 85 por cento da sua vida, tudo era tumulto.

CHARLES GRANATA – Em 2010, James Kaplan publicou Frank: The Voice, o percurso desde o nascimento do filho de dois imigrantes italianos até ao renascimento confirmado com o Óscar por Até à Eternidade. Agora, chega Sinatra: The Chairman, oito centenas de páginas que seguem o Frank que cresce em poder e influência, que perde a candura […]

Temos a vida glamorosa, os discos, os filmes, as canções que se tornaram standards cantados em dezenas de línguas, o estatuto de ícone máximo do “entertainment”. Temos tudo isso, mas é isso que justifica ser o único cantor da sua geração a manter-se tão presente e com tanto impacto década após década?

Julgo que tudo nos conduz à sua voz. Podemos falar do seu incrível controlo de respiração, que aprendeu com o Tommy Dorsey – costumava fazer voltas debaixo de água na piscina para aumentar a sua capacidade pulmonar. Podemos falar do belíssimo fraseado que aprendeu com Billie Holiday. Podemos falar da sua reverência pelas letras e pela devoção com que as estudava, mas, feitas as contas, sobra esta coisa misteriosa que nos faz ficar com pele de galinha ao ouvi-lo. Não é traduzível, não é uma questão intelectual, é físico. Transcende a linguagem e acredito que transcenderá o tempo. Quando daqui a séculos ouvirem aquela voz, as pessoas continuarão a reagir como a nenhuma outra.

Ler todo o artigo em: http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/frank-sinatra-esse-ilustre-desconhecido-1716821

19 – A maldição do sobrediagnóstico

Sara Sá/Visão sapo(10/12/2015) –  E se um check-up fizer mais mal do que bem? E se tratar precocemente levantar apenas dúvidas em vez de nos dar certezas? Um movimento na classe médica defende que demasiada intervenção também pode matar. Leia a entrevista com Luís Correia, cardiologista e professor na Universidade Federal da Baía, encabeça no Brasil a campanha Choosing Wisely

Luís Correia, 46 anos, cardiologista e professor na Universidade Federal da Baía, encabeça no Brasil a campanha Choosing Wisely (algo como “escolher de forma sensata”), lançada nos Estados Unidos, e que tem como objetivo combater o uso de recursos pseudocientíficos na Medicina, promovendo as medidas baseadas na evidência

Defende que é preciso levar o pensamento científico à Medicina. Esta não é uma ciência já?

O pensamento médico é supostamente científico, porém não tem sido assim exatamente. Na prática, utiliza-se muito crença e tradição, em detrimento de evidências. Precisamos de transportar o paradigma científico para o mundo médico. Há uma certa prepotência no médico que o leva a ser dogmático.

E os doentes estão preparados para aceitar estas alterações?

Temos de oferecer à população um pensamento racional. O que não acontece. Um dos grandes problemas de hoje da Medicina é o sobrediagnóstico e o sobretratamento. Há procedimentos que não deviam estar a ser feitos.

Por exemplo…

A angioplastia coronária em pessoas assintomáticas, apanhadas num diagnóstico de rotina, e que leva à colocação de um stent. É um tratamento que não traz benefício algum a quem não tem angina. Outro exemplo é a prescrição de glucosamina para tratamento da artrose do joelho. Está comprovado que não traz benefício além do efeito placebo no controlo da dor. Mas continua a ser altamente usado em ortopedia.[…]

E isso acontece porquê? […]

Para satisfazer interesses comerciais?

Sim. Por exemplo, valorizar excessivamente níveis glicémicos um pouco acima de 100 mg/dl leva a que se vendam muito mais milhões de medicamentos para tratar a diabetes.

Ler todo o artigo em: http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2015-12-10-A-maldicao-do-sobrediagnostico?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2015-12-10

20 – RANKING ESCOLAS 2015

Veja quais são as melhores e as piores escolas básicas e secundárias do país

Marlene Carriço/Observador (11/12/2015) – Privadas continuam a liderar os rankings, mas também se destacam na “inflação” das notas. O Observador divulga este sábado uma série de artigos sobre o Ranking das Escolas 2015.

Sem surpresas, os colégios privados continuam a liderar o ranking das escolas e até aumentaram a sua representação este ano, no que diz respeito ao ensino secundário, de acordo com a análise efetuada pela Lusa aos dados disponibilizados pelo Ministério da Educação e que o Observador sistematizou.

De um universo de 505 escolas secundárias, com mais de 100 exames nacionais realizados em 2014/2015, as primeiras 26 posições do ranking são todas elas ocupadas por escolas privadas, contra as 23 do ano anterior. O ranking das escolas de ensino secundário elaborado pela Lusa mostra ainda que a maioria dos privados se mantém estável, não se movendo mais do que 30 lugares de um ano para o outro, enquanto as escolas públicas conseguiram subir ou descer mais de 200 lugares na tabela.[…]

O ranking das escolas é uma publicação anual que permite perceber que posições ocupam as várias escolas públicas e privadas do país (e no estrangeiro), tendo em consideração os resultados nos exames nacionais. Muitos são os que criticam este ranking por não ter em conta o contexto socioeconómico dos alunos e os percursos escolares, bem como os critérios seguidos pelas escolas, nomeadamente as privadas, para escolherem os melhores alunos. Mas, para já, é o único ranking possível. Clicando em cada um dos botões seguintes poderá obter informação mais detalhada sobre cada um dos ciclos de ensino.

Escolas Portugal

4.º ano: mais de um quarto das escolas com média negativa a português e matemática

Quase 30% das escolas não conseguiu alcançar nota positiva nos exames do 4º ano de português e matemática.

6º Ano – Mais escolas com média positiva a português e a matemática no 6.º ano

Menos de metade das escolas (41,7%) conseguiu média positiva nos exames de português e matemática realizados pelos alunos do 6.º ano, ainda assim, uma percentagem superior à verificada em 2013/2014.

6.º ano: maioria das escolas com média negativa a Matemática

Analisando os resultados dos exames do 6º ano conclui-se que 71, 5% das escolas obteve média negativa a matemática. A melhor escola é o Colégio do Parque do Falcão, no Seixal.

6.º ano: dois terços das escolas com média positiva a Português

Dois terços das escolas (66,6%) obteve média positiva nos exames de Português do 2.º Ciclo, realizados pelos alunos do 6.º ano de escolaridade em 2014-2015.

9.º ano: apenas uma escola pública no top 30

Entre as 30 escolas com melhores médias nos exames do 9.º ano há apenas uma pública, na Madeira, e em 2014/2015 apenas cerca de um quarto dos estabelecimentos conseguiu média positiva.

12º ano geral – Secundário: mais escolas privadas nos lugares de topo dos rankings

As 26 escolas mais bem classificadas nos rankings calculados a partir das notas dos exames do 12º ano são privadas. O primeiro lugar é ocupado pelo Colégio Nossa Senhora do Rosário, no Porto.

12º ano Matemática e Português -Secundário: alunos melhoram a matemática e pioram a português

Os alunos do 12.º melhoraram nos exames nacionais de matemática e pioraram a português em relação ao ano anterior, mas ambas as disciplinas colocam cerca de 20% das escolas abaixo da positiva.

12º ano Saúde – Secundário: maioria das escolas chumba nas provas pedidas para cursos de saúde

A maioria das escolas chumbou nos exames de 12.º ano de Física e Química e de Biologia, duas provas exigidas no acesso aos cursos superiores de saúde.

Notas inflacionadas – Dois terços das escolas que mais “inflacionam” notas no ensino secundário são privadas

Das 15 escolas que, nos últimos cinco anos, mais “inflacionaram” notas, 10 são privadas e cinco são públicas. Em julho, o Ministério avançou que tinham sido abertos quatro processos de inquérito.[…]

Progressão dos alunos – Secundário: três escolas públicas sempre a ajudar alunos a melhorar resultados desde 2011

Apenas três escolas secundárias públicas e três privadas conseguiram que os alunos que realizaram exames nos últimos cinco anos, melhorassem sempre os resultados a Português e a Matemática.

Ranking de felicidade – Exames: rankings deveriam ter indicadores de felicidade

Há muitas vozes críticas que se levantam contra este género de classificação de escolas. Ou porque não indicam o grau de “sucesso” após o exame, ou porque apenas mostram notas e não desempenho.

Ler todo o artigo em: http://observador.pt/2015/12/12/veja-quais-sao-as-melhores-as-piores-escolas-basicas-secundarias-do-pais/

INFOGRAFIA DA CLASSIFICAÇÃO DAS ESCOLAS DO PAÍS (2015)

6.º ano: maioria das escolas com média negativa a Matemática

Analisando os resultados dos exames do 6º ano conclui-se que 71, 5% das escolas obteve média negativa a matemática. A melhor escola é o Colégio do Parque do Falcão, no Seixal

A grande maioria das escolas (71,5%) obteve média negativa no exame de Matemática do 6.º ano realizado em maio, de acordo com dados do Ministério da Educação relativos ao ano letivo 2014-15.

Num total de 1.174 escolas, 839 tiveram média negativa neste exame, com apenas 335 estabelecimentos de ensino (28,5%) a alcançarem média positiva.

As avaliações neste nível de ensino são feitas numa escala de 1 a 5, sendo negativas as classificações de 1 e 2.

A escola com melhor prestação em exame foi o Colégio do Parque do Falcão, no Seixal, que realizou 10 provas, nas quais a média de exame (4,6) superou a de frequência interna (4,2).

Segue-se nesta tabela o Colégio Nossa Senhora do Rosário, no Porto, com 144 provas realizadas e uma média de exame de 4,40, contra 4,33 de média interna, aquela que resulta da avaliação contínua atribuída pelo professor ao longo do ano.

A terceira posição é ocupada pelo Externato Nossa Senhora das Graças, em Braga, onde se realizaram 24 provas e a média de exame foi de 4,38, contra 4,21 de média interna.

A primeira escola pública a surgir nesta lista é a Escola Básica dos 1.º, 2.º e 3.º Ciclos com Ensino Secundário Mouzinho da Silveira, Vila do Corvo, no Corvo (Açores), com apenas dois exames realizados.

Ocupa a 39.ª posição, com médias de 4 em exame e 4,5 interna.

Nos últimos lugares estão duas escolas públicas, em Lisboa e Cascais, e uma privada no Algarve.

As provas finais no ensino básico têm uma ponderação de 30% na nota final dos alunos, à semelhança dos exames do ensino secundário.

6.º ano: dois terços das escolas com média positiva a Português

Dois terços das escolas (66,6%) obteve média positiva nos exames de Português do 2.º Ciclo, realizados pelos alunos do 6.º ano de escolaridade em 2014-2015.

Dois terços das escolas (66,6%) obteve média positiva nos exames de Português do 2.º Ciclo, realizados pelos alunos do 6.º ano de escolaridade em 2014-2015, de acordo com dados do Ministério da Educação.

As escolas privadas continuam a ocupar os primeiros lugares de uma tabela que contempla 1.174 estabelecimentos de ensino.

Em primeiro lugar ficou o Externato Nossa Senhora das Graças, em Braga, com média de exame de 4,54, numa escala de 1 a 5.

Este é um dos raros casos em que a média de exame, em 24 provas realizadas, supera a da avaliação interna, de 4,21.

Os dados contidos nesta tabela mostram que 782 escolas (66,6%) passaram no exame e 392 ficaram abaixo da média positiva (33,4% do total).

A Academia de Música de Santa Cecília, em Lisboa, encontra-se em segundo lugar, com uma média de exame de 4,41, num universo de 49 provas. A média interna é de 3,61.

Segue-se o Colégio dos Plátanos, em Sintra, com 80 provas realizadas e uma média de 4,39 (3,34 interna).

A primeira escola pública a surgir nesta lista, onde estão todas as escolas que realizaram estes exames, é a Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga, e ocupa a 52.ª posição, com média de exame de 3,88, em 50 provas realizadas, e média interna de 4,24.

O último lugar cabe a uma escola dos Açores em que foi realizado apenas um exame e em que a avaliação externa e interna coincidem (2).

As provas de final de ciclo no ensino básico têm uma ponderação de 30%

 

 

21 – Qual é o hino e mensagem da sua geração?

Hugo Tavares da Silva/Observador (10/12/2015) – Orgulho na raça negra, a chegada à idade adulta, a política ou o amor? Há de tudo, até o cheiro ao espírito juvenil (sim, Nirvana). A BBC e o critico Greg Kot fizeram uma lista com nove músicas.

The Who, os obreiros da eterna música “My Generation” – Photo by Alice Cooper

A melodia, o que diz uma música e o timing podem ajudar a explicar muita coisa do que acontece no mundo. A BBC lançou o desafio a Greg Kot, um critico de música do Chicago Tribune, para que definisse as gerações (ou décadas, vá) e as suas causas através de canções. Vamos a isto?

O que transforma uma música num hino? Em todas as décadas, uma música aterra como um tijolo a entrar por uma janela e transmite a mensagem que em poucos minutos resume o pensamento de uma geração” — Greg Kot

O ponto de partida de Kot é a “My Generation” dos The Who, que remonta a 1965. Mil novecentos e sessenta e cinco, senhoras e senhores. Quem é que consegue, hoje, resistir a bater o pé ou a abanar o capacete quando ouve esta música? O exemplo é bom, pois claro. A letra diz coisas como “as pessoas tentam mandar-nos abaixo/só porque nos damos bem” e “espero morrer antes de ficar velho”, o que espelha uma espécie de confrontação perante as outras gerações. Ou, então, um desafio e/ou uma resposta à censura à atitude dos jovens por parte dos mais velhos.

JAMES BROWN: SAY IT LOUD — I’M BLACK AND I’M PROUD (1968)

Martin Luther King foi assassinado no mesmo ano. Kot associa o surgimento deste hit com esse evento histórico: “Gritem: sou negro e tenho orgulho”, berrava James Brown, com a sua memorável voz. “Esta afirmação de orgulho racial abriu a porta ao movimento” para a emancipação dos afro-americanos, diz Kot.

ALICE COOPER: I’M EIGHTEEN (1970)

Greg Kot coloca esta música na lista, mas não lhe dá mais do que duas linhas para explicar porquê. No fundo, esta música serviu para aqueles que se sentiram meio perdidos entre a adolescência e a idade adulta.

SEX PISTOLS: GOD SAVE THE QUEEN (1976)

“Não há futuro para ti”, dizem na letra. Esta é mais uma música de protesto, que Kot coloca no patamar dos The Who. Kot recorda que o desejo de “destruir tudo” de Johnny Rotten, o autor da letra, era marketing e não uma verdadeira ameaça, chegou a dizer o próprio em várias entrevistas.

GRANDMASTER FLASH AND THE FURIOUS FIVE: THE MESSAGE (1982)

Mais uma moedinha, mais uma voltinha: agora rap. O beat parece eterno, o início da música é familiar, certo? A mensagem é mais dura do que o simpático ritmo. Greg Kot explica que foi em resposta ao descalabro económico fruto das políticas da Administração Reagan. Refrão: “Don’t push me ’cause I’m close to the edge/I’m trying not to lose my head/ It’s like a jungle sometimes/It makes me wonder how I keep from going under”.

PUBLIC ENEMY: FIGHT THE POWER (1989)

Para os mais novos, esta música talvez soe a algo parecido com Beastie Boys, com menos eletrónica e tal. Esta é, pois claro, mais uma ação de protesto, vestida com um ritmo à maneira, que grita versos enérgicos como “têm de nos dar o que queremos”, “têm de nos dar o que precisamos”, “a nossa liberdade de expressão é liberdade ou morte”, “temos de combater os poderes” e “combate o poder!”.

NIRVANA: SMEELS LIKE TEEN SPIRIT (1991)

O início é poesia para os ouvidos, hein? Só é de lamentar não haver uma farta cabeleira à Dave Grohl (o então baterista e futuro vocalista dos Foo Fighters)… ou Valderrama. Kot aponta Kurt Cobain como alguém que soube ler o ceticismo, ansiedade e humor peculiar da Geração X. “With the lights out, it’s less dangerous/Here we are now, entertain us/I feel stupid and contagious/Here we are now, entertain us/A mulatto, an Albino/A mosquito, my libido, yeah”.

GNARLS BARKLEY: CRAZY (2004)

“Numa década em que o pop se dividiu em milhares de subculturas, o estranho casal entre Danger Mouse e Cee-Lo aproximou e meteu toda a gente com um hino” que comentou o “estado do mundo”, considera Kot.

ARCADE FIRE: NEIGHBORHOOD #1 (2004)

“Logo quando a noção de banda de rock estava a voltar a conectar o universo com o som do século XX”, este grupo trocou as voltas à coisa, diz Kot. Falarão as letras de combater o poder? Dos direitos humanos? Da economia? Nop. Falam de amor, ó o amor. Nesta música podemos ouvir versos como “construirei um túnel da minha janela para a tua” e “sobes a chaminé e encontramo-nos no meio”. Ou “e já que não há ninguém à volta, deixamos os nossos cabelos ficarem compridos e esquecemos tudo o que sabíamos, depois a nossa pele fica mais grossa porque vivemos na neve.” É isto, o amor sem tecto.

Ler todo o artigo e ver os vídeos em: http://observador.pt/2015/12/10/qual-hino-mensagem-da-geracao/

22 – Futebol: sorteio do Euro 2016

Este é o primeiro Europeu, recorde-se, que começa com 24 equipas. Por isso, e em vez de quatro grupos de quatro equipas, a competição começa com seis grupos de quatro equipas.

 

Portugal estreia-se frente à Islândia em Saint-Étienne às 20h00 de 14 de junho/2016;

18/06/2016 Portugal – Áustria;

22/06/2016 – Portugal – Hungria

 

 

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