REVISTA DA SEMANA por Luís Rocha

revista semana

Revista da semana

De 10/01/ a 16/01/2016

Durante a semana continuou a saga das ajudas à Banca por parte do estado diga-se, dos cidadãos/contribuintes, da campanha presidencial e, em particular, da retoma das 35 horas de trabalho para os funcionários públicos.

Tudo se decide à pressa, sem ter em conta os reflexos dos custos dessas medidas que o cidadão comum (funcionário público, funcionário de empresas privadas, reformados, desempregados, etc.) vai ter de suportar através das suas contribuições (impostos directos e indirectos além das taxas municipais e outras que paga sem dar por isso nas contas da electricidade do gás e da água entre outros).

O cidadão comum assiste a tudo isto e comporta-se como se estivesse num país onde tudo é virtual. O que interessa é viver o momento; o futuro deles e dos seus descendentes não interessa. Só assim se justifica as grandes audiências de programas de televisão sem qualquer interesse e a esperança das pessoas na sorte do jogo “tipo raspadinha e similares”.

Enfim o ganho fácil sem qualquer preocupação social que não seja a do protesto, por se considerarem injustiçados e terem apenas “direitos” e nenhuns “deveres”.  Vive-se assim num estado de “graça” que se reflecte no retorno do endividamento das pessoas, a valores que depois não vão poder pagar. Veja-se por exemplo o aumento da compra de automóveis, o retorno de compra de habitação própria e das férias e viagens, tudo a crédito.

Os funcionários da administração pública e das empresas públicas como é o caso dos transportes de que refiro por exemplo o “METRO e a CP”, que recebem sempre o salário no final de cada mês ( os do sector privado nunca podem ter a certeza de receber), não têm qualquer problema em reivindicar 35 horas de trabalho semanal (para além desse horário receberão horas extraordinárias) e se necessário recorrer a greves e ou paragens de serviço nas horas que mais afectam os trabalhadores do sector privado, que sofrem na pele as “regalias” de quem tem como patrão o “ESTADO”.

Nada tenho contra os funcionários públicos ou empregados em empresas públicas que respeito como cidadãos, mas não posso aceitar a falta de respeito que por vezes se constata pelos cidadãos (trabalhadores como eles) que dependem do seu trabalho no sector privado. Para eles, agora e sempre, a carga horária de trabalho ronda em média as 40 horas (na maioria dos casos trabalham até mais sem receber o valor das horas extra) e têm de manter um nível de produtividade, que garanta a subsistência do seu posto de trabalho.

O que está em causa não são as 35 horas de trabalho em aprovação na Assembleia da República para os trabalhadores da função pública, mas sim os custos acrescidos que poderão advir para todos e a desigualdade de tratamento em relação aos outros trabalhadores e cidadãos que, repito, são por vezes desrespeitados nas repartições públicas, nos transportes e na maioria dos serviços sociais a que recorrem e onde trabalham “funcionários públicos”.

Passo agora às notícias da semana:

ARTIGOS PUBLICADOS

1 – Aprovados projetos de lei para repor 35 horas na Função Pública

2 – Medidas que afetam a vida dos reformados em 2016

3 – Crédito ao consumo cresce 33% em um ano

4 – Portugal entre os países da OCDE com maior desigualdade salarial

5 – Juros da dívida a subir em todos os prazos

6 – As três razões para um país endividado não crescer

7 – Troika regressa a Lisboa a 27 de Janeiro

8 – Guia Eleitoral: o que cada presidenciável defende

9 – Único debate a 10 das Presidenciais transmitido na RTP na terça-feira

10 – Os poderes que o Presidente já perdeu (e ganhou) em seis pontos

11 – Presidenciais. De onde vem o dinheiro para as campanhas

12 – Banca Portuguesa

13 – Política internacional

14 – Crise Migratória na Europa

15 – Petróleo da OPEP nos 25,76 dólares atinge valor mais baixo desde Maio de 2003

16 – El consumo impulsa la economía alemana, que creció un 1,5% en 2015

17 – LEITE Intolerância à lactose “é moda”, diz endocrinologista

18 – Médicos incentivados a quebrar sigilo sobre violência doméstica

19 – Morreu David Bowie

20 – História – O imposto que ajudou à união dos patrões e à queda da República

1 – Aprovados projetos de lei para repor 35 horas na Função Pública – Manuel Carlos Freire/DN (15/01/2016)

Foto de Tiago Petinga/Lusa – PS, BE, PCP e PAN aprovaram projetos de lei para repor o horário de 35 horas semanais na Função Pública. PSD e CDS votaram contra.

A maioria parlamentar de esquerda e o PAN aprovaram esta sexta-feira os projetos de lei relativos à reposição das 35 horas de trabalho semanal na Administração Pública, que agora vão ser apreciados na especialidade.

Ler o artigo em: http://www.dn.pt/portugal/interior/aprovados-projetos-de-lei-para-repor-35-horas-na-funcao-publica-4981609.html

Sobre o tema não posso deixar de recomendar a leitura do artigo de Ana Bela Ferreira/DN (10/01/2016), com o título: Lei das 35 horas. Escolas sem auxiliares para limpeza e vigiar alunos

Escolas podem ter menos auxiliares a vigiar as crianças no recreio  |  ARQUIVO/GLOBAL IMAGENS

Menos vigilância dos alunos nos recreios, nas cantinas, e menor frequência na limpeza dos espaços. Estes são alguns dos receios que os diretores de escolas e dirigentes das duas associações que representam o setor têm em relação ao regresso das 35 horas semanais para os funcionários públicos – que vai ser discutido no Parlamento na quarta-feira. É que a alteração vai representar menos uma hora de trabalho por dia, o que na gestão de uma escola, que tem 30 auxiliares, representa outras tantas horas que deixam de estar abrangidas.

Ler o artigo em: http://www.dn.pt/portugal/interior/lei-das-35-horas-escolas-sem-auxiliares-para–limpeza-e-vigiar-alunos-4972028.html

2 – Medidas que afetam a vida dos reformados em 2016 – Lucília Tiago/Dinheiro Vivo (13/01/2016)

2016 traz boas notícias para alguns reformados, como a actualização das suas pensões e o recuo da sobretaxa. No subsídio de Natal, tudo se mantém.

O país entrou em 2016 sem um orçamento do Estado aprovado e pronto a entrar em vigor, mas há medidas (legisladas de forma avulsa) com impacto já a partir deste mês na vida dos reformados. Aumentos: Vários milhares de reformados terão este mês o primeiro aumento desde 2010. A atualização (de 0,4%) decidida por este governo abrange as pensões até 628 euros mensais tem de ser contemplada nas pensões que estão a ser pagas este mês. Na segurança social, este pagamento já começou a ser feito, mas na Caixa Geral de Aposentações, o novo valor chegará à conta dos reformados a 19 de janeiro.

Ler o artigo em: http://www.dinheirovivo.pt/economia/medidas-que-afetam-a-vida-dos-reformados-em-2016-em-conta/?eg_sub=0227b1aeab&eg_cam=6748ceee3f99e337dcde38650f56ff42&eg_list=3

3 – Crédito ao consumo cresce 33% em um ano – Catarina Melo/Económico (15/01/2016)

Portugueses pediram em Novembro 493,3 milhões de euros em créditos ao consumo, revelam dados do Banco de Portugal. Dinheiro vai para a compra de carro e para pagar cartões de crédito.

O recurso ao crédito ao consumo não pára de aumentar. Dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal mostram que em Novembro, foram concedidos um total de 493,3 milhões de euros em crédito aos consumidores. Trata-se do valor mensal mais elevado pelo menos desde o início de 2013, período a que remonta o histórico dos dados divulgados pela entidade liderada por Carlos Costa. Este montante representa ainda um crescimento de 4% face aos 474,5 milhões de euros disponibilizados no mês precedente. Em termos homólogos, o saldo é de um crescimento de 32,7% no total do crédito concedido com essa finalidade.

Ler o artigo em: http://economico.sapo.pt/noticias/credito-ao-consumo-cresce-33-em-um-ano_239815.html

4 – Portugal entre os países da OCDE com maior desigualdade salarial – Lusa/Económico (16/01/2016)

É essencial que Portugal promova a igualdade de rendimentos e combata o desemprego, defendeu o ministro do Trabalho, Vieira da Silva, apontando medidas como o crédito fiscal para famílias de baixos rendimentos.

O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, afirmou que Portugal está entre os países da OCDE com maior desigualdade salarial e assegurou que o actual Governo tudo fará para combater a taxa de desemprego.

“Portugal é um dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico(OCDE) OCDE com um maior nível de desigualdade de rendimentos. No centro dessa desigualdade está a desigualdade de salários que contribuiu para que exista uma parcela significativa de trabalhadores pobres”, disse o ministro da tutela, em Paris.

Ler o artigo em: http://economico.sapo.pt/noticias/portugal-entre-os-paises-da-ocde-com-maior-desigualdade-salarial_239856.html

SALÁRIOS 2010_2014 DÓLARES

5 – Juros da dívida a subir em todos os prazos – Lusa /DN (11/01/2016)

REUTERS/ALBERT GEA – Nos últimos seis meses, os juros a dez anos subiram até ao máximo de 2,821% a 09 de novembro, e desceram até ao mínimo de 2,257% a 02 de dezembro

Os juros da dívida portuguesa estavam hoje a subir em todos os prazos em relação a sexta-feira, alinhados com os da Irlanda.

Cerca das 08:45 de hoje em Lisboa, os juros da dívida portuguesa a dez anos estavam a avançar para 2,635%, contra 2,596% na sexta-feira.

Ler o artigo em: http://www.dn.pt/dinheiro/interior/juros-da-divida-a-subir-em-todos-os-prazos-4973569.html

6 – As três razões para um país endividado não crescer – Margarida Peixoto/Económico (13/01/2016)

Bruxelas reconhece que o excesso de dívidas dificulta a transformação da economia.

Quando um país está excessivamente endividado – como é o caso de Portugal – fazer a actividade económica crescer é particularmente difícil. Quem o reconhece é a Comissão Europeia, que no relatório trimestral sobre a zona euro apresenta um estudo específico sobre as necessidades de desalavancagem e as suas implicações no ajustamento das economias.

“Enquanto as pressões para a desalavancagem, ligadas à dívida privada e pública, se mantiverem, a actividade económica pode ter dificuldades em arrancar, com implicações negativas para o emprego” – lê-se no relatório apresentado ontem em Bruxelas.

Ler o artigo em: http://economico.sapo.pt/noticias/as-tres-razoes-para-um-pais-endividado-nao-crescer_239529.html

7 – Troika regressa a Lisboa a 27 de Janeiro – LUSA/Público (12/01/2016)

Numa nova avaliação pós-programa de ajustamento, esta será a primeira visita oficial desde a tomada de posse do Governo de António Costa

Foto de Ricardo Rezende – A ‘troika’ regressa a Lisboa a 27 de janeiro para a primeira visita desde a tomada de posse do Governo liderado por António Costa, que já está a reverter medidas de austeridade impostas durante o resgate. A notícia foi avançada pelo Jornal de Negócios e confirmada à agência Lusa por fonte oficial do Fundo Monetário Internacional (FMI), que disse que a missão que junta, além do FMI, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu (BCE) vai decorrer de 27 de Janeiro a 3 Fevereiro.

Ler o artigo em: http://www.publico.pt/n1719981

8 – Guia Eleitoral: o que cada presidenciável defende

Este é um guia interativo dos manifestos dos candidatos presidenciais que se enfrentam nas urnas no dia 24 de janeiro. Saiba ao que vêm e o que os distingue.

Ver em: http://observador.pt/interativo/guia-eleitoral-o-que-cada-presidenciavel-defende/#/candidatos/

9 – Único debate a 10 das Presidenciais transmitido na RTP na terça-feira – LUSA/jornal de Negócios (16 Janeiro 2016)

O único debate televisivo com os dez candidatos às eleições presidenciais vai ser transmitido pela RTP1 na próxima terça-feira, 19 de Janeiro, e será moderado por Vítor Gonçalves e Carlos Daniel, segundo a estação pública.

“O único debate na televisão com os dez candidatos presidenciais vai decorrer entre as 21:00 e as 23:30” e será transmitido a partir “da Fundação Champalimaud”, disse à Lusa Vítor Gonçalves, director-adjunto de informação da RTP.

Ler o artigo em: http://www.jornaldenegocios.pt/economia/politica/eleicoes/presidenciais/detalhe/unico_debate_a_10_das_presidenciais_transmitido_na_rtp_na_terca_feira.html

10 – Os poderes que o Presidente já perdeu (e ganhou) em seis pontos – Rita Tavares/Observador (15/1/2016)

Guia sobre o que o Presidente pode ou não fazer e os poderes que perdeu pelo caminho. Em sete revisões constitucionais, só por uma vez houve alterações profundas ao mandato do chefe de Estado.

O cargo e raio de ação do Presidente da República já foi alvo de inúmeras alterações ao longo das sete revisões constitucionais, mas o essencial mantém-se, só com pequenos retoques desde 1982, ano da primeira revisão. E mesmo que entre os cerca de 70 projetos de revisão constitucional que já existiram na história da democracia, muitas tenham sido as tentativas de mudar os poderes presidenciais, a verdade é que nenhuma delas pretendeu alterar o cargo ao ponto de mudar o sistema semi-presidencial.

Ler o artigo em: http://observador.pt/2016/01/15/os-poderes-presidente-ja-perdeu-ganhou-seis-pontos/

11 – Presidenciais. De onde vem o dinheiro para as campanhas

Texto de Liliana Valente e ilustração de Milton Cappelletti /observador (10/1/2016)

Empresários e banqueiros são os principais doadores de campanhas eleitorais. Alguns já não o vão fazer e os candidatos também prometem receber menos contributos. O que muda nestas eleições?

São sobretudo empresários e banqueiros, os principais financiadores das campanhas eleitorais para a Presidência da República. Melhor, ex-banqueiros. Os homens e mulheres que costumam fazer donativos têm uma ligação ao setor financeiro e às grandes empresas portuguesas. Só nas últimas eleições, de 2011, os donativos perfizeram 1,9 milhões de euros, grande parte na conta de campanha de Cavaco Silva. Mas desta vez os candidatos presidenciais prometem fazer diferente e dizem que não vão receber muitos donativos privados e que contam essencialmente com o dinheiro da subvenção do Estado. O que muda?

Ler o artigo em: http://observador.pt/2016/01/10/presidenciais-vem-dinheiro-as-campanhas/

12 – Banca Portuguesa

12 .1 – Bruxelas propôs dividir Banif em banco bom e mau ao anterior Governo – Lusa (15/01/2016)

Bruxelas propôs ao anterior Governo, em dezembro de 2014, a divisão do Banif em ‘banco bom’, que deveria ser vendido até ao final de 2017, e em ‘banco mau’, um veículo especial onde seriam colocados os ativos não estratégicos.

Numa carta datada de 12 de dezembro de 2014 endereçada à então ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, a que a agência Lusa teve hoje acesso, a comissária europeia para a competitividade, Margrethe Vestager, elenca os principais pontos para um “plano robusto de restruturação” para o Banif.

Ler o artigo em: http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/banif/2016-01-15-Bruxelas-propos-dividir-Banif-em-banco-bom-e-mau-ao-anterior-Governo

12.2 – Banco de Portugal anuncia relançamento da venda do Novo Banco– Lusa ( 15.01.2016) – Clara Teixeira/Visão sapo (30/12/2015)

Foto de Luis Barra –  O Banco de Portugal (BdP) anunciou hoje que vai relançar o processo de venda do Novo Banco, cujos moldes ainda não estão definidos, e que vai reforçar imediatamente a equipa de assessores financeiros para apoiar a operação.

“O Conselho de Administração do Banco de Portugal, conforme acordado entre as autoridades nacionais e a Comissão Europeia, decidiu retomar o processo de venda da participação do Fundo de Resolução no Novo Banco”, lê-se no comunicado do supervisor.

Ler o artigo em: http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/ges/2016-01-15-Banco-de-Portugal-anuncia-relancamento-da-venda-do-Novo-Banco

12.3 – Espanhol Bankinter abre sucursal em Portugal após compra do Barclays – Dinheiro Vivo/Lusa (13/01/2016)

Bankinter vai abrir sucursal em Portugal na sequência da compra do Barclays lusitano.

O banco espanhol Bankinter, que adquiriu em Portugal grande parte da operação do Barclays, anunciou hoje que vai abrir uma sucursal no país.

O banco espanhol Bankinter, que adquiriu em Portugal grande parte da operação do Barclays, anunciou hoje que vai abrir uma sucursal no país na sequência da aprovação dos reguladores à concretização da compra do banco. O Bankinter anunciou no início de setembro ter chegado a acordo para comprar os ativos do Barclays em Portugal por 100 milhões de euros.

Ler o artigo em: http://www.dinheirovivo.pt/banca/espanhol-bankinter-abre-sucursal-em-portugal-apos-compra-do-barclays/?eg_sub=0227b1aeab&eg_cam=6748ceee3f99e337dcde38650f56ff42&eg_list=3

13 – Política internacional

13.1 – Cameron acredita que referendo da ‘Brexit’ será em 2016 – Pedro Duarte/Económico (11/01/2016)

Primeiro-ministro espera conseguir acordo com parceiros europeus em Fevereiro. Referendo estava inicialmente previsto para 2017.

O referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia (UE) pode avançar já no próximo Verão. A revelação foi feita ontem pelo primeiro-ministro britânico.

“É o que eu pretendo: um acordo [com a UE] em Fevereiro, seguido rapidamente pelo referendo”, declarou David Cameron, o líder do executivo britânico durante uma entrevista à BBC. Cameron precisou que está confiante de que irá alcançar um acordo com os seus parceiros europeus sobre as quatro grandes mudanças que pretende obter para renegociar a relação do seu país com Bruxelas na cimeira europeia que terá lugar nos dias 18 e 19 de Fevereiro.

Ler o artigo em: http://economico.sapo.pt/noticias/cameron-acredita-que-referendo-da-brexit-sera-em-2016_239309.html

13.2 – Barack Obama defende o seu legado na Casa Branca e enuncia manifesto anti-Trump – Rita Siza/Público (13/01/2016)

Num discurso voltado para o futuro, o Presidente dos EUA alertou para os perigos do populismo e pediu aos americanos para não alimentarem preconceitos nem se deixaram levar pela retórica do medo.

Barack Obama na Casa Branca, antes do seu último discurso sobre o Estado da Nação MANDEL NGAN/AFP

Se nada de realmente extraordinário acontecer até ao final deste ano, o Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, não voltará a discursar perante as duas câmaras do Congresso, reunidas com pompa e solenidade, e reverência e simbolismo, para tomar conhecimento do Estado em que se encontra a União. Por isso, naquela que foi a última intervenção da sua presidência, Obama aproveitou o momento: improvisou piadas, saboreou os aplausos, desafiou os assobios e – sem a preocupação de um novo ano de governo para além de 2016 – apresentou um primeiro rascunho, pessoal e político, de avaliação dos anos que passou na Casa Branca.

Ler o artigo em: http://www.publico.pt/n1720139

13.3 – Ancara garante luta ao terrorismo após atentados em Istambul – Pedro Duarte/Económico (13/01/2016)

Governo turco promete cooperação contra o Estado Islâmico, mas presidente Erdogan pretende lançar ataques sobre os curdos.

O governo turco reiterou ontem o seu empenho no combate ao Estado Islâmico (EI), depois de um bombista suicida desta organização se ter feito explodir na zona histórica da cidade, matando dez pessoas, nove dos quais cidadãos alemães, e ferido outras 15 pessoas.

Ler o artigo em: http://economico.sapo.pt/noticias/ancara-garante-luta-ao-terrorismo-apos-atentados-em-istambul_239517.html

13.4 – UE inicia avaliação do estado da democracia na Polónia – Clara Barata/ Público (13/01/2016)

Mecanismo do Estado de direito foi posto em acção, Varsóvia responde com memórias da II Guerra

Manifestação em defesa da independência dos media KACPER PEMPEL/REUTERS

A Comissão Europeia lançou um inquérito preliminar sobre as reformas do novo Governo ultraconservador polaco, visando sobretudo as alterações ao Tribunal Constitucional­. Foi aberto um diálogo com Varsóvia, para avaliar se foram violados os princípios da democracia e do Estado de direito.

Ler o artigo em: http://www.publico.pt/n1720135

13.5 – 25 depois da Guerra do Golfo o petróleo continua a marcar geopolítica mundial LUSA/Público (16/01/2016)

Tropas norte-americanas REUTERS/DESMOND BOYLAN

Vinte e cinco anos depois da primeira Guerra do Golfo, em que o Iraque invadiu o Kuwait numa tentativa de controlar os poços de petróleo do emirado, o “ouro negro” continua a marcar a geopolítica mundial. Na madrugada de 17 de Janeiro de 1991, uma coligação internacional mandatada pela ONU e liderada pelos Estados Unidos entrou no Kuwait para expulsar as tropas de Saddam Hussein que cinco meses antes tinham invadido o pequeno emirado.

Ler o artigo em: http://www.publico.pt/n1720420

13.6 – Maduro decreta estado de “emergência económica” durante 60 dias – Lusa/DN (15/01/2016)

Presidente da Venezuela Nicolás Maduro  |  REUTERS/MIRAFLORES PALACE

O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, decretou hoje o estado de “emergência económica” por 60 dias, na sequência da crise económica e política que o país atravessa, de acordo com o Boletim Oficial do Estado venezuelano.

O novo ministro da Economia da Venezuela, Luis Salas, nomeado por Nicolas Maduro após as eleições, vai organizar uma conferência de imprensa para avançar detalhes sobre as medidas do decreto, que não foram ainda divulgadas.

Ler o artigo em: http://www.dn.pt/mundo/interior/maduro-decreta-estado-de-emergencia-economica-durante-60-dias-4982456.html

14 – Crise Migratória na Europa – Lusa (12.01.2016)

Dinamarca com acordo controverso para confiscar bens dos migrantes

(Imagem Arquivo/Reuters) – Um controverso projeto de lei sobre o confisco de bens dos migrantes na Dinamarca deve passar sem obstáculos no parlamento, na sequência de um acordo entre uma maioria de partidos, anunciou hoje o governo de direita.

O debate do texto deverá ter início quarta-feira no Folketing, o parlamento unicameral do país escandinavo, tendo o primeiro-ministro dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, alegado que o projeto de lei está a tornar-se “o mais incompreendido” da história do país.

Ler o artigo em: http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/crise-migratoria/2016-01-12-Dinamarca-com-acordo-controverso-para-confiscar-bens-dos-migrantes

15 – Petróleo da OPEP nos 25,76 dólares atinge valor mais baixo desde Maio de 2003 – LUSA/Público (13/01/2016)

Desde o início do ano, o barril de referência da OPEP já desvalorizou 19%.

Imagem REUTERS/STRINGER – O petróleo de referência da OPEP cotou-se na terça-feira a 25,76 dólares, menos 5% do que na véspera e o valor mais baixo desde meados de Maio de 2003, informou nesta quarta-feira em Viena a organização.

Com esta nova depreciação, a cotação do petróleo da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) acumula uma perda de 19% em relação princípio deste ano (12 dias).[…]

Neste contexto, analistas de alguns bancos de investimento, como o Goldman Sachs, não afastam a hipótese de que a actual tendência possa afundar a cotação do petróleo até aos 20 dólares.

Ler o artigo em: http://www.publico.pt/n1720052

16 – El consumo impulsa la economía alemana, que creció un 1,5% en 2015

El gasto de las familias aumenta un 1,9%, el mayor avance en década y media. La cara oculta del éxito económico – AGENCIAS Berlín/El País (14 ENE 2016)

La canciller alemana, Angela Merkel, en Berlín / MICHAEL SOHN (AP)

Alemania creció en 2015 a un ritmo muy similar al del año pasado. Pero el avance real del PIB, un 1,5% cuando se descuenta el impacto de los precios y se ajusta la diferencia en días laborables, fue también muy distinto al del ejercicio anterior. Porque el consumo privado duplicó su aportación al crecimiento (de 0,5 a 1 punto porcentual), mientras que la inversión (de 0,7 a 0,3 puntos porcentuales) y el sector exterior (de 0,4 a 0,2 puntos porcentuales) aportaron al avance del PIB alemán la mitad que en 2014.

Ler o artigo em: http://economia.elpais.com/economia/2016/01/14/actualidad/1452808584_877974.html

17 – LEITE Intolerância à lactose “é moda”, diz endocrinologista – Dinheiro Vivo/Lusa (13/01/2016)

Foto: REUTERS/Michaela Rehle – A endocrinologista Isabel do Carmo afirma que a suposta intolerância à lactose é uma moda, para a qual não existe qualquer fundamento científico.

A endocrinologista Isabel do Carmo afirma que a alegada intolerância à lactose é uma moda, para a qual não existe qualquer fundamento científico, e que resulta da influência da indústria de produção de soja. Este é o tema que a especialista vai tratar, hoje, durante o seminário “Consumo de leite e laticínios — O que pode estar a mudar”, num painel subordinado ao tema “Elogio do leite”, no qual vai explicar a relação entre o leite e a evolução do ser humano, na Europa.[…]

A médica sublinha, a propósito, que a tendência para se deixar de consumir derivados de leite também não faz sentido, visto que estes alimentos não possuem lactose. “Quando o leite se transforma em iogurte ou queijo, mesmo para quem tenha efetivamente intolerância, deixa de haver lactose e passa a haver ácido láctico [a lactose transforma-se em ácido láctico por fermentação] e o valor nutricional mantém-se”. Isabel do Carmo aconselha que quem suspeitar de intolerância faça testes laboratoriais para confirmar, porque o leite tem um valor nutricional como nenhum outro, sendo um alimento completo para crianças e quase completo para o adulto.

Ler o artigo em: http://www.dinheirovivo.pt/empresas/intolerancia-a-lactose-e-moda/

18 – Médicos incentivados a quebrar sigilo sobre violência doméstica – Diana Mendes e Rute Coelho/DN (14/01/2016)

Médicos ficam livres do segredo profissional sempre que tenham suspeitas de violência doméstica sobre doentes

Os médicos vão poder quebrar o segredo profissional e denunciar situações de violência doméstica para proteger a vida das vítimas. Até aqui, arriscavam processos disciplinares e judiciais se apresentassem queixas sem autorização.

Ler o artigo em: http://www.dn.pt/sociedade/interior/medicos-incentivados-a-denunciar-violencia-domestica-4978754.html

19 – Morreu David Bowie, depois de ano e meio a lutar contra o cancro – Observador (11/1/2016)

O primeiro hit, “Space Oddity”, foi inspirado no “2001 – Uma Odisseia no Espaço” de Stanley Kubrick e serviu de banda sonora da BBC para a aterragem na lua do Apolo 11. Bowie morreu esta madrugada.

David Bowie tinha acabado de fazer 69 anos e de lançar um disco, “Blackstar” – AFP/Getty Images

David Bowie não resistiu a um cancro e morreu dois dias depois de celebrar o 69.º aniversário e de lançar o último álbum Blackstar, confirmou esta segunda-feira a Sky News junto do agente do cantor. Morreu uma lenda.

Ler o artigo em: http://observador.pt/2016/01/11/morreu-david-bowie-ano-meio-lutar-cancro/

Bowie e Mercury: a espantosa versão de “Under Pressure” a cappella

Unir a voz de Freddie Mercury à de David Bowie só pode resultar numa obra de arte. Mesmo sem instrumentais no fundo. Oiça dois dos maiores artistas musicais de sempre juntos a cappella.

Ler o artigo em: http://observador.pt/2016/01/11/bowie-mercury-espantosa-versao-under-pressure-cappella/

20 – História – O imposto que ajudou à união dos patrões e à queda da República – Luís Villa Lobos/Público (10/09/2015)

Criada em 1924, a União dos Interesses Económicos, impulsionada pela Associação Comercial de Lisboa, serviu como ponto de encontro dos patrões contra o sistema parlamentarista da Primeira República.

O golpe militar de 28 de Maio de 1926 acabou por servir de base ao Estado Novo de Oliveira Salazar DR

“A lei do selo constitui uma violência contra o comércio”, escrevia João Pereira da Rosa, dirigente da Associação Comercial de Lisboa, num artigo publicado em O Século no dia 11 de Setembro de 1924.

Principais fontes e bilbiografia: Jornal O Século, 1 de Janeiro de 1924 a 16 de Junho de 1926; Livro de actas da Associação Comercial de Lisboa, 1924 – 1926; Relatórios da Associação Comercial de Lisboa de 1923 a 1926. FRANÇA, José-Augusto, «Os anos 20 em Portugal»;  História de Portugal, direcção de José Mattoso; TELO, António José. As associações patronais e o fim da República, in «O fascismo em Portugal»; TRINDADE, Luís, «História da Associação Comercial de Lisboa».

Ler o artigo em: http://www.publico.pt/n1707300

 

 

Deixar uma resposta

%d bloggers like this: