UMA CARTA DO PORTO – Por José Magalhães (152)

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CAPELA DOS ALFAIATES

NOSSA SENHORA DE AGOSTO

Quase passa despercebida a capela que, se olhássemos, veríamos à nossa esquerda. Ali encaixada entre duas ruas e a uma escassa trintena de metros da rua por onde estávamos a passar. Nunca para ali vamos a pé, e hoje fomos porque queríamos mostrar o Funicular a uns amigos. Mas naquele dia, olhámos e a curiosidade mandou que ali fossemos espreitar. Descobrimos mais um tesouro escondido à vista de todos. E há tantos na cidade. Ali mesmo á beira está outro, a Igreja de Santa Clara, de que já aqui falei, e o acesso à muralha Fernandina.

 

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Capela simples, rectangular, e de três frentes, é considerada como monumento nacional desde 1927, e tem como principal interesse o facto de constituir a marcação, no Norte de Portugal, da transição do estilo arquitectónico gótico para as formulações de inspiração flamenga. Construída em 1554, não o foi, no entanto, naquele lugar. Esteve durante muitos anos (até 1935) em frente à Sé, data em que, devido às obras de demolição programadas para a abertura do Terreiro da Sé, foi expropriada e desmantelada pela Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais. Em 1953, foi reedificada na sua actual localização, no gaveto das Ruas do Sol e de São Luís (junto ao Recolhimento da Porta do Sol, actual Universidade Moderna), e pela mesma época foram restaurados pelo pintor Abel de Moura, os painéis da Epístola, os quais representam a Anunciação, a Adoração dos Reis Magos, a Visita a Santa Isabel, Natividade, o Menino Jesus entre os Doutores e a Fuga para o Egipto.

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É uma capela muito interessante que pertencia à Irmandade dos Alfaiates, que desde o início do século XVI  venerava como padroeiros e protectores São Bom Homem e Nossa Senhora de Agosto. Não tendo capela própria, a confraria iniciou em 1554-1555 a construção de um templo dedicado à Virgem em espaço fronteiro à Sé, cedido pelo bispo D. Rodrigo Pinheiro. A 15 de Agosto celebram a sua Padroeira.

 

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A capela é precedida por um adro delimitado por um gradeamento de ferro. Tem um portal, de gosto maneirista, e um nicho que alberga uma imagem de Nossa Senhora de Agosto. No cimo deste conjunto foi aberta uma grande janela com grade de ferro.

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OBRAS CLANDESTINAS (das infraestruturas de Portugal ?) FORAM TRAVADAS

 

PARA OUVIR

 

UM FATO À MEDIDA

 

A NÃO PERDER

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About José Fernando Magalhães

Escrevo e fotografo pelo imenso prazer que daí tiro

2 comments

  1. Pingback: UMA CARTA DO PORTO – Por José Magalhães (152) | joanvergall

  2. Muito interessante um espaço tão relevante ,mas escondido -Que pena!

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