UMA CARTA DO PORTO – Por José Magalhães (170)

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ALMINHAS

As alminhas são uma criação genuinamente portuguesa, sendo Portugal o único país que as possui no seu património cultural, tendo sido criadas na sequência do Concílio de Trento (1545-1563), com especial incidência a norte do rio Mondego.  Não há sinais de haver este tipo de representação das almas do Purgatório (marcas profundas da religiosidade popular, pedindo para os vivos se lembrarem delas para poderem purificar e “subir” até ao Céu), em mais lado nenhum do mundo.

As alminhas são padrões de culto das almas do purgatório, hoje consideradas património artístico-religioso. São pequenos altares onde se pára um momento para deixar uma oração e, por vezes, uma esmola pelas almas. A morte repentina, a falta dos últimos sacramentos e a forte espiritualidade estão ligados a estes pequenos monumentos. É frequente encontrar velas e lamparinas acesas, deixadas pelas pessoas que passam no local, ou mesmo oferendas de flores.

Não são conhecidos registos escritos destes memoriais antes do século XIX, no entanto, podem encontrar-se exemplares de alminhas que remontam ao século XVIII. Formalmente, este painéis representam sempre as almas do purgatório em agonia, podendo representar anjos, São Miguel, a Virgem, Cristo ou Santos resgatando as almas.

Na nossa cidade há imensos locais com alminhas.

Comecemos pela parte Oriental do Porto. Noutras crónicas visitaremos outras freguesias.

Em Campanhã encontramos oito.

SENHOR DOS AFLITOS No início da rua de Azevedo

SENHOR DOS AFLITOS
No início da rua de Azevedo

 

SENHOR DO CALVÁRIO No muro em frente ao Largo e Rua do Lagarteiro

SENHOR DO CALVÁRIO OU SENHOR DA PEDRA
No muro em frente ao Largo e Rua do Lagarteiro

 

SENHORA DE CAMPANHÃ Inicio da rua 8 de Setembro

SENHORA DE CAMPANHÃ
Inicio da rua 8 de Setembro

 

SENHORA DA HORA Início da rua da Senhora da Hora

SENHORA DA HORA
Início da rua da Senhora da Hora

 

SENHORA DE CAMPANHÃ Em frente à Igreja Paroquial

SENHORA DE CAMPANHÃ
Em frente à Igreja Paroquial

 

SANTO ANTÓNIO Muro da Capela de São Roque

SANTO ANTÓNIO
Muro da Capela de São Roque

 

Cartes Rua de São Roque da Lameira

Cartes
Rua de São Roque da Lameira

 

SENHORA DE CAMPANHÃ Rua do Freixo em frente à EDP

SENHORA DE CAMPANHÃ
Rua do Freixo em frente à EDP

 

Um especial agradecimento ao Sr. Padre Fernando Milheiro, pela simpatia, pela disponibilidade e pelas informações que me dispensou.

 

 

 

 

O PORTO VISTO DO ESPAÇO Por - Thomas Pesquet (astronauta)

O PORTO VISTO DO ESPAÇO
Por – Thomas Pesquet (astronauta)

 

 

About José Magalhães

Escrevo e fotografo pelo imenso prazer que daí tiro

5 comments

  1. Pingback: UMA CARTA DO PORTO – Por José Magalhães (170) | joanvergall

  2. Julius

    Belas recolhas da História e das estórias da nossa terra. Parabéns.

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  3. maria filomena couto soares

    Gosto muito das Alminhas, são bem bonitas. Aquilo que pesquisas e partilhas connosco ajuda-nos a conhecer melhor os recantos, os pormenores, enfim, a riqueza patrimonial da nossa cidade.
    Beijinhos e obrigada Zé.

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