UMA CARTA DO PORTO – Por José Magalhães (187)

ALMINHAS (3B)

Uma vez mais por indicação do nosso Amigo José Carlos Oliveira, descobrimos na Freguesia de Aldoar, uma quinta Alminha. Situada na Rua de António Aroso, muito perto da Avenida da Boavista, lá está na parede de uma casa senhorial, semi-escondida pela vegetação.

 

 

 

ALMINHAS (6)

O Padre Francisco de Babo, no seu livro “ALMINHAS PORTUGUESAS”, apresenta-nos um hino, “Alminhas da Nossa Terra”, da autoria da Sra. D. Sara Cardoso (prima do pintor Amadeu de Sousa Cardoso), no que respeita à letra. e do  Padre Alberto Soares, na parte musical, que transcrevemos:

 

“Alminhas” da nossa terra,

da cor dos véus de noivado,

todo o cristão se enternece,

quando passa ao vosso lado.

.

Sois tão doces, tão serenas,

tão cheias de quietação,

e falais-nos de tormentos

na mais horrenda prisão.

 .

Onde jazem esquecidas

por ingratos corações

almas que foram queridas,

neste mundo de ilusões.

.

Onde sofrem, noite e dia,

como na terra ninguém,

porque sofrem uma pena

que no mundo igual não tem.

 .

De labaredas vestidas,

e fogo por alimento,

por bebida o mesmo fogo,

é atroz seu sofrimento.

.

Pobres almas, quem pudera

aos oceanos mandar

que, extravazando-se, fossem

vossas chamas apagar!

 .

As “Alminhas” portuguesas,

quem não lhes há-de querer,

como à vista dos seus olhos,

se aqui foi o seu nascer?

 .

Alma lusa as concebeu,

alma lusa as deu à luz,

por inspiração do Céu

e por mercê de Jesus.

 .

REFRÃO

“Alminhas” da nossa terra,

“Alminhas” de Portugal,

brote do vosso oratório

um benditoso caudal

capaz de afogar o Mal,

de apagar o Purgatório!

..

(De acordo com o Padre Francisco de Babo, este hino poderia servir para as festividades da inauguração de alguma “Alminha”)

 

.

Na Freguesia da Foz do Douro, só descobrimos uma Alminha. Está na Rua de Diu, mesmo junto à rua da Senhora da Luz, incrustada na parede da frutaria que ali existe, e que, deixou, já há algum tempo de ter caixa de esmolas.

 

Na Freguesia de Nevogilde, não encontramos nenhuma Alminha!

 

 

 

 

CONVITE

 

Neste Domingo, 25 de Junho, pelas 16h30, no “CASTELO DA FOZ”, no âmbito do FOZ ARTE

 

 

 

 

 

 

About José Magalhães

Escrevo e fotografo pelo imenso prazer que daí tiro

2 comments

  1. Pingback: UMA CARTA DO PORTO – Por José Magalhães (187) | joanvergall

  2. Rachel Gutiérrez

    Sempre tão inspirado, amigo José!
    Desejo-lhe muito sucesso na apresentação do livro e envio-lhe meu abraço fraterno.

    Gostar

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