UMA CARTA DO PORTO – Por José Magalhães (217)

 

EMÍLIO LOUBET

 

Faz este ano cento e dez anos que Emílio Loubet nasceu. Fez, no passado dia 30 de Dezembro, vinte e cinco anos que faleceu.

Durante os seus oitenta e quatro anos de vida, muitas foram as dezenas que dedicou ao jornalismo.

Colaborou em dezenas de jornais e revistas de expressão regional e nacional. Dirigiu a publicação de “O Cruzeiro”, chefiou a redacção da “Indústria têxtil” e foi delegado da “Reuter”. Fez carreira nos “A Montanha”, “O Comércio do Porto”, “O Norte Desportivo” e no “Jornal de Notícias” onde foi jornalista durante trinta anos.

Emílio Loubet foi autor de folhetins radiofónicos e de produções e noticiários nos “Emissores do Norte Reunidos”, para além da edição do “Guia de Hotéis e Pensões de Portugal”. Redigiu imensos trechos revisteiros, organizou rábulas para as “Festas da Cidade”, e foi um dos impulsionadores do “Concurso do Vestido de Chita”, iniciativa que alcançou enorme popularidade. Participou ainda em filmes, nomeadamente no “A Costureirinha da Sé” onde tem o papel de jornalista, filme estreado em 11/02/1959 no Cinema Batalha e a 27 do mesmo mês em Lisboa (Cinema Eden).

Foi membro da direcção da “Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto”, da “Sociedade Protectora dos Animais” e da “Associação dos Proprietários””.

Aquando da sua morte, escreveram no “Jornal de Notícias”:

[ Emílio Loubet morreu e com ele vai a enterrar uma biblioteca de sabedoria das noites tripeiras. Ele assumiu-se como um dos últimos baluartes da boémia, percorrendo camarotes, palcos e camarins, restaurantes e cafés-concerto com uma assiduidade ímpar. Soube aliar o espectáculo ao afecto e à cultura. E no meio de tanta e tão repleta agitação, sobrou-lhe tempo para mil comparências e até para trazer ao “Passos Manuel” o Prémio Nobel Egas Moniz. ]

Emílio Loubet está hoje esquecidos das gentes do Porto, e dos mandantes Nacionais.

Merecia um outro reconhecimento público. Algo que perdurasse no tempo e ensinasse aos mais novos quem ele foi e o quanto foi importante para a nossa cidade.

Os vinte e cinco anos da sua morte, cumpridos no último dia 30 de Dezembro, ou os cento e dez anos do seu nascimento, a cumprir neste ano de 2018, a 4 de Junho, merecem ser lembrados e indelevelmente marcados.

Estará nas mãos da Junta de Freguesia da Vitória, onde nasceu, ou na de Santo Ildefonso, onde viveu (hoje reunidas na União das Freguesias do Centro Histórico do Porto), ou, nas da Câmara Municipal do Porto, essa, diria, obrigação.

.

.

 

.

.

.

.

About José Fernando Magalhães

Escrevo e fotografo pelo imenso prazer que daí tiro

One comment

  1. Pingback: UMA CARTA DO PORTO – Por José Magalhães (217) | joanvergall

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: