A MINHA LIBERDADE por Luísa Lobão Moniz

Libertamo-nos da ditadura, conquistamos a democracia, perdemos o medo, fizemos a descolonização, alfabetizamos o povo, demos água e luz, podemos dizer não, temos liberdade de expressão, respeitamos as diferentes opções sexuais, lutamos pelos direitos da mulher, da criança, das minorias, construímos um invejável Serviço Nacional de Saúde, reconhecemos o direito à educação, à habitação, lutamos pela dignidade Humana…

Mas será que a Liberdade está a ser vivida na sua plenitude?

O 25 de Abril é um constante movimento que tem que recomeçar em todos os 25 de Abril, cada vez com objectivos mais audazes.

Convictos que a ditadura mata o desejo e que a democracia faz a Humanidade querer sempre uma vida melhor para todos caminhando para o fim das injustiças, das violências, das desigualdades, não vamos deixar de lutar pelo que dizem ser impossível: uma vida boa.

Liberdade

 Viemos com o peso do passado e da semente

esperar tantos anos torna tudo mais urgente

e a sede de uma espera só se ataca na torrente

e a sede de uma espera só se ataca na torrente

Vivemos tantos anos a falar pela calada

só se pode querer tudo quanto não se teve nada

só se quer a vida cheia quem teve vida parada

só se quer a vida cheia quem teve vida parada

Só há liberdade a sério quando houver

a paz o pão

habitação

saúde educação

só há liberdade a sério quando houver

liberdade de mudar e decidir

quando pertencer ao povo o que o povo produzir.

Sérgio Godinho

 O 25 de Abril é uma lição de VIDA.

2 comments

  1. Carlos Leça-da-Veiga

    Mas na realidade – fruto dum modelo constitucional velho de séculos – qualquer mortal, em termos institucionais, só pode votar uma vez de quatro em quatro anos. O exercício efectivo, eficaz e eficiente da Cidadania é muitíssimo pobre. Se lhe basta, não posso dar-lhe felicitações,CLV

  2. Carlos Leça da Veiga

    Porém, a um qualquer Cidadão/a, em termos institucionais, resta-lhe o direito de votar uma vez de quatro em quatro anos. É o fruto dum modelo constitucional, velho de séculos, que está feito para não garantir a efectividade, a eficácia e a eficiência do exercício duma Cidadania verdadeiramente democrática, tal como é desejável e necessário nos dias de hoje. Se lhe basta não posso felicita – la,CLV

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