UMA CARTA DO PORTO – Por José Fernando Magalhães (283)

E SE FALÁSSEMOS DE FÉRIAS

No passado dia 15, no Forte de São João Baptista da Foz do Douro, realizou-se mais uma sessão do Ciclo Foz Literária.

Sem a presença do seu Comissário, Dr. José Valle de Figueiredo, os quatro oradores tudo fizeram para que a sessão fosse memorável, tentando dessa forma homenagear a sua pessoa.

 

JOSÉ FERNANDO MAGALHÃES – JOAQUIM PINTO DA SILVA – JOSÉ AUGUSTO MAIA MARQUES – FRANCISCO MESQUITA GUIMARÃES

Esta foi a prestação deste vosso escriba:

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FÉRIAS

Nos inícios dos anos cinquenta do século pasado, ainda não tinha um mês de vida, e já eu frequentava a praia de Gondarém.

A Praia de Gondarém, tinha muito menos areia do que tem agora. Não a enchiam como agora se fez, e apesar de menos apelativa, tinha muito mais encanto.

Tínhamos uma barraca, das grandes, invariavelmente situada, ano após ano, no mesmo sítio da praia. Era a terceira, à direita de quem olha para o mar, a seguir à primeira abertura entre barracas, logo a seguir ao fim das escadas em redondo, e em frente à rampa norte. Se não me engano, tinha o número 29. Não tinha que enganar.

Os vizinhos de um lado e do outro eram sempre os mesmos. Ao fim de uns anos, eram como que da família. A do senhor Andrade, era uma delas.

O senhor Andrade habitava, três meses em cada ano, a barraca ao lado da nossa. A nossa nuns anos à direita, noutros à esquerda, a dele, sempre no mesmo local. Diziam que a barraca, e o pano que a cobria, eram mesmo dele. A nossa era alugada, como todas as outras existentes.

Na nossa barraca acabávamos por estar muitos, pelo que era uma das maiores barracas que por lá havia. Entre primos e primas, tias e tios, os meus pais e uma empregada que nos ia servir o almoço, chegávamos a ser dezassete, mas, ao mesmo tempo, nunca mais de dez. A barraca do senhor Antero, que servia só duas pessoas, era ainda maior que a nossa. Era a maior de todas, e o pano que a cobria era diferente de todas as outras, com riscas mais finas e tricolores, enquanto as restantes tinham riscas largas e bicolores.

Durante os três meses que durava a estação de veraneio, encontrávamo-nos, pontualmente às nove horas de cada manhã, exceptuando aos Domingos.

“Bom dia senhor Andrade” 

“Bom dia meninos, bom dia minha senhora.”

“Bom dia dona Maria.”

“Bom dia minha senhora, bom dia meninos.”

“Hoje é que está bom!”

“É verdade, está um dia bonito!”

“O marido, está bem?”

“Está sim, obrigada senhor Andrade, vem logo à tarde para nos vir buscar.”

E as conversas, que começavam sempre assim, lá derivavam para outros assuntos, comezinhos, banais. Enfim, conversas de praia.

O que me lembro do senhor Andrade é muito pouco. Já tinha alguma idade, talvez muito perto dos oitenta anos, quando eu ainda era uma criança. Era baixo, careca e um pouco cheio de carnes, mas muito musculado. Era um nadador exímio e resistente. Provavelmente teria sido atleta de competição quando fora novo. Todos os dias nadava naquelas águas muito frias, da Foz do Douro, mais de uma hora seguida de manhã e outra de tarde, numa toada lenta e constante, de um lado para o outro. Era um regalo vê-lo. Como era também um mimo apreciar o amor, o desvelo e o carinho com que a dona Maria o preparava para o banho e o ajudava no fim.

Como muita gente fazia naquela época, sendo o senhor Antero careca, deixava crescer de um dos lados, onde ainda tinha cabelo, uma longa madeixa que, serpenteava, tapando grande parte do cocuruto da cabeça. Era a dona Maria que lhe serpenteava o cabelo, e, antes do banho de mar, lhe colocava uma touca de pano, que ela mesma fizera, que colando-se muito bem, qual segunda pele, evitava que esse serpenteado se desfizesse. No fim do banho, era o movimento contrário, de tirar a touca e refazer o que estivesse mal. Isto acontecia duas vezes por dia, todos os dias.

Nunca me cansei de apreciar essa demonstração, diária, de amor.

 

PRAIA DE GONDARÉM

Bem …

Os donos, concessionários em parceria com o sr. Francisco, e que detinham a parte melhor e maior da praia, eram parentes nossos, primos direitos de meu pai, e assim, era como se a praia também fosse minha.

Toda a família chegada do meu pai vinha, no mês de Agosto, para aquela praia, para a nossa barraca. Tínhamos direito a ela durante os três meses de Verão, de 15 de Junho a 15 de Setembro. Abancavam em nossa casa, vivíamos numa casa na esquina do início da Rua de Gondarém, durante os primeiros anos da minha infância, e depois, mais tarde, vinham diariamente de Paços de Ferreira, de onde saíam antes das oito horas da manhã, no carro de meu avô, atulhado de crianças, umas por cima das outras em duas e três camadas. Chegaram a vir sete primos meus, mais a tia, sem nome, simplesmente tia, que conduzia, e a outra tia A, mãe de três dos pirralhos.

A viagem diária que durava perto de uma hora para cada lado, deveria ter sido sempre uma verdadeira aventura.

Na “minha” praia, para além do primo António, dono da praia, e de sua mulher a prima Zulmira, e dos filhos deles, havia, como não poderia deixar de ser, o que hoje se chama o nadador salvador. Na altura não se chamava assim, era simplesmente o banheiro, que saberia ou não nadar.

Na praia de Gondarém, o banheiro era o sr. Joaquim Lavadeira, ou simplesmente o sr. Joaquim.

Lavadeira não era o nome dele, não sei de onde lhe veio a alcunha, mas tinha um irmão, José, que a usava também.

Hoje, a praia de Gondarém já não é o que era, poucos se recordam ou falam dos tempos passados até aos anos setenta ou mesmo oitenta e os novos nem imaginam a qualidade que tinha. Já quase só lá páram os turistas. As pessoas daqui vão até à esplanada, mas …. Fazer Praia não … que isso é no Algarve ou noutras paragens mais badaladas. A agua é fría … a areia é grossa …

Bem …

Toda a minha vida conheci o sr. Joaquim. Na altura, estava omnipresente na praia.

Durante anos, até muito perto do seu falecimento, encontrava-o com frequência, na Avenida Brasil, atarefado numa qualquer incumbência.

Homem rude, de maneiras duras, adorado por toda a gente, era ele que dava banho às crianças que ainda não sabiam nadar, e também era ele que as entrosava nas práticas e lides da natação. Sempre depois de serem respeitadas as três horas inteiras de digestão, não fosse o diabo tecê-las. Tinha um método peculiar de dar banho aos mais pequenos, e que mais tarde fiquei a saber que era usual na maior parte dos banheiros, que consistia em colocar a mão sobre a cara do puto, tapando-lhe a boca e o nariz, e mergulhá-lo de costas e rapidamente na água do mar, mesmo onde as ondas rebentavam. Os berros, gritos de gelar qualquer um, dos miúdos, eram mais que muitos, e as mães, à beira da água, quase sem molharem os pés, exultavam com o banho dos seus meninos, abafando-os depois, na toalha seca, e levando-os de volta à barraca, findo o banho, no meio de carinhos, pequenas risadas e palavras meigas, para lhes darem o lanche, que já eram horas.

Para ensinar a nadar, o sr Joaquim, tinha outros métodos. Depois de ensinar, no seco da areia, os movimentos necessários à boa execução do acto de nadar, levava os ganapos, aos três, quatro e cinco de cada vez, no barco a remos pintado de azul claro e escuro, para uma zona do mar que distaria entre trinta e cinquenta metros da praia. Aí, amarrava uma corda à cintura do primeiro, e dizia-lhe para saltar para a água. Claro que poucos o faziam à primeira, pois o escuro da água e o medo de afogamento era superior à valentia de qualquer um, e assim, se não ia de livre vontade, ia de empurrão. O esbracejar assustado, o bater de pés aflito, era o que se via de imediato, logo seguido de um acalmar gradual, quando cada um verificava que o sr Joaquim segurava firmemente na corda, e não deixava ninguém ir ao fundo. E realmente tal nunca aconteceu!

Poucos queriam repetir a façanha no dia seguinte, mas a maior parte, ou mesmo a totalidade, voltava, pois que era assim que se aprendia ali, e as mãezinhas estavam à beira da água, a ver os seus pimpolhos, e de braços cruzados, molhando os pés, iam comentando as façanhas dos meninos às outras mães enquanto não largavam os olhos do barco, não fosse acontecer algo de menos bom.

Ao longo dos anos, centenas de cachopos e cachopas, passaram pelas mãos do sr. Joaquim, na estreia de cada um nas lides do banho de mar e da natação.

A parte mais engraçada e pitoresca de tudo isto, mesmo até caricata, consistia no facto de o sr. Joaquim, quase não saber nadar. Nada que afligisse fosse quem fosse!

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O sr. Joaquim tinha ainda outras atribuições e outras características.

Montava e desmontava os paus das barracas no princípio e fim da época, punha e tirava diariamente os panos das mesmas, e guardava e recolocava na manhã seguinte, os sacos de cada uma, onde se guardavam as toalhas, as travesseiras, as mesas, as cadeiras, os baldes e mais que fosse necessário ao lazer diário durante a estadia das famílias. Quase ninguém alugava uma barraca por menos de uma quinzena, e muitos alugavam por mais de um mês.

Para além disso, e porque era amigo de copos e tainadas e também porque ganhava algum dinheirito com isso, o sr. Joaquim fazia de vez em quando uma sardinhada na areia, e, mais raramente, uma caldeirada.

Se da caldeirada eu não era fã, já da sardinhada eu salivava assim que ouvia falar que uma iria ter lugar ao fim da tarde.

Era costume da maior parte das pessoas, excepto as que moravam ali mesmo ao lado, passar o dia na praia, desde as nove da manhã até às sete e meia da tarde, almoçando de faca e garfo, no recolhimento da barraca, e dormindo depois uma pequena sesta.

Aos domingos, dia em que os habituais frequentadores descansavam e não apareciam, deixando as barracas livres, vinham de Paços de Ferreira, de Freamunde, de Lousada, de Santo Tirso, de Amarante e de outras partes, famílias inteiras passar o dia à praia. Como era costume, traziam a merenda, e não raramente havia uma família que convidava o sr. Joaquim para almoçar. Nessas alturas, e porque o repasto era sempre abundante e excelentemente regado, tornava-se-lhe impossível trabalhar de tarde e no fim do dia, obrigando os donos (concessionários) da praia, a serem eles a retirar e guardar os panos das barracas, bem assim como os sacos.

Nos dias da sardinhada, sempre um dia de semana, a meio da tarde, pelas cinco e tal, depois da hora do banho, o sr. Joaquim colocava umas pedras, já escuras de outras vezes, na areia e perto de umas rochas, quase em frente à nossa barraca, entre elas uns gravetos e bocados de madeira, e por cima, depois do fogo ateado, uma chapa, que já tinha servido montes de vezes. Na altura certa, uma a uma, centenas de sardinhas iam sendo colocadas para assar. E era ver a bicha de pessoas que se formava de imediato, cada um com um naco de broa na mão e um copo já com um qualquer líquido na outra, à espera de vez para receber a sardinha assada. E assim que se era servido, ia-se para o fim da fila, para regressar a tempo de receber outra, até acabarem.

Não sei se eram as melhores sardinhas que até hoje comi, mas tenho a certeza que nunca mais na minha vida outras quaisquer me souberam tão bem.

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Mas as férias não se compunham unicamente de praia. Havia a praia e havia o campo. E o meu campo era maioritariamente passado em Paços de Ferreira.

Na altura, com a minha infância ainda a meio, o ciclismo era uma modalidade rainha em Portugal. O hóquei em patins e o futebol, eram as outras, que moviam milhares de adeptos em delírio por esse País fora.

Como muita gente da minha geração, percorria muitos quilómetros para ver os ciclistas passarem na estrada ou para assistir a um desafio de hóquei.

Nas férias de verão, as brincadeiras reflectiam essa alegria e essa “afficcion”. E havia duas maneiras de o fazer.

Durante a parte das férias que se passavam na aldeia (vila na altura e hoje cidade), a poucas dezenas de quilómetros do Porto, fazia, em conjunto com um primo que ainda hoje é um aficionado tremendo do ciclismo, uma brincadeira que julgo ser inédita.

Contada de uma maneira simples, era assim que as coisas se passavam. Cortavam-se quadradinhos de papel, pequenos, onde se escreviam os nomes e os números dos ciclistas concorrentes à prova. De um modo geral, eram os mesmos que corriam na volta a Portugal do ano em que estávamos. As equipas, claro, eram também as mesmas. Porto, Benfica, Sporting, Sangalhos, Tavira, etc.

Jogava-se de uma maneira engraçada. Como se lembrarão, alguns poucos, a rega dos campos era feita através de regos de água que percorriam um trajecto mais ou menos grande, desde o tanque onde estava armazenada até à leira a regar, com curvas largas ou em ângulos apertados. Assim, colocavam-se os quadradinhos de papel na água, e íamos seguindo o trajecto dos “ciclistas” até à leira que se pretendia regar na altura. No fim, escrevia-se numa folha de prova, a ordem de chegada, e os pontos que cada um recolhia pela classificação que obtinha. Durante o trajecto, se um papel encalhava nas pedras ou nos paus do caminho, era de imediato solto para continuar viagem. Se insistia em encalhar, era desclassificado. Havia várias etapas, cada uma no seu campo de cultivo, ou em trajectos diferentes no mesmo campo. Estas corridas, demoravam semanas a terminar uma vez que no fim de cada etapa, era necessário secar os ciclistas. Cada etapa demorava cerca de duas horas, pelo que estávamos muito tempo entretidos com estas brincadeiras.

Durante a parte das férias que se passavam na praia, as brincadeiras eram outras. Havia corridas a pé de uma praia a outra, jogos de matraquilhos (na Praia do Molhe), natação nas águas frias da Foz do Douro (Praia de Gondarém), saltos para a água (Praia do Molhe), jogos com o prego, à babona, e acima de tudo, corridas de sameiras. Era o nosso jogo por excelência, que demorava horas a executar. Era preciso construir a pista, em areia, com subidas íngremes, descidas, pontes estreitas, saltos, túneis, zonas apertadas, zonas largas, metas volantes e meta final. Quem saísse fora da pista voltava à meta volante anterior. O jogo era simples. Pegava-se nas sameiras, e na parte interior colocava-se o número e o nome do ciclista. Eu corria com o Joaquim Leão,

Um bocado de casca de laranja para dar peso no interior da sameira, ou uma tampa plástica de garrafa com areia dentro, para dar o mesmo efeito, e toca a jogar. Na altura eu era muito bom no jogo, tinha certeza na mão, força nos dedos e técnica, que era bem necessária. Havia quem tomasse nota das classificações das etapas, e no fim da corrida, com meia dúzia de etapas que se prolongavam por uma semana, o que ganhava sentia um orgulho imenso e era considerado o melhor pelos outros.

Na altura, a meio da tarde, logo após a hora do banho, não esquecer que fazíamos as três horas inteirinhas de digestão, ao segundo, passava a senhora da língua da sogra, ou a das bolas de berlim em miniatura, e, antes ou depois, o homem das batatas fritas à inglesa. Quem tinha dinheiro (éramos poucos os que o tinham), comprava alguma dessas coisas. Eu, tradicionalmente, esperava pelo caramileiro, depois de comer um pacote de batatas. O homem, todo vestido de branco, vendia caramilos, espécie de rebuçado em forma de guarda chuva, doce, muito doce, que eu me deliciava a comer. Na barraca de meus pais, estava à minha espera um pirolito que avidamente bebia a acompanhar o caramilo.

Eram tempos bons, esses. Sabíamos brincar. Inventávamos brincadeiras. Não havia brinquedos caros que brincavam sozinhos (por vezes nem brinquedos havia), e não nos sentíamos tristes por não termos mais nada para fazer.

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Ah, esqueci-me de dizer, as sameiras, nome que na nossa zona norte dávamos às coisinhas que usávamos para brincar, eram as tampas das garrafas dos refrigerantes, que coleccionávamos (havia quem tivesse dezenas, todas diferentes).

Hoje, infelizmente perdeu-se o uso do nome, e como outras coisas que nos foram impostas por terceiros e às quais mudaram o nome, passaram a chamar-lhes caricas (caramba, que raio de nome).

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E havia ainda o jogo das cartas, que todos conhecemos e acerca dos quais me vou abster de falar.

Vou somente contar-vos uma curiosidade.

Num baralho de cartas, aquelas com que jogamos a sueca, o burro, a bisca (lambida ou não), o crapô, o King, etc., há quatro cores, essas quatro cores representam as quatro estações de cada ano, há 52 cartas que representam as 52 semanas do ano. Há doze figuras que representam os dozes meses, e a soma de todas os pontos das cartas, mais o Joker é de 365, o número de dias de cada ano.

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E nem vos falei das férias na montanha, das duas semanas inesquecíveis que em cada ano passava, numa aldeia para lá do Marão. Fica para outra altura.

 

 

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III Encontro Nacional de Literaturismo
Foz do Douro,31 de Maio e 1 de Junho

Forte de São João Baptista da Foz do Douro

Fot. de JFM

Quando as pontes também nos iluminam
É verdade, também as pontes podem iluminar-nos, dar-nos luz para a Viagem, sobretudo se começarem dentro de nós a abrir-nos aos caminhos que devem entretecer-se, em vez de estar separados ou de costas voltadas…
Como a Literatura, o Turismo, a Gastronomia, os Saberes e os Sabores, que tanto ganham em estar bem entrelaçados, ali e aqui mesmo, connosco bem pelo meio e bem perto.
Literaturismo foi a expressão que encontrámos para chave dos roteiros que queríamos trazer como se fossem só um no mapa das viagens que desejamos empreender. Juntos, nunca distantes nem separados.
Para DESCOBRIR, mas também, para Sabermos mais de nós. Melhor: Sabermos mais, e Saborearmos melhor…
Entretanto, já, agora, de passagem, sem esquecer nunca, o que Fialho de Almeida tão bem nos avisou. Vindo a propósito ou a despropósito, devemos ter sempre presente, como dizia o grande Escritor, que “um Povo que defende os seus pratos nacionais, defende o território. A invasão armada começa pela cozinha”…

José Valle de Figueiredo

PROGRAMA

DIA 31 DE MAIO – SEXTA-FEIRA
Manhã
9.15h – Abertura
José Valle de Figueiredo
9.30h
NA FOZ, ENCONTRÁMOS OS PASCOAES
Joaquim Pinto da Silva
10.0O h
PELOS CAMINHOS DE ANTO EM LEÇA
Conceição Couto e Francisco Mesquita Guimarães
10.30h
Pausa para Café
11.00h
A BALADA DE COIMBRA DE JOSÉ RÉGIO
Isabel Ponce de Leão
11.30h
OS JARDINS DE SOPHIA
José Cymbron
12.00h
O TURISMO E O PATRIMONIO INDUSTRIAL DO SÉCULO XXI
José Manuel Lopes Cordeiro

13.00h Almoço livre

TARDE
15.00H
O TÂMEGA PERDIDO DE CAMILO
Emanuel Guimarães
15.30H
SABERES E SABORES
(Bloco moderado por António Leite da Costa)
SERÁ A GASTRONOMIA UMA CIÊNCIA EXACTA?
José Augusto Maia Marques
16.00h
O BACALHAU E O PATRIMÓNIO GASTRONÓMICO NACIONAL
Ana Maria Proserpio
16.30h Pausa para Café
17.00h
A MESINHA DE S. SEBASTIÃO
António Cunha e Silva
17.30h
QUE SABORES NOS TRAZEM OS MONTES?
Desidério Rodrigues
18.00h
AS CONFEITARIAS DO PORTO
Maria Gabriela Oliveira
18.30h
INTERVALO
19.00h
JORNAL FALAD0 –“ Actualidades” actuais e antigas…(enunciados, eventos e inventos)
António Leite da Costa, Paulo Sá Machado, Albano Chaves, José Valle de Figueiredo,
(Com uma incursão no antigo Ceilão português)

20.00h
“JANTAR LITERÁRIO” COM A PRESENÇA DE RAUL BRANDÃO, ALBERT0 PIMENTEL E ARNALDO
GAMA

DIA 1 DE JUNHO – SÁBADO
9.30H
QUANDO OS NOSSO ANTEPASSADOS CHAMAM POR NÓS
José Fernando Magalhães
10.00h
PAINEL SOBRE LITERATURA, ARTES E TURISMO
Moderado por Joaquim Pinto da Silva
Paulo João Lopes da Silva (Director do Turismo da Póvoa de Varzim)
Rosário Machado (Directora da Rota do Românico)
António Aresta (Associação dos Amigos da Biblioteca Municipal de Penafiel)
Helder de Carvalho (Escultor)
César Luís de Carvalho (Comissário dos Encontros de Autores Regionais -Câmara M. de
Tarouca)

13.00h – Encerramento

GILREU

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3 Comments

  1. Obrigada pelo seu interessante artigo. (Infelizmente não pude ir à sessão.) Tive experiências parecidas na praia de Leça, onde vivi com os m/ pais e irmãos. Também vinham de Santarém (donde era natural a m/ mãe e s/ família) as primas e a avó delas para nos acompanhar,
    visto que os n/ pais não podiam. Mais tarde, já no Porto, éramos 8 no 1º WW que o m/ pai teve… INESQUECÍVEL!!!

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