LUÍSA DUCLA SOARES – 50 ANOS DE VIDA LITERÁRIA

 

No ano em que assinala 50 anos de vida literária, Luísa Ducla Soares abre-nos a porta da sua intimidade ao recordar neste livro momentos da sua vida e da sua carreira que irão fazer as delícias de todos os seus leitores – crianças e não só!

Através de histórias, ilustrações e fotografias, ficamos a conhecer Luísa: a criança, a jovem, a mãe, a avó e a escritora. Não são, naturalmente, esquecidos os mais novos, inspiradores e destinatários de grande parte da sua obra.

Informação da editora:

Luísa Ducla Soares nasceu em Lisboa a 20 de julho de 1939. É licenciada em Filologia Germânica pela Universidade Clássica de Lisboa.
Iniciou a sua atividade profissional como tradutora, consultora literária e jornalista, tendo sido diretora da revista de divulgação cultural Vida (1971-2).
Colaboradora de diversos jornais e revistas, estreou-se com um livro de poemas, Contrato, em 1970.
Foi Adjunta do Gabinete do Ministro da Educação (1976-8).
Trabalhou de 1979 a 2009 na Biblioteca Nacional onde iniciou a sua atividade realizando uma bibliografia da literatura para crianças em Portugal. Foi assessora principal desta instituição e responsável pela Área de Informação Bibliográfica. Aí organizou, no centenário de Andersen, uma exposição, acompanhada de catálogo, sobre Andersen em Portugal e diversas exposições.
Dedicada especialmente à literatura para crianças e jovens, em prosa bem como em poesia, publicou mais de uma centena de obras neste domínio.
Muitos dos seus poemas foram musicados (por Suzana Ralha, Daniel Completo, João Portugal, Óscar Ribeiro e outros compositores) tendo sido editados em diversos CDs.


Escreveu guiões televisivos sobre língua portuguesa para os mais jovens.
É sócia fundadora do Instituto de Apoio à Criança.
Realizou todos os sites de Internet da Presidência da República para crianças e jovens no mandato do Presidente Jorge Sampaio.
Tem elaborado para o Instituto Português do Livro e das Bibliotecas e para o Ministério da Educação diversas publicações seletivas da literatura infantil nacional e internacional.

Junto de escolas e bibliotecas, desenvolve regularmente ações de incentivo à leitura.
Participa frequentemente em colóquios e encontros, apresentando conferências e comunicações sobre problemática relacionada com os jovens e a leitura e sobre literatura para os mais novos.
Recusou, por motivos políticos, o Grande Prémio de Literatura Infantil com que o SNI pretendeu distinguir o seu livro História da Papoila em 1973. Recebeu o Prémio Calouste Gulbenkian para o melhor livro do biénio 1984-5 por 6 Histórias de Encantar e foi galardoada com o Grande Prémio Calouste Gulbenkian pelo conjunto da sua obra em 1996. Foi candidata de Portugal ao Prémio Andersen.
Em 2004 foi escolhida pela Secção Portuguesa do IBBY (International Board on Books for Young People ) como candidata ao Prémio Hans Christian Andersen .
Em 2009 a Sociedade Portuguesa de Autores distinguiu-a com a sua Medalha de Honra.
Em 2010 foi proposta pela DGLB como candidata de Portugal ao Prémio Ibero-Americano SM de Literatura Infantil e Juvenil.

Em declarações à TSF, a escritora declarou que  nunca tinha escrito sobre ela, mas confessa que gostou, “porque os miúdos querem saber o que é um escritor, na realidade”. Quem é, como vive, do que gosta, o que faz e o que fez também, na idade dos miúdos. As ilustrações de Ângela Vieira desenham as histórias da vida de Luísa, que hoje continua a sentar-se em frente ao computador para falar com os jovens e com as crianças que não pode visitar. O trabalho foi a sua tábua de salvação “no naufrágio colectivo desta pandemia”.

 

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