Em Viagem pela Indochina – 6 – Laos por António Gomes Marques

 

 

 

Em Viagem pela Indochina – 6

por António Gomes Marques

 

III-1 – LAOS

No 4.º dia da viagem, gastámos a manhã a visitar dois templos na zona de Angkor: o Templo Banteay Srei, também designado como a Cidadela das Mulheres, do séc. X, construído em homenagem ao deus hindú Shiva, e um outro conhecido como o pequeno Angkor Wat.

Após o almoço num restaurante local, partimos a meio da tarde, em um avião da Lao Airlines, dizendo adeus ao Camboja, com destino a Luang Prabang, no Laos, tendo-se chegado ao hotel um pouco antes do jantar.

Durante o voo, pudemos observar o quão montanhoso é o Laos, para além da predominância do verde, a que os nossos olhos ficam presos.

Mapa do Laos (in https://pt.wikipedia.org/wiki/Geografia_do_Laos)

 

O hotel foi uma agradável surpresa, não só pela beleza dos seus jardins, como pela sua localização: à beira do rio Mekong, que por fim encontrámos.

Passados estes primeiros dias de viagem, as pessoas já começavam a aproximar-se, tornando a conversação mais agradável, menos formal. O jantar aprofundou a aproximação e alguns grupos começaram a formar-se, como aconteceu comigo, a Célia, a minha mulher, e um outro casal, a Conceição e o Francis Dussel, tendo facilitado essa aproximação não só o «grande embaixador» que dá pelo nome de vinho, mas também as nacionalidades portuguesa e francesa para isso contribuíram, ou seja, começámos a partilhar a garrafa de vinho às refeições, deixando assim a cerveja de lado. Ufa, que alívio!

No dia seguinte, bem cedo, o percurso entre o quarto e o restaurante foi um deslumbramento, o que na noite anterior já tinha dado para adivinhar.

Luang Prabang: jardim do hotel, com o rio Mekong como fundo (fotografia Célia Marques)
Idem (fotografia AGM)

 

Mas, além da beleza do jardim, que estas fotografias não traduzem na totalidade, outra surpresa nos esperava, como se mostra na fotografia seguinte:

Fotografia Célia Marques

 

Mostra-se pela minha tranquilidade e aproximação que nada havia a temer, tendo em consideração a mansidão do búfalo.

Ao pequeno almoço seguiram-se as visitas programadas aos mais importantes monumentos: Wat Visoun —também conhecido como Wat Wisunarat—, considerado o templo budista mais antigo de Luang Prabang, que inclui a Estupa That Makmo (1), em forma de melão e por isso a designação, embora o original seja That Pathum (Estupa Lotus), que se mostra na fotografia abaixo:

in: https://www.caingram.info/Indochina/Laos/Luang_prabang/that_pathum.htm

O templo fica fora da área principal da cidade velha. Como ano de construção é indicado 1513, no reinado de Wisunarat (1501-1520), dele recebendo o nome.

Durante uns tempos, foi o Museu de Artes Religiosas.

Não pudemos conhecer o seu interior, mas ficámos a saber que o seu recheio era composto por ricas estátuas douradas de Buda, feitas de jade, ouro e pedras preciosas. Segundo o guia, bandos de combatentes das chamadas guerras de Haw, vindos fugidos da China, invadiram o Laos. Na ocupação que se seguiu, destruíram templos e, abrindo a Estupa, descobriram as estátuas e roubaram a maioria delas, no final do séc. XIX, ao serem expulsos por uma combinação de forças francesas, siamesas e laosianas. O que restou do tesouro ali guardado, está agora em exibição no Museu Nacional, no antigo Palácio Real, que visitámos. (2)

Ao lado deste templo, encontra-se um outro, o Wat Aham, construído em 1818 no mesmo local onde houve um outro mais antigo, de 1527.

«O templo de Wat Aham, Luang Prabang, Laos significa “O Mosteiro do Coração Aberto”. Na fronteira com Wat Visoun, este templo era um local para mediação e reuniões entre a cultura espiritual e a prática budista. (…) Ao contrário de outros pagodes em Luang Prabang, não há decoração exterior nas paredes da galeria. Dois stupas estão de frente para a entrada do templo. Durante a maior parte do século 19, Wat Aham serviu como residência dos Sankhalat, o patriarca supremo do budismo.» (3)

Sentámo-nos à sombra das árvores que estão à esquerda do templo para que o guia nos desse as explicações sobre o Wat Wisunarat e também sobre o templo de que agora nos ocupamos.

Falou o guia de uma tradição que considera abrigarem as árvores o espírito guardião de Luang Prabang, o Devata Luang, sendo o templo muito importante na história do budismo. Para além de ser um dos locais de adoração espiritual mais significativos de Luang Prabang.

in http://voyagesdechannaryetfrancois.com/nos-voyages/laos/temple-wat-aham-luang-prabang-laos/

«Acredita-se que, por volta do século XIV, no local onde atualmente se encontra o Wat Aham, um santuário tenha sido construído para Pu No e Na No, os dois espíritos guardiões de Luang Prabang.

Quase dois séculos depois, durante o reinado do rei Phothisarath, os santuários foram destruídos. O rei era um budista devoto que trabalhava para acabar com o animismo e a adoração ao espírito. Ele destruiu os santuários e construiu um templo budista no local, o Wat Aham. Quando logo após a cidade de Luang Prabang ter sido atingida por vários desastres, incluindo doenças, seca e colheita fracassada, a população local acreditou que a destruição dos santuários espirituais era a causa. Durante o reinado do rei que se seguiu, os santuários foram reconstruídos. Quando as casas espirituais foram destruídas novamente no século XX, acreditava-se que os espíritos tinham tomado como residência as grandes figueiras no terreno do templo. Ainda hoje os espíritos são lembrados durante as celebrações do ano novo no Laos.». (4)

Visitámos também o Palácio Real, uma mistura de estilo colonial francês e arquitectura tradicional do Laos —lembremos que o Laos foi também, como o Camboja e o Vietname, um protectorado de França, integrando a chamada Indochina francesa, o que abordaremos no capítulo dedicado à História do Laos—, construído em 1904, em tijolo e madeira de teca, sendo, desde 1995, o Museu Nacional de Luang Prabang.

O Haw Kham, que significa Palácio Dourado, foi mandado construir pelo Rei Sisavangvong, para ser a casa da família real, mas, em 1975, quando o Partido Comunista do Laos ocupou o poder, a família real foi expulsa e o palácio fechado e, como já referido, mais tarde convertido em Museu Nacional.

Para se entrar no Palácio/Museu Nacional é obrigatório, para além do pagamento da entrada, deixar as mochilas ou qualquer tipo de mala numa sala disponibilizada para o efeito no teatro (de que já falaremos), assim como a máquina fotográfica e/ou a máquina de filmar. À entrada, temos ainda de deixar os sapatos e as senhoras têm de vestir calças ou saias compridas, podendo estas ser fornecidas gratuitamente, no caso de alguma senhora estar vestida com mini-saia.

Palácio Real (fotografia AGM)
Outra fotografia do Palácio Real, hoje Museu Nacional, ou o Haw Kham, seu nome oficial (5)

Habitualmente, ouve-se falar de «luxo asiático» quando se referem palácios de reis naquele continente; aqui, para surpresa nossa e minha em particular, não vemos esse tipo de luxo, mas apenas a que nos disseram ser a mobília e decoração originais do Palácio Real, bastante simples, bela, como a beleza deve ser. Podemos também ver escadarias de mármore, objectos de arte valiosos, uma colecção de armas e pinturas murais com motivos da vida no Laos.

Há um outro edifício no mesmo estilo — o Teatro Phalak Phalam, com uma programação para todo o ano, de teatro e dança, afixada à entrada:

Edifício do teatro e, em primeiro plano, o último rei do Laos, Sisavangvong (fotografia AGM)

Do conjunto do Palácio Real, faz ainda parte o belíssimo Templo Haw Pha Bang (Wat Ho Pha Bang), que encontramos à nossa direita quando entramos no recinto do Palácio Real.

Julgamos ser, ao vê-lo, um templo antigo; no entanto, a sua construção teve início em 1963, tendo sido concluído apenas em 2006, devido à interrupção da obra aquando da tomada do poder pelos comunistas.

Templo Haw Pha Bang (in: https://pt.vietnamitasenmadrid.com/laos/palacio-real-luang-prabang.html)

Entre o teatro e este templo, podemos admirar os jardins e algumas fontes.

A entrada no templo é gratuita, mas não podendo fotografar no seu interior fazem-se as fotografias possíveis antes de entrar. Dentro, encontra-se a estátua do Buda Phra Bang, que é o mais sagrado e venerado no Laos.

Seguindo a lenda, a estátua, com 83 centímetros de altura, terá sido construída há 2.000 anos, no Sri Lanka, de onde, ainda segundo a lenda, foi roubada.

O autor, antes da entrada no templo
Fotografia AGM

Podemos ver outra fotografia que nos mostra uma parte do jardim, entre o Palácio Real e o teatro:

Fotografia AGM

Um dos templos mais belos que vimos é o Wat Xieng Thong e também um dos maiores, com arquitectura laosiana do séc. XVI, onde se realizava a coroação dos reis.

Fotografia AGM

Em Luang Prabang existem 30 templos e, como se compreenderá tendo em conta o tempo que ali permanecemos, não seria possível visitar todos; não obstante, o que vimos foi suficiente para percebermos a razão por que se chama a Luang Prabang a Cidade Dourada.

Interior de um outro templo budista (Fotografia AGM)

Após o almoço, fomos visitar as Cataratas de Kuang Si.

Mapa com a estrada entre Luang Prabang e Kuang Si

Estão situadas no Parque Tat Kuang Si, a 29,7 km de Luang Prabang, por uma estrada que acompanha o rio Mekong, como se mostra no mapa Google acima reproduzido.

Foi-nos dada a informação de que poderíamos nadar numa das suas piscinas naturais, umas mais profundas do que outras, para o que me preparei, assim como outros companheiros de viagem. Ao chegarmos, mal tínhamos entrado no parque, estando já próximos das «gaiolas» onde se podem ver vários ursos pretos asiáticos, já na área florestal e depois de passarmos por vários estabelecimentos de comida —chamemos-lhes restaurantes—, recebemos uma notícia que nos incomodou: um jovem chinês, ao mergulhar, terá batido com a cabeça numa rocha e estaria à beira da morte, o que de imediato nos tirou toda a vontade que trazíamos para nadar um pouco. Continuando a subir por entre a vegetação, acabámos por nos deparar com uma equipa de socorro a tentar reanimar o jovem, ficando também a saber-se que o jovem não bateu com a cabeça mas que terá tido um choque de temperatura, ficando  inânime, tendo sido infrutíferas as tentativas de reanimação, com a consequente morte do jovem chinês.

Afastámo-nos e lá fomos tentar fazer a programada visita.

Fotografia AGM

A queda da água proporciona um belo espectáculo, em que os nossos olhos se perdem, sobretudo com a cor verde-esmeralda da água, com as várias piscinas naturais que se formaram ao longo da queda, que podemos admirar com facilidade graças aos caminhos que vão bordejando a queda da água e com algumas pontes construídas para melhor podermos observar as cascatas de piscina para piscina.

Fotografia AGM

Pode também subir-se por um trilho, aberto para o efeito, até ao cume da queda-d’água, onde existe uma outra piscina natural, muitíssimo maior do que qualquer das outras que se foram formando ao longo da queda-d’água.

À noite, antes e depois de jantar, pudemos percorrer a longa rua do restaurante, uma das principais da cidade, junto ao Museu Nacional, em que pudemos apreciar, a céu aberto e em algumas lojas, muitos produtos artesanais e não só, acabando por fazer uma ou outra compra, o que não tínhamos tido oportunidade de fazer aquando da visita aos templos, nomeadamente aos que estão inseridos no recinto do Palácio Real/Museu Nacional de Luang Prabang.

O dia seguinte começou às 6h00, para assistirmos à procissão habitual dos monges, a quem, como fazem os cidadãos laosianos, se distribuem alimentos, pois, como escrevi na parte relativa ao Camboja, «No budismo, os leigos —homens e mulheres— tornam-se doadores de alimentos, vestuário, alojamento, medicamentos e defensores da comunidade monástica», ou seja, todos estes produtos são oferecidos aos monges pelos laosianos sentados, em absoluto silêncio, ao longo das ruas por onde os monges vão desfilando.

Antes das 6h00, aguardando a passagem dos monges (fotografia AGM)

Também participámos nestas oferendas, tendo-nos sido distribuída uma tigela com arroz cozido, que nós íamos introduzindo, em pequenas quantidades e com as próprias mãos, em tigelas maiores que os monges transportavam.

Fotografia AGM

Trata-se da cerimónia de Tak Bat, uma tradição ancestral na cultura budista do Laos. Os habitantes laosianos não comparecerem um dia com as oferendas de alimentos é impensável, os monges não teriam comida para esse dia.

Cada templo budista tem as suas ruas pré-definidas, não havendo assim qualquer atropelo ou disputa entre eles, o que também, atendendo à cultura budista Theravâda, seria impossível acontecer.

O guia teve a preocupação de nos explicar que deveríamos:

  • ir vestidos apropriadamente, ombros, estômago e pernas cobertos;

  • não olhar os monges olhos nos olhos;

  • não tentar as famigeradas «selfies» nem utilizar o «flash»;

  • manter um absoluto silêncio;

  • permanecer sentados ou com os joelhos dobrados e

  • nunca tocar num monge.

Regressámos ao hotel para tomar o pequeno-almoço e, depois, fizemos uma das visitas mais impressionantes, na perspectiva de um ocidental, ao mercado de produtos alimentares em plena rua, o mercado Talat Pakham, que acontece durante a manhã numa rua ao lado do antigo Palácio Real, hoje Museu Nacional.

Para além dos produtos alimentares comuns, podemos ali ver à venda outro tipo de alimentos que costumamos rejeitar, desde baratas e outros insectos fritos, ratos grelhados e outros, mas não me recordo de ter visto cobras naquele mercado, sendo possível encontrá-las ali ou noutro mercado de alimentos. Também ali vimos à venda sapos, com a curiosidade de estarem vivos, como acontece com os galináceos, por exemplo. A minha estranheza levou-me a interrogar o guia, o qual me explicou que os sapos são cozinhados (cozidos, fritos, assados, … não sei, nem perguntei) mas, antes, terão de ser mortos e esfolados por alguém com conhecimento, dado que o sapo é portador de um veneno que pode matar se não for cuidadosamente separado das partes que serão utilizadas na alimentação, sobretudo de pessoas, crianças normalmente, subnutridas ou com anemia, segundo ele me informou.

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Fotografia AGM

O mercado é bem extenso e não faltam os bens essenciais. Todas as transacções se fazem sem atropelos, sem gritos e os vendedores exibindo sempre um sorriso simpático, quer compremos ou não.

Evidentemente, também há produtos com que estamos mais familiarizados:

Mercado Talat Pakham (Fotografia AGM)

Visitámos ainda um centro de artesanato têxtil, onde, para além dos bichos-da-seda «devorando» o seu habitual alimento, com destaque para as folhas de amoreira, pudemos ver os produtos ali elaborados nos teares que as fotografias abaixo mostram, onde se destacam os belíssimos lenços de seda.

Fotografia AGM
Centro de artesanato têxtil Ock Pok Tok (Fotografia AGM)

Foi, entretanto, chegado o momento de embarque para um longo passeio de barco no rio Mekong, com destino às Grutas de Pak Ou.

Fotografia AGM

Ao longo do percurso pudemos observar a importância do rio para a vida dos laosianos, não só para o transporte de mercadorias, mas também de pessoas, além da actividade piscatória. Ao longo das margens podemos tentar adivinhar o papel importante dos búfalos na economia agrícola do Laos. Neste percurso que fizemos no rio Mekong a partir de Luang Prabang, temos a percepção de que a vida dos laosianos aqui residentes é desenvolvida nas margens do rio, em milhares de ilhotas espalhadas pelas curvas do rio e nas várias aldeias ao longo do Mekong.

Fotografia AGM

É uma vida calma, sem correrias; quando nos cruzamos com um cidadão ou uma cidadã deste país, logo somos contemplados com um sorriso acolhedor. Eu que sou ateu apercebi-me de um sentimento de espiritualidade, não me ocorrendo outra expressão, que se vive em Luang Prabang, um sentimento de calma que nos faz sentir bem connosco e com os outros. Não há luxo no modo de vida deste povo, mas também não me pareceu que isso seja uma das suas preocupações. Vivem calmamente, sem pressas, nas muitas aldeias junto às margens do grande rio.

Já na última parte do percurso, pudemos observar uma obra que anuncia a modernidade de que o Laos parece um pouco afastado, ao vermos uns enormes pilares de uma ponte ferroviária em construção sobre o rio Mekong, que ligará Kunming, na província chinesa de Yunnan, à capital do Laos, Vientiane.

Em 27-02-2019, com a neblina a não se condoer do amadorismo do fotógrafo (foto AGM)

Trata-se de uma obra importante para as economias da China e do Laos, sobretudo para a China, que até financiou a sua construção em 70%, tornando-se sua proprietária em igual percentagem, ficando os restantes 30% propriedade do Laos, que também completou o financiamento para os necessários 100% do seu custo.

Há quem tema que esta linha de alta velocidade venha a prejudicar não só a economia de Luang Prabang, mas também o modo de vida dos seus habitantes, cidade que é, não o esqueçamos, Património Mundial da UNESCO desde 1995. A influência chinesa, com todo o seu poder económico, irá acentuar-se e temo, o que é uma grande probabilidade, que as lojas chinesas venham a preponderar no comércio de Luang Prabang.

Será assim? Desejo ardentemente enganar-me nesta previsão e faço votos para que a harmonia com que se vive hoje na antiga capital do Laos, mas ainda a sua capital cultural, não se perca para sempre.

Ponte concluída (fonte: Diário do Povo Online)

A fotografia acima reproduzida da ponte, já conhecida como Luang Prabang Mekong, mostra-a no dia 29 de Julho de 2019, Domingo, dia em que foi concluída a sua secção principal, sete meses antes do prazo previsto para a sua conclusão, segundo o Diário do Povo Online, fonte esta que utilizámos. Daqui até ao terminal da linha ferroviária já referida, Vientiane, distam cerca de 220 km.

Fotografia AGM

Pouco tempo depois de passarmos aquela ponte, na altura ainda em construção como referimos, chegámos às Grutas de Pak Ou, perto da foz do rio Ou.

São constituídas por duas cavernas, a inferior (Tham Ting) e a superior (Tham Theung), a 25 km ao Norte de Luang Prabang, com vista para o rio Mekong, conforme fotografia acima.

Famosas pelas suas mais de 4.000 esculturas em miniatura de Buda, com os mais diversos tamanhos e diferentes posições, dentro da tradição, ou seja, em meditação, ensino, reclinação, paz, …

Fotografia AGM

Na margem oposta à das grutas, está o restaurante onde acabámos por almoçar.

Antes, perto do restaurante, pudemos visitar uma «fábrica» artesanal de aguardente de arroz, que provámos, acompanhada de uns pequenos peixes do rio, do tamanho dos nossos conhecidos joaquinzinhos, bem saborosos, devemos dizê-lo, mas não menos saborosa a aguardente.

Após o almoço, subimos para o autocarro que nos aguardava para nos levar ao aeroporto, havendo ainda lugar, no percurso, para uma rápida visita a uma pequena fábrica do tradicional papel de Saa, na aldeia de Ban Xang Khong, a cujo processo de fabrico assistimos. A aldeia é também famosa pelo fabrico de seda.

Por fim, lá dissemos adeus ao Laos, tomando o avião da Lao Airlines, com destino à capital do Vietname, Hanói.

Porém, antes de abordarmos a parte da viagem no Vietname, vamos deter-nos em alguns dados do Laos, a começar pela sua História.

NOTAS

  1. Estupa: monumento bramanista ou budista para guardar relíquias e marcar o carácter sagrado do lugar …, ger. com uma grande cúpula sobre base quadrangular, encimada por balcão e cercada por balaustradas que tb. delimitam, à frente, um pátio em ferradura, aberto por um ou mais portais com relevos (Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa);
  2. Consulte-se http://asiaforvisitors.com/laos/prabang/melon/
  3. in http://voyagesdechannaryetfrancois.com/nos-voyages/laos/temple-wat-aham-luang-prabang-laos/
  4. in: https://www.renown-travel.com/laos/temples/wat-aham.html, com ligeiríssimas alterações da nossa parte na transcrição;
  5. in: https://pt.vietnamitasenmadrid.com/laos/palacio-real-luang-prabang.html;

 

 

 

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