EDITORIAL – TSIPRAS, A GRÉCIA E A UNIÃO EUROPEIA

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A vitória de Alexis Tsipras e do Syriza nas eleições de ontem só surpreende quem ande à procura de ser surpreendido.  É verdade que perderam quatro deputados em relação às eleições de 25 de Janeiro , e que tiveram de renovar a aliança com os Gregos Independentes, que perderam três deputados, e que a abstenção aumentou consideravelmente. Mas, olhando ao desgaste que foram sujeitos nestes últimos meses, tem um grande significado esta reeleição. Um grande número de gregos confia em Tsipras e nas suas propostas, apesar de reconhecerem que a cedência perante a chantagem de Merkel e dos 18 lacaios trouxe grandes encargos para o país. A análise quantitativa do último acordo é muito penalizadora. Contudo, alargada a todo o processo, permite ter-se uma visão da opressão a que estão a ser sujeitas as nações periféricas da Europa, e também (diria: sobretudo) as suas classes trabalhadoras e os seus cidadãos mais desprovidos.

Tsipras e os seus apoiantes e aliados vão ter de desenvolver um grande esforço nos próximos anos para ajudarem os gregos a suportarem a opressão austeritária. Basta ouvir o incrível Martin Schulz, social-democrata, presidente do parlamento europeu, cujo partido  participa no governo alemão em conjunto com a CDU de Angela Merkel, censurar Tsipras por fazer aliança com os Gregos Independentes, que classifica como de extrema-direita, para percebermos que as dificuldades ao nível europeu (da União Europeia e das suas instituições), serão cada vez maiores. Será que os Gregos Independentes estão realmente mais á direita da CDU ou da CSU alemãs? Veja-se bem. Entretanto, as chamadas instituições europeias não abdicam de querer impor as suas medidas sobre os povos. Aí reside o grande problema.

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4789228&page=1

http://www.infogrecia.net/2015/09/eleitores-gregos-derrotam-sondagens-outra-vez/

http://www.esquerda.net/artigo/syriza-vence-eleicoes-na-grecia/38742

 

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