por Rui Oliveira
Desta vez é a temporada no Centro Cultural de Belém que se inicia através do Concerto de Outono já tradicional, onde o ensemble em residência DSCH Schostakovich Ensemble, sob a direcção de Filipe Pinto-Ribeiro, apresenta em palco sucessivamente um ensemble barroco, um piano solo e um quinteto de tango para interpretar, respectivamente, as Quatro Estações de António Vivaldi (com Tatiana Samouil como violino solo), As Estações de Piotr Ilitch Tchaikovsky (com Filipe Pinto-Ribeiro ao piano) e as Quatro Estações de Buenos Aires de Astor Piazolla (com Marcelo Nisinman bandonéon, Christian Danowicz violino, Pedro Madaleno guitarra eléctrica, Natalia Kuchaeva piano e Mário Rodrigues contrabaixo).
Três sonoridades distintas sobre três obras-primas de três compositores de séculos distintos, XVIII, XIX e XX “que se irão cruzar ao longo do concerto e estabelecer paralelos e contrastes surpreendentes”, propõe o programa.
Como estamos em Setembro, ouça-se a execução por outro pianista (Mikhail Pletnev) da ária relativa a este mês pertencente à peça talvez menos divulgada, a Op.37b As Estações de Tchaikovsky, em Junho de 2006 em Londres :
Entretanto na cidade, encerrando o “Lisboa na Rua”, teremos Marta Hugon e Dj Lucky na Tapada das Necessidades, às 17h, cumprindo mais um Meo Out Jazz.
Mais tarde, às 19h, o Quinteto de Sopros da Metropolitana (Francisco Barbosa flauta, Catarina Castro oboé, Sérgio Coelho clarinete, Tatiana Martins fagote e João Gaspar trompa) reproduzirá num último Clássicos de Rua na Praça Luís de Camões o seu programa de Gabriel Perné, Eurico Carrapatoso, Astor Piazolla, György Ligeti, Gunther Schuller e Didier Favre.
Oportunidade também para (re)visitar a mostra “O Virtuoso Criador – Joaquim Machado de Castro” presente no mesmo museu até 30 de Setembro.
Com encenação de Jorge Silva Melo, tem interpretação de Alexandra Viveiros, Américo Silva, Andreia Bento, António Simão, Rúben Gomes e Tiago Matias.
Sendo a sua primeira peça, em 1957, dela se disse desde logo : “Teatralmente, Feliz Aniversário é cativante. É espirituosa. As personagens são fascinantes. O enredo, que consiste em todo o tipo de arabescos verbais e explorações da memória e da imaginação, como se saísse por uma torneira, é de primeira qualidade. Toda a peça tem a atmosfera de terror delicioso, inatingível e de pôr os cabelos em pé que também possuem as melhores histórias do mundo. Pinter percebeu um dos factos mais básicos da existência humana: vivemos à beira do desastre.”
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Sexta aqui )

