por Rui Oliveira
O Domingo 3 de Março será calmo e quase deserto de eventos culturais (porventura um repouso para a agitação da véspera…), assinalando-se apenas os encontros seguintes., quase todos “centrados” no CCB.
Assim, o Centro Cultural de Belém, que na véspera (Sábado 2 de Março) organizara no seu Grande Auditório o concerto anual de Os Violinhos & Convidados com um repertório direccionado para as famílias, volta ao mesmo universo de público com novo Concerto para Famílias, também no Grande Auditório.
No Sábado, às 16h, a orquestra Os Violinhos (selecção dos 40 melhores alunos da Academia de Música de Lisboa) interpretara, com a sua habitual energia, algumas das mais célebres obras de Vivaldi, de Bach, de Dvořák, de Brahms, de Bartók, de Shostakovich, não esquecendo alguns arranjos originais de fado para a Orquestra.
No Domingo 3 de Março, às 11h30 no Grande Auditório, representa-se “A história do dinossauro Sue”, um conto musical trazido pelo programa Caixa de Música.
Concomitantemente será mostrado o filme construído a partir dos trabalhos feitos pelas crianças participantes no Ateliê Caixa de Música à volta da história do dinossauro Sue, que teve a realização/montagem de Rui Oliveira com Jorge Humberto na direcção de fotografia /captação de imagem.
Curiosamente às 11h30 desse mesmo Domingo 3 de Março, agora na Sala Luís de Freitas Branco do Centro Cultural de Belém, o seu programa Bom Dia Música organiza uma prestação do Coro de Câmara da Universidade de Lisboa, dirigido por Luís Filipe Almeida, intitulada “Cristo: Um Percurso Britânico”.
ANUNCIAÇÃO Henry Purcell Magnificat em Sol menor
NASCIMENTO Richard Rodney Bennett 5 Carols There is no rose
Out of your sleep
That Younge Child
Sweet was the Song
Susanni
VIDA Henry Purcell I was glad
Charles Villiers Stanford Beati quorum via
Thomas Tallis This is my commandment
Richard Rodney Bennett Sanctus
MORTE James MacMillan Agnus Dei
John Tavener Funeral Ikos
RESSURREIÇÃO Richard Rodney Bennett Gloria
Para conhecer as capacidades melódicas deste Coro ouça-se, em temas muito diferentes, a sua interpretação de música portuguesa desde Rústica de Fernando Lopes-Graça, Liberdade de Ronaldo Miranda, Venham Mais Cinco arranjo de Eurico Carrapatoso e Grândola Vila Morena arranjo de Lopes-Graça, ambos temas de Zeca Afonso aqui http://youtu.be/Os8oL8LM7ME
Dos temas do programa nenhum se encontra ainda gravado pelo Coro de Câmara da Universidade de Lisboa. Deixamos-lhe aqui a interpretação da primeira peça Magnificat de Henry Purcell por um coro português, o Coro Anonymus, actuando em Freamunde em Julho de 2010, bem como o acesso, para comparação, de interpretação equivalente feita por um agrupamento estrangeiro (não necessariamente melhor), o Schütz Ensemble cantando na Holanda em Dezembro de 2011 aqui http://youtu.be/hTVDOBFcuKA
Termina no São Luiz TM o terceiro dia do Ciclo Carl Einstein que ontem largamente noticiámos e que prossegue na Segunda no Goethe-Institut, a principal entidade sua organizadora.
Intervêm os actores Luisa Cruz e Luís Madureira, os cantores Rita Tavares (alto) e Carlos Monteiro (tenor) e a Camerata de Sopros Silva Dionísio (dirigida por Alberto Roque e constituida por Sara Marques flauta, Daniel Frazão clarinete, Philippe Trovão saxofone, Jorge Cardoso 1º corne inglês, Artur Rouquina 2º corne inglês, Jaime Pascoal trombone, Stéphanie Manzo harpa, Philippe Marques piano e Domingos Ribeiro contrabaixo.
Segue-se um debate com o compositor Juan Allende-Blin, Alberto Roque e Nicholas McNair
Por último, como vem sendo hábito, recordamos que encerra a 30 de Março, no Museu Nacional de Arte Antiga (às Janelas Verdes) a mostra intitulada “A ARQUITECTURA IMAGINÁRIA – Pintura, Escultura, Artes Decorativas” que ali se encontra na Galeria de exposições temporárias (Piso 0).
Repensando a arquitectura enquanto território utópico e conceptual – e assumindo que projectar é pura fantasia, capaz de contaminar as várias disciplinas artísticas -, a exposição promove um ângulo novo de aproximação à pintura, à escultura, à ourivesaria, às artes decorativas.
Sugere-se pois uma extraordinária viagem por um eclético universo de centena e meia de obras, do MNAA e de outras colecções, públicas e privadas, do século XIV aos nossos dias. Ilustrando diferentes apropriações dos valores e recursos da arquitectura, a mostra divide-se em sete núcleos: A arquitectura enquanto ideia; Idear a arquitectura; A microarquitectura; A arquitectura enquanto metáfora; A arquitectura enquanto ordem; A arquitectura enquanto autoridade; A arquitectura imaginária.
A não perder.
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Sexta aqui)


