por Rui Oliveira
Começaríamos o registo de eventos desta Quinta-feira 14 de Março pelo concerto que às 21h terá lugar no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, concerto totalmente dedicado a Beethoven onde o maestro Lawrence Foster dirige o Coro e a Orquestra Gulbenkian residentes e terá a colaboração interpretativa dos cantores Noah Stewart (tenor), Simona Ivas (meio-soprano), Michaela Kaune (soprano) e Philipe Fourcade (barítono) (figuras acima da esq. pª dir.). O actor Fernando Luís junta-se aos quatro solistas no papel de narrador.
O programa «beethoviano» desenrolar-se-á em duas semanas, ouvindo-se na primeira :
Ludwig van Beethoven Egmont, op. 84 (música de cena)
Missa em Dó maior, op. 86
Ouça-se em seguida a Abertura de “Egmont” (a primeira parte das dez que constituem a obra), texto musical muito divulgado e celebrizado até como hino de certas insurreições (como a húngara) contra totalitarismos. Escrita em 1809/10 sobre o texto homónimo de Goethe de 1797, já traduzirá, no seu elogio do sacrifício dum herói (o Conde de Egmont) que lutava contra a opressão, a viragem anti-napoleónica de Beethoven após a coroação deste como Imperador. Aqui os intérpretes são a Filarmónica de Viena dirigida por Christian Thielemann no Musikverein (Viena) :
Falamos do Recital de violino, viola e violoncelo que às 13h na Sala dos Espelhos do Palácio Foz dará o Sexteto de Cordas de Dvořák composto pelos Solistas da Metropolitana Alexêi Tolpygo violino, Carlos Damas violino, Alexandre Delgado viola, Valentin Petrov viola, Guenrikh Elessine violoncelo e Peter Flanagan violoncelo.
Irão tocar de Franz Schubert – Trio de Cordas em Si bemol maior, D. 471 e de Antonín Dvořák – Sexteto de Cordas em Lá maior, op. 48.
Recordemos que, oriundo do Cáucaso, o pianista estudou com Lev Naumov (um seguidor dos métodos de Heinrich Neuhaus) e, aos 21 anos, ganhou o “Grand Prix” e o “Prix du Prince Rainier” no Concurso Marguerite Long-Jacques Thibaud em Paris. Depois, anos mais tarde, ficaria em 1º no Van Cliburn International Piano Competition (USA) com a melhor interpretação duma peça de Rachmaninov e de outra de música contemporânea.
Nota : Este concerto é repetido na Sexta-feira 15 de Março, às 19h, no Auditório da Escola Secundária de Camões (como Concerto Antena 2).
Outros Solistas da Metropolitana estarão, também na Quinta-feira 14 de Março, na Sociedade Portuguesa de Autores, às 18h30 para um concerto Claude Debussy.
Aí Diana Tzonkova violino, Ercole de Conca contrabaixo e Savka Konjikusic piano irão interpretar de Claude Debussy :
− Sonata para Contrabaixo e Piano em Ré menor (original para violoncelo e piano; transcrição de Ercole de Conca)
− Sonata para Violino e Piano em Sol menor
− Trio para Violino, Contrabaixo e Piano em Sol maior (orig. para violino, violoncelo e piano; transc. de Ercole de Conca)
Nota : Este concerto é repetido no Sábado 16 de Março, às 16h, no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG).
Ainda outros também Solistas da Metropolitana actuarão, na Quinta-feira 14 de Março, às 19h, no El Corte Inglés de Lisboa num concerto comentado por Alexandre Delgado.
Será o Quinteto de Schubert composto por Bin Chao violino, José Teixeira violino, Irma Skenderi viola, Paulo Gaio Lima violoncelo e Ana Cláudia Serrão violoncelo que interpretará de Franz Schubert o Quinteto de Cordas em Dó maior, D. 956.
Nota : Igualmente este concerto se repete no Sábado 16 de Março, às 17h, no Museu do Oriente (concerto comentado por Rui Campos Leitão).
Passando agora ao teatro, estreia no palco do Grande Auditório da Culturgest, às 21h30 da Quinta-feira 14 de Março (permanecendo até Sábado 16) a criação da escritora, encenadora e performer argentina Lola Arias chamada “Melancolia y Manifestaciones” (Melancolia e Manifestações), que tivera a sua primeira representação em Viena em Maio de 2012.
É o diário da doença de uma mãe contado pela testemunha mais próxima, a sua própria filha. Uma história clínica poética que vai entrecruzando memórias infantis, listas de objetos roubados, ideias de suicídio, crónicas de manifestações. No palco, a filha, a mãe e um grupo de actores de cerca de 75 anos reconstroem algumas cenas do passado sob a forma de um inquietante livro ilustrado.
Com uma coreografia e colaboração na encenação de Luciana Acuña, a performer Lola Arias estará acompanhada no palco por Elvira Onetto, Mario Aitel, Vicente Fiorillo, Ernestina Ruggero e Noelia Sixto, sendo a música de Ulises Conti e a sua intrpretação ao vivo do músico Fernando Pereyra.
A interpretação fica a cargo de Alessandra Armenise, Francisco Moura, Hélio Rosa, Joaquina Chicau, Maria João Vicente, Miguel Mendes, Nuno Nolasco e Nuno Pinheiro.
Começa nesta Quinta-feira 14 de Março a nova Semana Intérpretes Brasileiros no Espaço Brasil na LX Factory.
Em 2012, Alessandra gravou seu primeiro álbum “Drama’n Jazz” que inclui standards do jazz e de diversos musicais.
Ouçam-na em baixo nesse novo CD cantando o standard “The Man I Love”; para a escutar numa canção ligeira brasileira Que Sorte Tenho Eu vejam em : http://youtu.be/7NhT-vC2uUo
Num jazz mais verdadeiro, os amadores podem optar pelo Hot Clube onde, no novo horário das 22h30, actua (bem como na Sexta 15) o grupo “The Tahina Rahary Malagasy Roots”, em que o guitarrista Tahina Rahary reune José Menezes (saxofones), Paulo Nunes (piano), Yuri Daniel (baixo / contrabaixo) e Tim Chernov (bateria).
O agrupamento “Malagasy Roots” nasce da necessidade de Tahina em evidenciar as variedades de influências que adquiriu ao longo da sua actividade musical, tanto ao nível da execução como da composição. Assim o projecto, na sua essência mais profunda, visa reunir todos os ingredientes de muitos estilos musicais, tendo como base fundamental a música malgaxe – o seu ritmo peculiar, as suas melodias – e o jazz que é uma das principais influências na formação de Tahina como músico.
Há já um ano (Abril de 2012) o quarteto que precedeu os Malagassy Roots (Xico Santos ainda não dera lugar a Yuri Daniel, nem havia o piano de Paulo Nunes…) tocava assim :
Contudo, no âmbito do 60º aniversário do Liceu Francês de Lisboa e integrando-o na Semana da Francofonia, entidades deste Liceu organizam, com início nesta Quinta-feira 14 de Março, às 9h15m, no Anfiteatro 3 da Fundação Calouste Gulbenkian, uma conferência ”Lusofonia, Francofonia : mesmo desafio ?”
Consideram que “… as línguas francesa e portuguesa são duas grandes línguas de comunicação internacionais presentes nos cinco continentes e faladas por um número de locutores quase indêntico as quais, perante os desafios ligados à mundialização deparam com problemáticas similares”.
O evento (de entrada livre, mediante inscrição) conta com a participação de um leque variado e representativo de escritores, filósofos, investigadores …, que contribuirão para uma discussão e reflexão sobre os espaços lusófonos e francófonos nas suas variadas componentes.
Para conhecer o seu pormenor veja PROGRAMA-PROGRAMME.doc (638.5 kB)
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Terça aqui)


