Na Europa falharam as investidas de Napoleão Bonaparte. Clero, nobreza e burguesia lusitanas exigem que a Família Real regresse do Brasil e reinstale as Cortes em Lisboa. Em 1821 D. João VI, o Clemente, embarca para a metrópole mas deixa o seu filho D. Pedro como Príncipe Regente do Brasil. Sim, chamaram Clemente a El-Rei por ter perdoado muitas penas de morte.
Em Lisboa D. João sofre grandes pressões para rebaixar o Brasil outra vez à condição de colónia. Transige e manda uma frota ao Rio de Janeiro buscar D. Pedro. Entretanto este recebe uma petição com mais de 8.000 assinaturas exigindo a sua permanência no Brasil. Documento que fora posto a circular pelo liberais, entre os quais avultava o jurista e matemático José Bonifácio de Andrada e Silva, conhecido defensor da independência do Brasil. D. Pedro lê, folheia as numerosas páginas rubricadas e diz ao mensageiro José Clemente Pereira, presidente da Câmara do Rio:
– Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto: diga ao povo que fico.
Exalta-se e repete:
– Fico, fico!
Isto acontece em 9 de janeiro de 1822, data que será lembrada como o Dia do Fico.