
Segunda-feira, 1 de Abril de 2013
1. Somos um grupo de pessoas que independentemente da sua filiação/simpatia ou independência partidária ou sindical decidiram que era urgente e necessário encontrar articulações e consensos em torno da análise política que se pode fazer do país sob intervenção da Troika. Este grupo diversificado e de geometria variável discute, reflecte, consensualiza ideias e propostas de acções cujo apelo se tem concentrado em algumas linhas de força: crítica das políticas de austeridade, demissão do governo, retirada da Troika do país no âmbito do cumprimento da Constituição, defesa das funções sociais do Estado e dos recursos estratégicos do país, concepção de uma economia para as pessoas.
2. Este colectivo de pessoas não tem fundadores, porta – vozes ou representantes. Tem membros que participam em discussões e em acções propostas em plenários, reuniões e pela net. A sua participação é paritária e, em regra, as decisões são tomadas por consenso ou, em alternativa, por maioria. Os membros que falam à comunicação social são rotativos. Existem formas de articulação com outros movimentos e com subscritores que estão em diversas partes do país e que nesses locais decidem e definem estratégias particulares de actuação.
3. Este colectivo não tem qualquer financiamento externo, quer de empresas, quer de partidos, sindicatos ou outros. Os apoios são resultado de cedências, parcerias e de decisões voluntárias de pessoas e colectivos envolvidos nas acções do QSLT. Por exemplo, o carro de som que fez a frente da manifestação de 2 de Março foi disponibilizado por um companheiro de nome António (a quem aproveitamos para agradecer), que chegou ao Marquês de Pombal três horas antes da manifestação e que nenhum dos subscritores conhecia anteriormente. Cartazes e folhetos são pagos pelos membros em colectas de valor reduzido, e o design e trabalho de artes finais são feitos por membros que são profissionais nessas áreas, tal como as filmagens, montagens e edições de vídeos, músicas, textos, imagens, etc são o resultado do trabalho de artistas e outros profissionais diversos (realizadores/produtores, músicos, actores, jornalistas,web designers, informáticos, etc…). Este é um espírito de colaboração, partilha de saberes e conhecimentos e de distribuição de competências que acreditamos ser de difícil compreensão para o poder actual. O resto é activismo e energia, redes de contactos, facilitação de colaborações, numa plataforma de diálogo e de interajuda.
