SINOPSE
Num Portugal de há muitos anos atrás, havia homens que comiam tanto tanto que todo o corpo podia ser estômago; outros, não tinham nada para lá meter. Os primeiros, Barrigas; e os segundos Magriços – símbolos da maior injustiça que há entre os homens, que é uns poderem viver servindo-se dos outros. Tempos cinzentos, esses, em que Barrigas dispunham da vida de Magriços e em que, contra eles, quando achavam preciso, lançavam ameaças e castigos. Havia também Soldados – Magriços que prendiam outros Magriços quando o Barrigas mandava. Mas o tempo muda, os dias florescem e os homens, quando são Magriços, não o querem ser para sempre. E para isso revoltam-se, apoiam-se, sonham com um mundo onde todos são iguais e ninguém tem que servir ninguém. Outros, quando são Barrigas, querem continuar sempre a ser servidos. Os Soldados, chamados, têm que fazer uma escolha – quem acham que eles deviam defender? O tempo mudou. Era primavera…
AUTOR
Álvaro Cunhal
ADAPTAÇÃO E ENCENAÇÃO
Luís Capucha Pereira
APOIO À ENCENAÇÃO E DIRECÇÃO DE ACTORES
Vasco Lavado
INTERPRETAÇÃO
Hugo Santos Silva
Luís Capucha Pereira
Rodolfo Coração
CONCEPÇÃO CENOGRÁFICA, FIGURINOS E ADEREÇOS
José Teles, Luis Capucha Pereira, Vasco Lavado, Mário Sousa, Marta Ceitil e Pedro Ceitil.
CONCEPÇÃO MUSICAL
João Vidigal
CONCEPÇÃO GRÁFICA
Vasco Gargalo
PRODUÇÃO
Teatro do Zero
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Contactos |
Museu do Neo-Realismo Rua Alves Redol, nº 45 2600-099 Vila Franca de Xira
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