Claudio Abbado sempre se referiu a Herbert von Karajan como a um pai, escutando os seus conselhos como lições a nunca esquecer. Assim, quando Karajan o convidou a atuar em Salzburgo, Abbado lembrou-se da advertência do mestre de que só deveria dirigir obras com as quais se sentisse absolutamente seguro. O maestro italiano escolheu a Sinfonia nº 2, de Mahler, compositor que nunca deixou de visitar e de estudar profundamente, através das anotações do próprio, mas também de textos de Bruno Walter e Arnold Schönberg. Um legado transmitido à orquestra que Abbado fundou, agora na mão do maestro Jonathan Nott.