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PATRIMÓNIO IMATERIAL DA HUMANIDADE – 79 candidaturas

Os Estados devem conter-se na apresentação de candidaturas] e todos devem compreender que o sistema já atingiuou até mesmo ultrapassou, os seus próprios limites”, alertou no discurso de abertura do comitéa directora geral da UNESCO . A convenção corre o risco de “ser vítima do próprio sucesso”. Irina Bokova falava em Bali, Indonésia, na abertura do VI Comité Inter-Governamental da UNESCO, a Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura, que irá avaliar dezenas de candidaturas a Património, incluindo a do Fado a Património Imaterial da Humanidade.

 

79 candidaturas, “uma carga de trabalho difícil de tratar”

 

Até ao dia 29, o Comité Inter-Governamental da UNESCO irá examinar 79 candidaturas dispersas por várias listas de nomeação a Património da Humanidade, o que representa “uma carga de trabalho difícil de tratar”, admitiu Irina Bokova, defendendo o máximo de 60 candidaturas.

 

“A Convenção do Património Imaterial é uma oportunidade para descobrir expressões culturais de todo o mundo”, mas “poderá ser vítima do seu próprio sucesso”, afirmou a responsável. “Inevitavelmente, isto não satisfaz os Estados membros e as comunidades com Património Imaterial candidato. Ficarão desapontados se não formos ao encontro das suas expectativas”, referiu.

A candidatura portuguesa foi considerada uma das sete melhor recomendadas pelo Comité de Peritos da UNESCO

 

Entre as candidaturas que o comité analisa nestes dias, 39 dizem respeito à inscrição como Património Imaterial da Humanidade. Uma delas é a candidatura do Fado. A candidatura portuguesa foi considerada uma das sete melhor recomendadas pelo Comité de Peritos da UNESCO, devendo o veredicto ser conhecido na madrugada de domingo.

 

A delegação portuguesa deverá chegar na quinta-feira a Bali, sendo composta pelo presidente cessante da Comissão nacional da UNESCO, embaixador Fernando Andresen Guimarães, o presidente da Comissão Científica da candidatura, Rui Vieira Nery, a directora do Museu do Fado, Sara Pereira, e ainda o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa e a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto.

 

Da ordem de trabalhos deste Comité constam outros pontos: a análise das 23 candidaturas ao Património Imaterial com referência de Salvaguarda Urgente por se encontrarem em risco, a votação das Melhores Práticas de Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, à qual se apresentam 12 candidatos, cinco deles provenientes do Brasil, três de Espanha e os restantes quatro têm, cada um, origem na Argentina, Bélgica, Hungria e Letónia.

 

Os 24 Estados que constituem o Comité são: Albânia, Azerbaijão, Burquina-Faso, China, Chipre, Coreia do Sul, Croácia, Cuba, Espanha, Grenada, Indonésia, Irão, Itália, Japão, Jordânia, Madagáscar, Marrocos, Nigéria, Níger, Omã, Paraguai, Quénia, República Checa e Venezuela.

 

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