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Entrudo, Entruido

Sempre Galiza!

 

 

Entrudo, Entruido

 

Entruido

O mesmo que entrudo.
[Dicionário Cândido de Figueiredo, 1913]

 

Entrudo, Entruido, Entroido, Antroido (do latim: introitu = intróito; entrada; começo), também dito de Carnaval.

 

Apontada como festa de origem pagã, com folguedos populares, associada ao início dum novo ciclo da natureza e dos trabalhos do campo, por alguns ligada às Saturnais romanas, que viria, como tantas outras que não conseguiu eliminar, a ser incorporada com regras próprias pela igreja católica para os dias anteriores à quaresma, sofrendo também alterações com o carnaval urbano.

 

Adeus martes de Entruido,

adeus,meu amiguinho

até Domingo de Páscoa

não comerei mais toucinho

 

Como em tantos outros aspectos, encontram-se semelhanças entre os diferentes festejos na Galiza e, em Portugal, no Minho e Trás-os-montes.

 

Em 2005, Xabier Prado, coordenador da candidatura do Património Imaterial Galego-Português apresentada à UNESCO dizia basear-se aquela em cinco elementos, dos quais “o quarto elemento constitui-o o ciclo festivo anual e as actividades de lazer, onde incluímos os jogos tradicionais. Nesta parte destacamos como um elemento de excelência o Carnaval, com as suas características enraízadas em tradiçons antiquíssimas e partilhadas pelos caretos de Podence, os peliqueiros, os generais da Ulha, etc. Em geral toda a celebraçom do Carnaval como um rito anterior à cristianizaçom e que foi assimilado polo catolicismo por um processo de sincretismo.”

 

Algumas “galeguices” do entrudo a merecer serem conhecidas: Festa da Pita, Domingo Fareleiro, Cigarróns de Verin,Peliqueiros de Laza, Oso de Salcedo, Merdeira de Vigo, Pantalha de Xinço de Limia.

 

Todos a chocalhar,

 

os Cigarrões de Verim (Ourense, Galiza)

 


 

 

os Caretos de Podence (Trás-os-Montes, Portugal)

 


 

 

o Oso de Salcedo (Lugo, Galiza)  

 

 

 

 

E como o entrudo se está a tornar uma moda de laivos comerciais fiquemos, ao invés, com uma genuína “Moda do Entrudo”, música popular de Malpica, Beira-baixa, Portugal, na versão de José Afonso.

 


 

 

 

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