Caros amigos e amigas,
Peço que adiram a este protesto e que façam sinalizar o vosso desagrado com a forma vil e perigosa que cada vez mais ameaça a democracia, o sistema político, a transparência e a decência na gestão do bem comum. Miguel Relvas é apenas um símbolo do que está verdadeiramente em causa: corrupção, imoralidade, nepotismo, clientelismo, arrogância e manipulação no exercício de cargos políticos.
Há limites para a vergonha que se está a passar… por isso na próxima segunda-feira (16 de Julho), pelas 19 horas, um grupo de cidadãos irá fazer uma manifestação a pedir a demissão imediata do Ministro Relvas. Não podemos simplesmente lamentar e encolher os ombros… temos de agir! Porque é o próprio regime democrático que está em causa com a falta de vergonha sistemática de politicos corruptos e mentirosos que não pudemos mais permitir que se perpétue.
Trata-se de uma MANIFESTAÇÃO APARTIDÁRIA, TRANSVERSAL À SOCIEDADE PORTUGUESA, pela dignidade do regime democrático.
Nesse sentido foi enviada a competente comunicação prévia para a Câmara Municipal, que já está informada da manifestação no dia 16 de Julho de 2012 pelas 19 horas em frente à Assembleia da República, em prol da demissão do actual Ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas. E também no Porto, na Praça da Batalha pela mesma hora.
Podem também ler e assinar esta petição online:
«Imediata Demissão de Miguel Relvas do Governo»
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=dmrelvas
Sobre Miguel Relvas impendem os seguintes factos notórios e de conhecimento generalizado da opinião pública:
– as moradas falsas declaradas na AR para receber subsidio de deslocação e de apoio à estadia
– o caso das viagens-fantasmas e de novo subsídios recebidos por viagens não realizadas
– o caso das falsas declarações biográficas e curriculares prestadas na AR, por 2 vezes reiteradas;
– os contactos com o Sr. Jorge Silva de Carvalho (o caso secretas);
– a mudança de versões, numa semana, de esclarecimentos ao Parlamento;
– as pressões sobre a jornalista do Público, que, de resto, foram objecto de censura moral por parte da Entidade Reguladora da Comunicação; e que resultaram em novas pressões sobre membros da ERC;
– fundamentação insuficiente sobre a creditação de 32 das 36 cadeiras de um curso universitário, 23 anos após
se matricular em outras Universidades e ter concluído apenas uma cadeira, com 10 valores – registo biográfico que se encontra omisso da bibliografia pessoal divulgada;
– a indignação pública na generalidade da sociedade portuguesa perante a obstinada manutenção do Sr. Miguel Relvas no exercício de funções governativas;
– (hoje mesmo surgiram noticiais de que terá recebido eventualmente uma reforma de 14 mil euros);
Para bem do regular funcionamento das instituições democráticas e da dignidade do nosso regime político, entre a legitimidade pelo título e a legitimidade pelo exercício, considera-se que os factos acima mencionados são mais do que suficientes para a efectivação da responsabilidade política.
Apela-se a todos que participem nesta manifestação de desagrado porque este tipo de situações não pode ser tolerada nem permitida. Este poderá ser o primeiro dia do resto da vida da nossa democracia.
Solicita-se a mais ampla divulgação e participação!
—
Paulo Raposo
Professor Universitário
“Innaharda, ehna kullina Misryeen.” Hoje somos todos egípcios (tunisinos, imenitas, jordanos, palestinianos)
Com os melhores cumprimentos
António Pedro Dores
Professor Auxiliar com Agregação do Departamento de Sociologia e do
Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES/ISCTE-IUL)
TM 926965169
