por Rui Oliveira
Com direcção artística de Victor Hugo Pontes, a peça tem como ponto de partida o bailado Zephyrtine de David Chesky, que na versão original é um ballet clássico para crianças, um conto de fadas recheado de fantástico. Contudo para o coreógrafo, o seu Ballet Story é um exercício de abstracção e parte do movimento dos corpos no espaço em articulação com a música. Numa coreografia que mistura sem complexos elementos do bailado, da dança contemporânea e de street dance, os sete intérpretes formam uma estranha tribo urbana, um grupo de seres talvez humanos, que vão ocupando a plataforma ondulada onde se encontram, num equilíbrio frágil entre o indivíduo e o coletivo. Não há contos de fadas, mas o ambiente permanece misterioso e intrigante do início ao fim.
Com música de David Chesky na versão musical da Fundação Orquestra Estúdio, sob a direção do Maestro Rui Massena cenografia, os seus intérpretes e cocriadores são André Mendes, Elisabete Magalhães, João Dias, Joana Castro, Ricardo Pereira, Valter Fernandes e Vítor Kpez.
A programação do festival (que pode consultar-se em http://www.goethe.de/ins/pt/lis/kue/mus/can/ptindex.htm ) abrange um total de onze concertos e o repertório, com destaque para as obras de Johannes Brahms, estende-se do barroco até ao contemporâneo, incluindo obras de António Pinho Vargas e Alexandre Delgado. Trará de novo a Lisboa solistas de renome internacional, como Tanja Becker-Bender e Viviane Hagner (violino), Jano Lisboa (viola), Alexander Chaushian (violoncelo), Sebastian Manz (clarinete), e os pianistas Alexander Lonquich, Herbert Schuch, Maria João Pires, Nicole Hagner, e Siegfried Mauser.
Os solistas do Festival Cantabile Tanja Becker-Bender, Diemut Poppen, Alexander Chaushian, Sebastian Manz, Alexander Lonquich, tendo como solista convidada Tamila Kharambura interpretarão de Johann Sebastian Bach Sonata para trio No. 1 em Sol maior, BWV 1027, de Alban Berg Quatro peças para clarinete e piano, op. 5, de Johannes Brahms Scherzo da sonata “F.A.E.“ para violino e piano em Dó menor e de Robert Schumann Quinteto para piano e cordas em Mi bemol maior, op. 44.
Na Fundação Calouste Gulbenkian prossegue esta Sexta 28 de Setembro o Festival Jovens Músicos (anunciado ontem) havendo neste dia as seguintes actividades :
Às 17h30, no Auditório 3, ocorrerá o segundo painel de discussão sobre Música Antiga – Novos Intérpretes, moderado por Rui Vieira Nery.
Às 21h, também no Grande Auditório, o conjunto Divino Sospiro (sob a direcção de Massimo Mazzeo) e Solistas ex-laureados do Prémio Jovens Músicos interpretarão obras de Pedro António Avondano e estrearão obras dos vencedores do concurso de composição SPA / Antena 2.
O convite (intrigante) feito ao público é : “… meta-se na máquina do tempo e atreva-se a recuar mais de duzentos anos na história … apenas para partir de novo numa aventurosa digressão ao Mundo da Lua ! Conta-se com as cadeiras especiais do Planetário e a sua avançada tecnologia para nos estimular as sensações nesta estranha digressão espacial”.
O espectáculo repete no Domingo 30 de Setembro.
Embora com uma qualidade visual reduzida, damo-vos uma ideia do quadro musical de Haydn reproduzindo uma ária de Lisetta (Lídice Robinson) pelo Chamber Opera Ensemble do Teatro Colon de Buenos Aires :
Entretanto na Galeria Zé dos Bois (ZDB), às 22h30 da mesma Sexta-feira 28 de Setembro actuam sucessivamente diversos artistas.
Primeiro surge o guitarrista parisiense Noël Akchoté, de início a solo e depois acompanhado por Margarida Garcia e ManuelMota para mostrar a sua obra inflenciada desde Ligeti e Xenakis a Steve Reich e Philip Glass, com últimas passagens pelo hardcore norte-americano e as experiências de John Zorn.
Seguem-se Sharif Sehnaoui guitarra eléctrica e Tony Elieh baixo eléctrico, dois dos mais activos músicos do panorama musical experimental libanês. Enquanto Sehnaoui provém do jazz e da música improvisada, Elieh é principalmente um músico com background mais próximo rock.
Este é um tema New York de Ornette Coleman, recriado por Noël Akchoté :
Desta cantora premiada no Festival de Jazz de Montreux (2010) mostramos o vídeo promocional do seu CD :
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Quarta aqui )


