por Rui Oliveira
Com texto original de Francisco Luís Parreira e encenação de João Garcia Miguel sobre música de Rui Gato, tem interpretação assegurada por David Pereira Bastos, Konstantinos Koutsolelos, Stamatina Pergioudaki e Sara Ribeiro.
A sinopse refrida no programa diz : “ A primeira mulher de Adão, Lilith, enfastiada com o paraíso e depois de discutir com Adão a respeito de quem é que devia ficar por cima, dirigiu-se aos altos portões e saiu dali para fora. Começou a dormir com os demónios que andavam por ali à volta, a espreitar por cima dos muros.
Isto é tudo o que dela diz a mitologia judaica: que foi a primeira prostituta. O que a mitologia não diz é que, deste modo, ela abandonou um paraíso e foi ter a outro: o paraíso da linguagem. Sobre o palco, duas actrizes e um actor, o fundo narrativo projeta a situação mítica para a actual prosa do mundo, articulando memórias, instantâneos, hábitos de passagem em que por vezes se deixa ouvir, sobretudo quando estamos nus uns com os outros, o resto de um terrível silêncio da mitologia”.
Por curiosidade reproduzimos o ensaio do suporte musical de “Lilith” com o tema “Now I wanna be a Dog” de Rui Gato :
Assim, nos claustros do Mosteiro da Madre de Deus, três intérpretes de excepção − Sara Mingardo contralto, Jeremy Menuhin piano e Pavel Gomsiakov violoncelo − reunem-se para criar um momento extraordinário em torno da obra de J. S. Bach, Schumann e Brahms. No decorrer de todo o concerto, diz o programa, em particular no reportório inspirado na obra de Bach, poderá assistir a um discurso músical ilustrado pelas imagens da obra de grandes pintores da época lisboeta do século XX, tais como Maria Helena Vieira da Silva, D. Manuel d’ Assumpção, entre outros.
Não é ainda conhecido o repertório mas oferecemos-lhe a interpretação de Sara Mingardo (em 2010) da cantata de J.S.Bach Sehet, welch eine Liebe, BWV 64 :
Será, também, uma oportunidade rara para ouvir uma notável peça de música de câmara cuja escrita foi encomendada a António Pinho Vargas : Quatro ou Cinco Movimentos Fugidios da Água.
Teremos pois Sebastian Manz clarinete, Diemut Poppen viola, Alexander Chaushian violoncelo, Herbert Schuch piano e Nicole Hagner piano tocando de Robert Schumann Märchenerzählungen, para viola, clarinete e piano, de Alexander Zemlinsky Trio para clarinete, violoncelo e piano, de António Pinho Vargas Quatro ou Cinco Movimentos Fugidios da Água e de Johannes Brahms Trio, op. 114.
Por curiosidade, eis um excerto duma actuação conjunta de Diemut Poppen e Alexander Chaushian com outros músicos em 2011 no 9º Festival de Música de Câmara de Pharos (Chipre) :
Desde a sua chegada em 2001 a esta capital, Davis já editou dez CDs como leader/co-leader, incluindo o trio Paradoxical Frog com Ingrid Laubrock e Tyshawn Sorey (ver video abaixo), os arranjos para o conjunto Novela de Tony Malaby, o seu trio com Tom Rainey e John Hebert, o seu registo a solo “Aeriol Piano” (tudo discos premiados) e proximamente o trabalho do quinteto com Mat Maneri, Trevor Dunn, Ingrid Laubrock e Tom Rainey.
É esta pianista que o New York Times incluiu recentemente entre os quatro “Novos Pilotos do Teclado” considerando-a como “a guia de onde ouvir à noite bom jazz na cidade” que se apresenta pois no Hot e de que lhe deixamos a actuação com Ingrid Laubrock saxophone e Tyshawn Sorey bateria no Festival de Moers (Alemanha) em 2010 :
Para ouvir um registo francês do seu som, procure em http://www.youtube.com/watch?v=Duf1aGCVWX8
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Segunda aqui )


