Pentacórdio para Quarta

por Rui Oliveira

 

 

 

   Na Quarta-feira 3 de Outubro, estreia no São Luiz Teatro Municipal, na sua Sala Principal às 21h, a peça “Lilith” que permancerá em cena apenas até 7 de Outubro.

   Com texto original de Francisco Luís Parreira e encenação de  João Garcia Miguel sobre música de Rui Gato, tem interpretação assegurada por David Pereira Bastos, Konstantinos Koutsolelos, Stamatina Pergioudaki e Sara Ribeiro.

   A sinopse refrida no programa diz : “ A primeira mulher de Adão, Lilith, enfastiada com o paraíso e depois de discutir com Adão a respeito de quem é que devia ficar por cima, dirigiu-se aos altos portões e saiu dali para fora. Começou a dormir com os demónios que andavam por ali à volta, a espreitar por cima dos muros.

   Isto é tudo o que dela diz a mitologia judaica: que foi a primeira prostituta. O que a mitologia não diz é que, deste modo, ela abandonou um paraíso e foi ter a outro: o paraíso da linguagem. Sobre o palco, duas actrizes e um actor, o fundo narrativo projeta a situação mítica para a actual prosa do mundo, articulando memórias, instantâneos, hábitos de passagem em que por vezes se deixa ouvir, sobretudo quando estamos nus uns com os outros, o resto de um terrível silêncio da mitologia”.

   Por curiosidade reproduzimos o ensaio do suporte musical de “Lilith” com o tema “Now I wanna be a Dog” de Rui Gato :

 

 

 

 

 

   Também na Quarta 3 de Outubro, haverá no âmbito do “Festival Rota das Artes”, no Museu Nacional do Azulejo, pelas 21h30, um espéctaculo de Música nos Claustros, associada a Imagem e Poesia.

   Assim, nos claustros do Mosteiro da Madre de Deus, três intérpretes de excepção  − Sara Mingardo  contralto, Jeremy Menuhin  piano e Pavel Gomsiakov  violoncelo − reunem-se para criar um momento extraordinário em torno da obra de J. S. Bach, Schumann e Brahms.    No decorrer de todo o concerto, diz o programa, em particular no reportório inspirado na obra de Bach, poderá assistir a um discurso músical ilustrado pelas imagens da obra de grandes pintores da época lisboeta do século XX, tais como Maria Helena Vieira da Silva, D. Manuel d’ Assumpção, entre outros.

   Não é ainda conhecido o repertório mas oferecemos-lhe a interpretação de Sara Mingardo (em 2010) da cantata de J.S.Bach Sehet, welch eine Liebe, BWV 64 :

 

 

 

   Ainda a 3 de Outubro (Quarta-feira), no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém, o Festival Cantabile, organizado (como já anunciámos) pelo Goethe-Institut Portugal e com direcção artística da celebrada violetista Diemut Poppen (foto), um dos momentos altos da programação musical do Outono lisboeta, oferece mais um concerto onde alguns solistas do festival (muitos dos quais nomes já consagrados das novas gerações de músicos alemães) irão interpretar obras de grandes mestres da tradição musical germânica.

   Será, também, uma oportunidade rara para ouvir uma notável peça de música de câmara cuja escrita foi encomendada a António Pinho Vargas : Quatro ou Cinco Movimentos Fugidios da Água.

   Teremos pois  Sebastian Manz clarinete, Diemut Poppen viola, Alexander Chaushian violoncelo, Herbert Schuch piano e Nicole Hagner piano tocando de Robert Schumann Märchenerzählungen, para viola, clarinete e piano, de Alexander Zemlinsky  Trio para clarinete, violoncelo e piano, de António Pinho Vargas Quatro ou Cinco Movimentos Fugidios da Água e de Johannes Brahms  Trio, op. 114.

   Por curiosidade, eis um excerto duma actuação conjunta de Diemut Poppen e Alexander Chaushian com outros músicos em 2011 no 9º Festival de Música de Câmara de Pharos (Chipre) :

 

 

 

 

 

   Para os amadores de jazz, na Quarta 3 de Outubro , às 23h, o Hot Clube recebe a visita por duas noites da pianista canadiana Kris Davis, actual elemento vital da cena jazzística novaiorquina.

   Desde a sua chegada em 2001 a esta capital, Davis já editou dez CDs como leader/co-leader, incluindo o trio Paradoxical Frog com Ingrid Laubrock e Tyshawn Sorey (ver video abaixo), os arranjos para o conjunto Novela de Tony Malaby, o seu trio com Tom Rainey e John Hebert, o seu registo a solo “Aeriol Piano” (tudo discos premiados) e proximamente o trabalho do quinteto com Mat Maneri, Trevor Dunn, Ingrid Laubrock e Tom Rainey.

   É esta pianista que o New York Times incluiu recentemente entre os quatro “Novos Pilotos do Teclado” considerando-a como “a guia de onde ouvir à noite bom jazz na cidade” que se apresenta pois no Hot e de que lhe deixamos a actuação com Ingrid Laubrock saxophone  e Tyshawn Sorey bateria  no Festival de Moers (Alemanha) em 2010 :

 

 

 

 

 

   Por último, às 22h30 desta Quarta 3 de Outubro, no OndaJazz, ouvir-se-ão músicas ciganas da Transilvânia através do “La Menina Sin Nombre”, um trio de músicos balcânicos sediados em França (Filippo Bonini Baraldi  violonista e etnomusicólogo, Jérôme Soulas, acordeonista e Maxime Oudry, contrabaixista) que aqui actuará com o moldavo Adrian Receanu clarinetista como convidado especial na interpretação de mezeliekri, csardas, csingerelas e outras peças daquele património musical.

   Para ouvir um registo francês do seu som, procure em http://www.youtube.com/watch?v=Duf1aGCVWX8

 

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Segunda aqui )

 

 

 

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