por Rui Oliveira
Estreado no Théâtre des Champs-Elysées, em Paris, em Maio de 2005, este aluno de Irina Chaklina e Tatiana Zelikman tem colaborado desde então com grandes orquestras como a Orquestra do Gewandhaus de Leipzig, a Filarmónica do Teatro alla Scala, a Sinfónica SWR de Estugarda, a Orquestra Nacional de França, a Filarmónica de São Petersburgo, a Orquestra da Rádio de Berlim, a Orquestra do Capitólio de Toulouse, a Sinfónica Tchaikovsky de Moscovo ou a Orquestra do Tonhalle de Zurique e vem a Lisboa apresentar um programa que inclui :
Franz Schubert Quatro Improvisos, D. 899
Ludwig van Beethoven Sonata nº 8, op. 13, “Patética”
Piotr Ilitch Tchaikovsky Suite de “O Quebra-Nozes” (arr. de Mikhail Pletnev)
Nikolai Kapustin Sonata nº 2, op. 54
Ouçamo-lo na peça de Tchaikovsky como a executou em Outubro de 2011 no Teatro Mariinski :
O espectáculo faz uso do desenho de som e da coreografia enérgica que caracterizam o trabalho da companhia : um palco repleto de cadeiras e garrafas de bebidas alcoólicas transforma-se sem dificuldade nos cafés de Paris ou nas ruas de Pamplona e até numa tourada ao vivo (reinventada pelos ERS). “Em The Select”, diz o encenador John Collins, “demos por nós a aparar e a editar e a concentrar o trabalho no diálogo retesado e espirituoso de Hemingway. (…) Desvendámos a peça dentro do romance.”
Falado em inglês e legendado em português, são seus intérpretes Ben Williams, Frank Boyd, Julian Fleisher, Kaneza Schaal, Kate Scelsa, Lucy Taylor, Matt Tierney, Mike Iveson, Pete Simpson e Susie Sokol.
Com texto de Miguel Castro Caldas e encenação de Bruno Bravo, a interpretação cabe a Ana Brandão, António Mortágua, David Almeida, Dinis Gomes, Inês Pereira, Ricardo Neves-Neves, Sandra Faleiro e Sofia Vitória.
Protagonizado por André Patrício, Joana Cotrim e Fernando Tavares, o espectáculo (lê-se na sinopse do programa) “é uma experiência que fala e reflecte acerca do conceito de inconcretização, do corpo-nação que um dia faliu”. “Sempre noiva é o amor não concretizado de uma mulher. É o corpo que um dia foi ágil e hoje não concretiza o movimento. São as palavras soltas que não se encontram numa frase. Sempre noiva são as pedras do fumeiro que teimamos em caiar de branco. Podemos viver sem a pressão moral e social de concretizar objectivos e ambições? E se nunca concretizarmos o amor, a família, os filhos e os livros, a fortuna e a arte? E se não nos concretizarmos na vida? E se não nos concretizarmos no corpo?”.
Duma gravação ao vivo, reproduzimos um registo em parte poema, em parte canção, intitulado “A Thousand Kisses Deep” :
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Sexta aqui )


