“I PAGLIACCI”, DE RUGGERO LEONCAVALLO – PREENCHE A PRÓXIMA SESSÃO DE ÓPERA
carlosloures
Embora o termo verismo possa assumir uma acepção mais ampla, no sentido estrito e aplicado ao universo operático, inicia-se em 1890 com, Cavalleria Rusticana de Pietro Mascagni, que ontem apresentámos na versão filmada de Franco Zeffirelli. Caracteriza-se por uma rejeição dos temas clássicos do Romantismo. Bernard Shaw definiu em poucas palavras o enredo das óperas românticas – «a soprano apaixona-se pelo tenor, quando vem o barítono e estraga tudo». Os temas de penetração psicológica que ocorrem em contextos realistas de natureza social, focando particularmente os problemas dos deserdados da fortuna, passam a predominar. Os grandes autores veristas, são além de Giacomo Puccini, sobretudo em Tosca (que já apresentámos), são Pietro Mascagni e Ruggero Leoncavallo.
Tínhamos projectado exibir hoje uma segunda obra de Mascagni, L’amico Fritz. Porém nenhum vídeo dos disponíveis cobre a totalidade da ópera. Optámos pela apresentação de I Pagliacci, de Leoncavallo, um dos paradigmas do movimento verista.
Opera em um prólogo e dois actos com música e libreto de Ruggero Leoncavallo vamos, mais uma vez, recorrer à arte de Franco Zeffirelli e apresentar a versão filmada. O elenco é de luxo:
Luciano Pavarotti, no papel de Canio e Teresa Stratas, no de Nedda. O maestro James Levine rege a orquestra do Metropolitan Opera, de Nova Iorque.