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Pentacórdio para Quinta-feira 31 de Janeiro

por Rui Oliveira

 

 

 

 

   Nesta Quinta-feira 31 de Janeiro o evento dominante será sem dúvida a presença de Paul McCreesh nas suas primeiras actuações à frente da Orquestra Gulbenkian (de que será maestro titular a partir da próxima temporada), neste caso acompanhado da soprano finlandesa Karita Mattila (de quem o director da Metropolitan Opera, Joseph Volpe dizia ser «um dos dois mais inebriantes animais de palco entre os sopranos»).

   Será no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, às 21h (com repetição na Sexta 1 de Fevereiro, às 19h) para cumprimento do seguinte programa :

      Luís de Freitas Branco  A morte de Manfred

      Richard Strauss  Quatro últimas canções

      Edward Elgar  Sinfonia nº 1, op. 55

   Sobre o programa, é curioso (e significativo) registar as opções do maestro (expressas no folheto comunicacional da FCG) nestes seus contactos iniciais com o público português.

   À escolha da peça de Luís de Freitas Branco comentou “ …é muito importante que a orquestra toque música portuguesa” ; sobre a Sinfonia de Elgar não escondeu o entusiasmo “…trata-se da minha obra britânica favorita. Adoro-a profundamente. Foi tocada 100 vezes logo no ano em que foi composta e foi sempre um sucesso, porque mostra o génio do autor”.

   Já sobre partilhar o palco nas canções de Strauss com Karita Mattila, diz “…é uma das melhores sopranos dos nossos dias e a peça é extraordinária : é a aceitação perfeita da morte, da renovação e da vida, escrita por um homem velho que procura lidar com isto calmamente”.

   Mostramos-lhe como Karita Mattila interpretou em 2005 com a Royal Opera House Orchestra (dir. Antonio Pappano) em Londres uma das Últimas canções, exactamente “Schlafengehen (Adormecer)” de Richard Strauss :

 

   Caso o leitor esteja interessado em ouvir as “Quatro últimas canções” integrais, eis a interpretação que delas fez a soprano alemã Anja Harteros com a Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks sob a direcção de Mariss Jansons  http://youtu.be/0QQl3KGqWZw

 

  

   Outro evento musical é o que ocorre também na Quinta-feira 31 de Janeiro na Sala dos Espelhos do Palácio Foz onde às 18h, com entrada livre, actua o Quarteto de cordas e piano composto por Gareguin Aroutounian  violino, Jean Aroutounian viola, Nelson Ferreira  violoncelo, André Carvalho contrabaixo e Daniela Ignazito  piano que aí irão interpretar música de Schubert.

 

 

   Aos interessados em teatro/poesia experimental, informa-se (embora com algum atraso) que se inicia hoje Quinta-feira 31 de Janeiro (e até Sábado 2 de Fevereiro) o derradeiro período de permanência em palco do novo projecto do grupo “Mandrágora”, estreado no dia 29 de Dezembro último, “Pela Leonor Verdura” (verso de Ana Hatherly in “Anagramático”) na Sociedade Guilherme Cossoul  (Avenida D. Carlos I, nº 61, em Lisboa) pelas 21h30, após o que seguirá para outras cidades.

   O espectáculo, que comemora precisamente 33 anos de vida associativa, é um percurso através da poesia experimental portuguesa, com encenação de Manuel Almeida e Sousa, que tem como intérpretes os actores /performers Íris Santos e Bruno Vilão os quais, ao longo de quase uma hora de viagem pela poética experimentalista, dão vida aos diversos textos verbo-experimentais mas também visuais − procuramos uma linguagem, na sua raiz, teatral / performativa. .. e, nele (movimento) se semeiam letras, na esperança da germinação da palavra…”.

   Os poetas representados são : Emerenciano, Ana Hatherly, Mário Cesariny de Vasconcelos, Liberto Cruz, Jaime Salazar Sampaio, Alberto Pimenta, E. M. de Melo e Castro, António Aragão, Abílio-José Santos, Salette Tavares, José Oliveira, Alexandre O’Neil, Fernando Aguiar, César Figueiredo, Manuel Almeida e Sousa, António Dantas, Armando Macatrão, José- Alberto Marques e Silvestre Pestana.

 

 

   Quanto a conferências/debate  realiza-se nesta Quinta-feira 31 de Janeiro no Pequeno Auditório da Culturgest, às 18h30 com entrada livre (limitada à dimensão da sala) a última conferência dum Ciclo intitulado “Futuros da Europa”, o qual foi apresentado nos seguintes termos :

   “ A crise económica e financeira da Europa está longe do fim, pelo que é de prever que a transformação da União Europeia e as vicissitudes dos poderes dos Estados nela envolvidos estejam elas próprias também longe de entrarem num novo patamar de estabilidade.

   O futuro de Portugal está profundamente dependente do futuro da União Europeia, pelo que as grandes opções que o País terá de fazer não podem deixar de ser informadas pela visão que se tenha do futuro europeu.

   Justifica-se, pois, uma abordagem prospectiva sobre o que podem ser os futuros da Europa, ouvindo personalidades nacionais de competência reconhecida na matéria”.

   Para esse objectivo foram, nas sessões anteriores, convidados  Maria João Rodrigues  (Cenários para a Zona Euro e para a integração europeia), Carlos Gaspar (A Portugalização da Europa) e Luís Amado (Portugal e o novo “concerto europeu”), cujas palestras video-gravadas podem já ser ouvidas no site http://www.culturgest.pt/actual/01/22-futurosdaeuropa.html .

   O autor da conferência de encerramento será  o General José Loureiro dos Santos que dissertará sobre o “Quadro Geopolítico Europeu e Cenários Futuros”.

 

 

 

   Na área do jazz, os interessados poderão, nesta Quinta-feira 31 de Janeiro, ir ao Hot Clube de Portugal ouvir, às 23h, o “Kari Ikonen Trio” composto pelo finlandês Kari Ikonen piano, pelo arménio (de Talin) Ara Yaralyan contrabaixo e o também finlandês Markku Ounaskari bateria o qual (diz o Hot) “mistura os melhores ingredientes europeus com a arte da cozinha Afro-Americana mais as melhores especiarias orientais”. A actuação repetir-se-á na Sexta e Sábado seguintes.

   As composições de Karl Ikonen, tocadas em particular no seu Sexteto Karikko, foram premiadas (em 1º) nos Julius Hemphill Composition Awards e no Scrivere in Jazz italiano.

   Esta é a execução do seu tema “Plumbum” :

 

 

   Quem se deslocar ao Onda Jazz (onde na véspera, Quarta 30 estivera o “Kico Contentino Trio” com Kiko Contentino ao piano, Gastão Villeroy no contrabaixo e Lincoln Cheib na bateria, além da participação especial de Widor Santiago da banda do Milton) deparará, às habituais 22h30 da Quinta-feira 31 de Janeiro, com o regresso “à sua primeira casa” dos Groove 4tet (composto por Frederico Martinho  guitarra, Daniel Lima  Hammond e Rhodes, Pedro Pinto  contrabaixo, João Correia  bateria e Nana Sousa Dias saxofone).

   O seu convidado Rui Veloso (guitarra e voz) junta-se aos G4tet para uma noite dedicada à improvisação e ao blues.

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Terça aqui)

 

 

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