por Rui Oliveira
Andreia Pinto-Correia Elegia a Al-Mu’tamid
Alfama *
Xántara
Ludwig van Beethoven The Diabelli Variations para orquestra de câmara e piano improvisado (arr. Uri Caine)
*Estreia europeia. Encomenda da Berkeley Symphony Orchestra e da Fundação Calouste Gulbenkian
Sobre o programa, há a acrescentar que :
Na segunda parte do concerto intervem, regressando à Gulbenkian, o pianista nova-iorquino de jazz Uri Caine, que explora com regularidade o mundo de compositores como Mozart, Mahler ou Wagner e desta vez reinterpreta as Variações Diabelli de Beethoven para as quais criou uma versão orquestral.
Esta mesma experimentação já Uri Caine fizera com a “Orchestra della Toscana” no Teatro Verdi de Florença em Março de 2009, como se pode ver e ouvir aqui :
Também na Quinta-feira, 11 de Abril, às 19h, o Goethe-Institut organiza no seu Auditório um concerto “Telemann e a música das Nações” de entrada livre para o que convidou a Orquestra”Divino Sospiro” sob a direcção musical de Massimo Mazzeo.
O repertório do concerto “Telemann e a música das Nações” inclui de :
Georg Philipp Telemann (1681-1767) Ouverture in Lá menor para flauta, cordas e baixo contínuo TWV 55: a2 (com diversas partes Le Plaisirs,L’Air à l’Italien, Rejouissance, Polonoise)
Leonardo Leo (1694 – 1744) Concerto para 4 violinos (4 and.s Maestoso, Fuga, Larghetto, Allegro)
Antonio Vivaldi (1678 – 1741) Concerto para dois violinos, dois violoncelos, cordas e bc in Sol maior RV 575 (3 and.s Allegro, Largo, Allegro)
Georg Philipp Telemann Suite “Don Quixote” in Sol maior para cordas e baixo contínuo TWV 55: G10 (algumas partes: 2. Ouverture; 4. The Awakening of Don Quixotte; 6. His Attack on the Windmills; 8. His Amorous Sighs for Princesse Dulcinea; 10. Sancho Panza Mocked; 12. The Gallop of Rosinante. The Gallop of Sancho Panza’s Mule; 14. Don Quixotte at Rest)
Não há registo destas peças pelo “Divino Sospiro”. Procurando encontram-se interpretações da Suite D.Quixotte de Telmann por agrupamentos equivalentes como a “Orquesta Filarmonia” (dir. Pascal Osa) de Madrid, gravada em Março de 2011 aqui : http://youtu.be/W9ZEOgf70lk ou uma interpretação mais recente da “Smolensk Chamber Orchestra” (dir. Yuri Sobolev) na Rússia em Fevereiro de 2012, a escutar aqui :
Do Concerto RV 575 de Vivaldi mostramos-lhe os dois primeiros andamentos Allegro e Largo pelo conjunto “Tafelmusik” (dir. Jeanne Lamon) com Anner Bylsma (violoncelo). Ouça o restante andamento Allegro aqui : http://youtu.be/LOPh0YFB6sU
Após o concerto, a APDPk promove também, nesse Auditório, uma palestra com o neurologista Miguel Coelho, que abordará os principais aspectos da doença de Parkinson e formas da sua prevenção.
Este dia de comemoração corresponde à data de nascimento de James Parkinson, o médico inglês que, em 1817, identificou e descreveu os sintomas da doença que viria a receber o seu nome, hoje a segunda doença neurodegenerativa mais comum, atingindo mais de uma em cada mil pessoas na Europa, o que corresponde, em Portugal, a cerca de 20 mil portugueses.
Na Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves (Avenida 5 de Outubro, nº 6-8) inicia-se nesta Quinta-feira, 11 de Abril, sempre às 19h, um Ciclo de Recitais de Cravo de entrada livre pelo conhecido cravista português José Carlos Araújo.
Não sabemos se esta é uma das peças escolhidas, a ária ‘Lascia ch’io Pianga’ (da ópera ‘Rinaldo’, HWV 7) de George Frideric Händel (1685-1759) mas corresponde ao período do concerto, aqui tocada por José Carlos Araújo :
São intérpretes Alena Dittrichová, António Cabrita, Adelaide Oliveira, Jorge Granadas, Maria João Pereira e Rosinda Costa.
“O Nada” encerra a trilogia que assume como tema estruturante de ligação “o Tempo”, iniciada com “O Aqui” (à esq.) e adensada por “O Depois” (à dir.), o primeiro espectáculo de dança áudio-descrito em Portugal, representado também no São Luiz em Dezembro de 2010.
Diz o programa que « O Nada tem como ponto de partida o silêncio e o eco de um sonho. Apresenta o corpo como uma câmara de observação e projecta a leveza e a contradição tratadas nos temas da natureza humana. Magma de imagens e sons na procura incessante da criatividade mais fecunda. Uma peça sobre os subterrâneos nas alturas, que assenta leve sobre sólidas fundações ».
Pode ter-se uma ideia neste vídeo :
Diz o texto do programa que « Éter constrói-se sob o signo da espera: das palavras de uma actriz e um dramaturgo nasce um texto que reflecte sobre as paisagens e desencontros onde esperamos, porque esperamos, com quem esperamos. Esboça-se uma pátria do amanhã e das esperanças num diálogo íntimo com a lenda de D. Sebastião e a poesia de Fernando Pessoa. Éter faz uma releitura do mito e coloca questões seculares portuguesas na contemporaneidade. Seremos nós aqueles por quem esperamos ? ».
Por último, no campo do jazz, no Hot Clube (Praça da Alegria, nº 48) é apresentado às 22h30 da mesma Quinta-feira, 11 de Abril, bem como da Sexta 12 e do Sábado 13, o novo projecto “Clepsydra” do jóvem saxofonista tenor José Pedro Coelho.
Actuará ali com Miguel Moreira (guitarra), Hugo Raro (piano), Demian Cabaud (contrabaixo) e Marcos Cavaleiro (bateria), músicos com quem tem divulgado pelo país este espectáculo como em Janeiro último no Teatro Avenida de Castelo Branco :
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Terça aqui)


