por Rui Oliveira
Continuando o Pentacórdio em versão reduzida, chamaríamos a atenção nesta Quarta-feira, 17 de Abril para os acontecimentos que se seguem.
No campo da música, é de destacar o Concerto Antena 2 que se realiza no ISEG – Instituto Superior de Economia e Gestão, às 19h no seu Auditório com entrada livre, em que actua o “Ensemble Darcos” composto por Fausto Corneo, clarinete, George Hlawiczka, violino, Reyes Gallardo, viola, Filipe Quaresma, violoncelo e Helder Marques, piano.
Criado em 2002, em Faro, pelo compositor e maestro Nuno Côrte-Real, teve como propósito inicial a interpretação dos grandes compositores europeus de música de câmara, como Beethoven, Brahms ou Debussy, bem como a música do seu director Nuno Côrte-Real (assumindo contornos de projecto de autor), mas posteriormente alargou o seu repertório (vide a recente gravação de canções de Cole Porter com a soprano Sónia Alcobaça, de que se pode ouvir o tema “Ev’ry Time We Say Goodbye” aqui http://youtu.be/kymDhfHoZng ).
O CD “Volúpia”, primeiro trabalho discográfico do grupo e inteiramente dedicado à obra de câmara de Nuno Côrte-Real, foi lançado em Outubro de 2012, pela editora Numérica.
Mostramos-lhe abaixo o registo prévio de “5 Pequenas Músicas do Mar” para quinteto de sopro.
Do programa do concerto no ISEG constam :
George Gershwin (1898-1937) 3 Canções (arranjos de N. Côrte-Real) para clarinete, violino, viola, violoncelo e piano
I got plenty o’ nuttin / Summertime / Bess, you is my woman
Bela Bartok (1881-1945) Contrastes (Sz. 111) para clarinete, violino e piano
Dança de recrutamento / Relaxação / Dança Rápida
Antonín Dvořák (1841-1904) Quarteto p/ piano e cordas, em mi bemol maior, Op. 87
Allegro con fuoco / Lento / Allegro moderato / Allegro ma non troppo
No campo do teatro, estreia nesta Quarta-feira, 17 de Abril no Teatro Meridional (Rua do Açúcar, nº 64, ao Poço do Bispo) como espectáculo de acolhimento, a peça “Um Dia de Raiva”, às 21h30, que aí permanecerá até Domingo, 21 (às 16h).
O espaço cénico e apoio a figurinos são de Ana Brum, a iluminação de Nuno Pessoa e o desenho gráfico de Vera Miranda.
Sinopse da acção :
«Um grupo de pessoas acaba de chegar. Eles são os novos e são novos também. Mesmo agora recentemente demitidos, ninguém pode negar que os olhos de quase todos estão a brilhar. Exactamente ali instalam o seu posto de trabalho e começam. Passam os dias, correm os corações, perpassam sonhos mas é possível que tudo volte realmente a arrumar-se como uma tenda de circo. E alguém dirá que nem as suas pegadas restaram. Passa o tempo, esse, que será quase sempre o depois que nunca mais chegará, a espera exasperada no lugar onde já não se está, coisa alguma, memória alguma, onde novos trabalhadores em novos contentores irão de certeza voltar. Chamam-se no mercado “flexíveis” mas têm o nome de “precários”. Trazem habilitações que não interessam ou o estigma do desempregado. São mal remunerados. São escravos disfarçados, subcontratados, quantas vezes a prazo. São falsos trabalhadores independentes, simplesmente intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes. São mães, pais e filhos».
Eis um seu excerto divulgado em edição de Rui Pires (a quem agradecemos) :
Como conferências/debate saliente-se aquela que ocorrerá no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, nesta Quarta-feira, 17 de Abril, às 18h, dentro do Ciclo de Conferências “360º Ciência Descoberta” de apoio à exposição homónima ali existente e que será proferida por José Pardo Tomás, investigador científico no departamento de História da Ciência da Institución Milà y Fontanals de Barcelona.
A entrada é livre, havendo tradução simultânea e transmissão para espaços adjacentes e on line : http://www.livestream.com/fcglive .
Antes desta conferência, é conveniente ter visto a exposição que é, aliás, de grande interesse.


