COMUNICADO DE IMPRENSA
Outras espécies cinegéticas mereceriam também uma maior atenção face às suspeitas de declínio que se sentem no campo, um pouco por todo o país, contudo a rola-brava está, de facto, a chegar a um possível ponto de não-retorno no que diz respeito à sua sustentabilidade cinegética em Portugal, pelo que é preciso agir de imediato consertando esforços entre todas as partes envolvidas nesta actividade e entre os países que são abrangidos pelas rotas migratórias desta espécie.
Os vários debates e workshops mantidos sobre estas medidas urgentes têm sido frustrados com a ideia de que só é possível uma moratória quando todos os países em que se caça a rola-brava a decretem em conjunto. Ora perante o contínuo declínio, estes termos são repetidos em todos os países cujas autoridades e organizações venatórias, ao abrigo de não poderem implementar estas medidas de urgência nacionalmente, mantêm a caça à rola-brava e continuam a promover o declínio da espécie. Em Portugal a manutenção da caça à rola-brava é um engano, uma vez que cada vez há menos exemplares para ser caçados, e portanto mantém-se apenas a cobrança das licenças, não havendo nada que caçar.
A LPN e a Federação Portuguesa de Caçadores lançam o apelo ao Governo, nas pessoas do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural e do Secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, a que aprove esta medida de excepção que é a moratória e que promova o diálogo internacional entre tutelas da caça, organizações do sector da caça, organizações ambientalistas, universidades e centros de estudos ligados à temática, federações internacionais de caçadores e organizações internacionais de conservação da natureza e aves, no sentido do início o mais rapidamente possível dos estudos sobre o declínio da Rola-brava. Há pessoas que se dedicam ao estudo esta temática em todos os países em que este declínio se verifica – é preciso promover a articulação de conhecimentos para recuperar a Rola-brava. A moratória e o estudo internacional são duas medidas da máxima urgência.
