por Rui Oliveira
Nesta Terça-feira, 17 de Setembro, o acontecimento dominante será na Sala Principal do Maria Matos Teatro Municipal, às 22h, o momento em que Sei Miguel e Aki Onda voltam a encontrar-se em palco para revisitar “As Casas de Orfeu”, uma peça do trompetista português.
«Em 2008, Sei Miguel, compositor e trompetista radicado em Lisboa, e Aki Onda, artista plástico e sonoro japonês baseado em Nova Iorque, cruzaram as suas linguagens pela primeira vez num singelo concerto no Museu do Chiado. A intimidade deste encontro, acompanhado pelo percussionista César Burago, enfatizou a beleza dos mundos marcadamente pessoais, cosmopolitas e poéticos dos dois compositores.
No reencontro, agora na companhia do habitual Unit Core de Sei Miguel, revisitam pela terceira e derradeira vez Casas de Orfeu, peça do trompetista português datada de 2009. Inicialmente apresentada em duo, esta “peça-mistério em oito quadros”, como o seu autor a define, assume a sua forma final num quinteto em estreita colaboração com Aki Onda.
No palco estarão Aki Onda (electrónica), Sei Miguel (trompete), Fala Mariam (trombone alto), Pedro Gomes (guitarra eléctrica) e César Burago (percussão).
Dos sons a ouvir tenha-se uma “ante-audição” escutando quer a mesma Sei Miguel Unit Core em 2011 no Museu do Chiado, quer a composição “Toward a place in the sun” (2010) de Aki Onda :
Lembramos ainda, nesta Terça-feira, 17 de Setembro, o evento curioso já oportunamente divulgado no blogue A Viagem dos Argonautas que será e edição de mais um dos “Encontros Imaginários” de A Barraca (sediada no Cinearte) mas que, desta vez, decorrerá num restaurante (UAI!, Rua Prof. Francisco Gentil, nº 33) em Telheiras.
Será ainda o dramaturgo e encenador habitual Hélder Costa quem interpretará uma das figuras históricas, o Rei D.Miguel I, O Absolutista, deixando para António A.Gomes a personificação de El Rei D.Pedro IV, também apelidado de O Rei Soldado.
Teremos assim, nos termos de A Barraca, frente a frente :
D. Miguel I de Portugal (à direita) (Queluz, 26 de Outubro de 1802 – Bronnback, Grão-ducado de Baden, Alemanha – 14 de Novembro de 1866) foi Rei de Portugal entre 1828 e 1834, tendo sido o terceiro filho do Rei D. João VI e de D. Carlota Joaquina de Bourbon, cobrindo o período da Guerra Civil Portuguesa (1831-1834). Segundo os constitucionalistas, terá sido um usurpador do título monárquico de sua sobrinha D. Maria da Glória, com quem se comprometera a casar em 1826; por seu turno, os miguelistas contrapunham que D. Pedro I do Brasil perdera o direito à Coroa Portuguesa e, por isso, a prerrogativa de designar um seu sucessor (no caso, sua filha, Dona Maria da Glória) a partir do momento em que erguera armas contra Portugal, declarara a independência do Brasil e se tornara Imperador desse novo país.
Por fim, assinale-se com apreço que a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) decidiu criar o “Forum Cultura Viva”, uma plataforma de reflexão e debate que efectue o diagnóstico do estado da cultura em Portugal, detecte carências e más práticas e contribua para a definição de um conjunto de políticas que venham a ser úteis a vários níveis.
Coordenada pelo Prof. Manuel Maria Carrilho, antigo ministro da Cultura, ex-embaixador de Portugal junto da UNESCO e catedrático de Filosofia da Universidade Nova de Lisboa, ela promove, este mês e para dar início às suas actividades, uma conferência do Prof. Gilles Lipovetsky, personalidade com trabalhos publicados e discutidos em todo o mundo e que nos últimos anos tem renovado, com grande originalidade, a compreensão do papel da cultura nas sociedades contemporâneas.
Esta conferência, cujo tema é “a cultura-mundo”, realizar-se-á na Terça-feira 17 de Setembro, às 18h30, no Auditório Frederico de Feitas da SPA e será introduzida por Manuel Maria Carrilho.


