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POESIA AO AMANHECER – 323 – por Manuel Simões

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ARNALDO SANTOS

( 1935 )

            REGRESSO

            Bandeiras sem cores

            tremulando ao vento…

 

            Passa um camião onde vozes cantam.

            São homens que voltam.

 

            E o sonoro canto vai longe… longe…

            As cubatas sós onde mães esperam…

 

            Bandeiras-desejos

            tremulando ao vento…

 

            E vozes deixando na esteira dura

            com o pó da estrada

            cantos de renúncia.

 

            E tremulando sempre

            bandeiras sem cores agitam desejos.

             Nascem vagidos novos nas sanzalas!

             (de “Fuga”)

 Poeta e contista. Foi um dos fundadores da União dos Escritores Angolanos. Tem colaboração nas revistas “Novembro”, “Cultura”, “ABC”, “Mensagem” (CEI) e no jornal “Brado Africano”. Obra poética: “Fuga” 1965) e “Poemas no Tempo” (2ª. ed., 1985).

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