Site icon A Viagem dos Argonautas

PRECÁRIOS INFLEXÍVEIS: SAÚDE24 – MAIS DE 30 NOMES JUNTAM-SE EM ABAIXO ASSINADO CONTRA OS DESPEDIMENTOS

28 de Janeiro de 2014

Via Apoio aos Trabalhadores da Saúde 24

«Depois dos apoios de ontem, mais apoios de peso na luta dos trabalhadores da Linha Saúde 24:

Despedimentos na Linha Saúde 24 são um ataque à democracia

A Linha Saúde 24 é um serviço de atendimento telefónico, integrado no Serviço Nacional de Saúde. Disponibiliza um aconselhamento rápido e qualificado, permitindo o melhor funcionamento do sistema público no seu conjunto e permite dotar os cidadãos de ferramentas importantes para o auto-cuidado e decisão acertada. É reconhecido como exemplo na capacidade de triagem e encaminhamento, atenuando a pressão sobre os serviços de urgência. Com dois centros de atendimento, em Lisboa e no Porto, este serviço público é assegurado por cerca de 400 trabalhadores, na sua maioria enfermeiros e enfermeiras, através da empresa LCS – Linha de Cuidados de Saúde.

Desde Dezembro de 2013, existe na LCS um conflito laboral resultante de uma tentativa de redução salarial entre os 40-45% por parte da concessionária deste serviço. Esta redução foi amplamente rejeitada. No passado dia 4 de Janeiro, os trabalhadores da Linha Saúde 24 realizaram um dia de paralisação, com uma adesão quase total.

Uma semana e meia depois, a administração da empresa despediu sumariamente 16 trabalhadores, sem aviso prévio nem justificação. Entre os despedidos, contavam-se vários dos trabalhadores que, em Lisboa e no Porto, têm representado publicamente a reivindicação colectiva. Mais do que o despedimento há um impedimento imediato de aceder ao posto de trabalho.

Estes 16 despedimentos não foram inéditos, e anunciaram-se mais retaliações, perfazendo já mais de 115 pessoas dispensadas. Esta acção da administração da empresa é um ataque não apenas a estes trabalhadores, mas a toda a cidadania, e uma ameaça à democracia, porque viola o direito à livre expressão e organização. Enquanto cidadãos e cidadãs livres não podemos aceitar esta situação.

Não se podem tolerar retaliações sobre o exercício de direitos democráticos elementares, que representam um retrocesso histórico grave e flagrante. A situação que ocorre neste momento na Linha Saúde 24 representa um regresso ao passado, inviabilizando o funcionamento do Serviço Nacional de Saúde pela vontade de uma administração privada que não respeita os direitos dos enfermeiros, quer enquanto trabalhadores, quer enquanto cidadãos, punindo a sua tentativa de organização e defesa como se essa fosse um crime. É urgente defender a democracia, defendendo para isso as pessoas que trabalham na Linha Saúde 24.

Adélia Pinhão, médica e dirigente do SMZS
Ana Campos, directora do serviço de obstetrícia da Maternidade Alfredo da Costa
Ana Rita Cavaco, enfermeira
António Arnaut, advogado e responsável pela criação do Sistema Nacional de Saúde
António Chora, Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa
António-Pedro Vasconcelos, realizador
António Mariano, dirigente do Sindicato dos Estivadores do Centro e Sul
Artur Ramon Rocha de La Feria, médico e dirigente do SMZS
Bruno Noronha Gomes, enfermeiro
Camilo Azevedo, Comissão de Trabalhadores da RTP
Cipriano Pisco, ex-dirigente sindical do sector metalúrgico
Delberto Aguiar, médico e dirigente do SMZS
Diana Póvoas, médica e dirigente do SMZS
Francisco Alves, Conselho Nacional da CGTP
Francisco Raposo, sindicalista do STML
Fernando Rosas, historiador
Guida da Ponte, médica e dirigente do SMZS
Jorge Domingos Nogueira, médico e dirigente do SMZS
Jorge Espírito Santo, médico e dirigente do SMZS
Jorge Leite, professor universitário (jubilado) da FDUC e especialista em Direito do Trabalho
José Luís Peixoto, escritor
Manuela Silva, médica psiquiátrica
Manuel Carvalho da Silva, investigador e professor universitário
Manuel Loff, historiador
Manuel Martins, Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa
Mário Jorge Neves, médico e dirigente do SMZS
Pedro Abrunhosa, músico
Pilar Vicente, médica e dirigente do SMZS
Raquel Varela, investigadora
Sara Simões, Associação de Combate à Precariedade – Precários Inflexíveis
Sara Ferreira, médica e dirigente do SMZS
Tiago Gillot, Associação de Combate à Precariedade – Precários Inflexíveis
Viriato Soromenho-Marques, professor universitário»

Exit mobile version