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ORIENTE A SUA LEITURA DE “JORNALISTAS SEM FRONTEIRAS” – AQUI TEM UM VADEMECUM

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Reescrever a História a tiro e sangue

Mariupol, Ucrânia, margens do Mar Negro 69 anos depois de a Alemanha nazi ter sido libertada. Tropas a mando dos agentes fascistas que controlam a segurança do governo golpista ucraniano disparam sobre agentes policiais dissidentes e sobre civis, muitos dos quais chegavam de celebrar o Dia da Vitória. Há mortos e feridos, não se sabe quantos, o ministro do Interior calcula que haja 20 vítimas mortais entre os “terroristas”. É assim a Ucrânia no 69º Dia da Vitória, cujas comemorações foram banidas da maior parte das cidades, incluindo a deposição de flores nos monumentos ao soldado desconhecido. Para os dirigentes de Kiev a vingança parece ter chegado quase sete décadas depois, por enquanto em ambiente de “Dia da Derrota”.

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Depois dos saarauis, os palestinianos. Cinco mil presos políticos nas mãos de Israel iniciaram uma greve de fome solidarizando-se com quase 200 companheiros ainda submetidos ao regime de detenção administrativa, conceito para a qual uma palavra basta: arbitrariedade. Um cidadão pode estar períodos renováveis de seis meses na prisão sem ser acusado de nada, sem acusação, sem provas, sem julgamento, só porque sim. É assim em Israel e nos territórios que ocupa, pertencendo Israel ao lote dos países civilizados e donos do mundo. Há dois anos, ao cabo de uma greve de fome em massa, os presos políticos palestinianos arrancaram a promessa de que a detenção administrativa iria acabar. Promessas leva-as o vento para os confins dos desertos.

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Já a Síria, como se sabe, nada tem de civilizado e, segundo se dizia, fazia os possíveis e impossíveis para impedir a destruição das suas armas químicas apesar de se ter comprometido a isso. Afinal, revelam a ONU e a Organização Mundial para a Proibição de Armas Químicas, restam 16 contentores de produtos químicos para destruir mas o acesso é difícil porque estão numa base aérea nas mãos de grupos de mercenários islâmicos “dos mais extremistas”, que pretendem tomar o poder em Damasco. Delicadamente, as duas organizações pedem aos padrinhos dos terroristas que os convençam a abdicar das matérias letais para que o serviço possa ser acabado. Padrinhos? Sabemos quem são e Assad não é certamente.

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Enquanto “não conseguem vingar-se de Snowden” os dirigentes norte-americanos vão-se vingando de quem dá guarida à sua pessoa e conhecimentos, disse alguém em Berlim à jornalista Lourdes Hubermann. Neste caso debaixo de mira estão os deputados da comissão do Bundestag , de todas as cores políticas, que decidiram ouvir o que o ex-técnico de espionagem tem a dizer sobre o que fazia a NSA em relação à Alemanha ,além de escutar os telefonemas da Srª Merkel . Perante isto, Washington não está com meias tintas: mandou dizer, por advogados privados, que se esses oito deputados tiverem a desdita de um dia pôr pé em solo norte-americano ficam a contas com acusações de “conspiração” e “roubo”. A mensagem é omissa sobre torturas da CIA.

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José Goulão

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