POESIA AO AMANHECER – 472 – por Manuel Simões carlosloures 12 anos ago MARCO LUCCHESI ( 1963 ) LÁGRIMA DAS COISAS (fragmento) Camila era jovem e sedutora. Seu corpo amanhecia como a ensolarada Palestina, e o resplendor do lápis-lazuli, e os mistérios dos jardins de Assurbanipal (magnólias, e acácias, sândalo e cedro, e seus olhos, noturnos) absolutamente noturnos, como sabem ser noturnas as noites da Síria (deuses mortos e astros apagados!) seus olhos noturnos convidam o solitário a dormir o sono da semelhança (exausto de auroras e crepúsculos) abismando-se nas trevas da história. (de “Bizâncio”) Poeta ítalo-brasileiro, ensaísta e tradutor. Tem uma produção poética em italiano e em português. Dirige a revista “Tempo Brasileiro”. Da sua obra em português, transcreve-se aqui um segmento de um poema de “Bizâncio”. Share this: Share on Facebook (Opens in new window) Facebook Share on X (Opens in new window) X Share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn Share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp Email a link to a friend (Opens in new window) Email More Print (Opens in new window) Print Poesia ao Amanhecer / 271Date17 de Março de 2016In relation toBelas-artes.Poesia ao Amanhecer / 203Date14 de Dezembro de 2015In relation toBelas-artes.Poesia ao Amanhecer / 206Date17 de Dezembro de 2015In relation toBelas-artes.