O poema que hei-de escrever para ti, dando notícias Do último reduto das coisas, das profundidades intactas, Nasce, adormece e referve-me no sangue Com a íntima lentidão dos teus seios desabrochando, Porque, sei, não estás longe (nem da minha vida!), meu mistério fiel. Hoje a nossa companhia é a tua inconsciência e o teu instinto: puro Instinto que eu, de longe, embalo e velo E acordará («em frente!») às primeiras palavras Do poema, quando ele despontar.