NESTE DIA… 5 de JANEIRO de 1801, nasceu PASSOS MANUEL
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Manuel da Silva Passos, nos seus tempos de governante. Obrigado a Angrense e à Wikimedia Commons
Manuel da Silva Passos, que se popularizou pelo nome Passos Manuel, nasceu em S. Martinho de Guifões, no julgado de Bouças, que hoje em dia é o concelho de Matosinhos. Era filho de lavradores abastados, que o mandaram estudar em Coimbra, assim como ao seu irmão mais velho, José da Silva Passos. Foi um estudante distinto, e ali aderiu à revolução de 1820, tendo abraçado a causa liberal com grande entusiasmo. Expulsos da Universidade, por recusarem jurar fidelidade a D. Miguel, os dois irmãos exilaram-se em 1828, e alistaram-se no exército liberal. Passos Manuel, a partir de 1834, data em que foi eleito parlamentar, teve um papel destacado na vida política portuguesa, encabeçando a revolução de 1836, e a esquerda liberal vintista. Brilhante orador, defensor intransigente da soberania popular, com um domínio excepcional sobre as matérias, Foi ministro do reino após a revolução setembrista, até 1 de Junho de 1837. Promoveu numerosas reformas no curto período de tempo que esteve no poder, destacando-se a criação dos Conservatórios de Artes e Ofícios de Lisboa e do Porto, dos liceus nas capitais de distrito e das Escolas Médico-Cirúrgicas de Lisboa e do Porto, a nomeação de Almeida Garrett para dirigir a fundação e a organização do Teatro Nacional de Lisboa, para além da reforma do ensino primário e da criação da primeira faculdade de Direito, esta em Coimbra. A grande quantidade de reformas e o espírito conciliador que mostrou na acção governativa, acabaram por lhe valer inimizades entre os seus próprios apoiantes, e conduziram ao seu afastamento. Ainda foi eleito deputado por várias vezes, mostrando por várias vezes a sua capacidade interventiva, e apoiou o irmão, participante na Patuleia. Estabelecido no Ribatejo, dedicou-se à lavoura e á vida familiar.
Morreu em 18 de Janeiro de 1862 em Santarém. Passos Manuel foi considerado como encarnando o ideal romântico na política, tão evidente era a sua dedicação ao serviço público, e o nulo interesse por exercer poder só pelo poder. Daí a sua memória ser lembrada em todo o país.