Tem passado relativamente despercebida, na tão publicitada festa de atribuição dos Óscares, considerada como um dos momentos mais altos, senão o mais alto, da vida da indústria do cinema, a atribuição do Óscar para o melhor documentário a Citizen Four, de Laura Poitras. O filme segue Glenn Greenwald, e os seus encontros com Edward Snowden, até este chegar à Rússia, onde continua. De caminho faz um levantamento do que é a vigilância de massas, um dos pilares do poder imperialista, dando uma ideia de como se estende aos quatro cantos do globo.
Os responsáveis pela atribuição dos Óscares terão querido talvez tomar uma posição política, sem se exporem muito. Veja-se a propósito o que diz o site da Electronic Frontier Foundation, a principal organização americana de defesa dos direitos dos internautas, no último link abaixo. De qualquer modo, para além do valor do filme, há que constatar o reconhecimento da importância da questão. Para quem tem uma ideia do peso político e das orientações políticas dominantes na grande indústria, a atribuição deste Óscar é sem dúvida um facto relevante.
Será contudo de lembrar que Edward Snowden continua na Rússia, Julian Assange na embaixada do Equador em Londres, e o soldado Bradley Manning, agora Chelsea Manning, cumpre uma longa pena de prisão. Propomos que acedam aos links abaixo:
https://twitter.com/sherifea/status/569771889515728896


