Novos dados sobre o caso da FIFA estão a vir a lume. As fortunas fabulosas de Jack Warner e Chuck Blazer, dirigentes recentemente detidos, constituem flagrante exemplo da extensão do escândalo que afecta o organismo que rege o futebol mundial e que, surpreendentemente, acaba de reeleger Blatter como presidente.
As reservas da FIFA – 1,370 milhões de euros em caixa, configuram ordens de valores só ao alcance das grandes multinacionais. O resultado da reeleição de quem é frequentemente apontado como o papa da corrupção mereceu a Michael Van Praag um comentário – «só posso explicar a vitória de Blatter pelo medo» O homem que retirou a sua candidatura à presidência da FIFA, responsabiliza os que reelegeram Blatter como responsáveis «por tudo o que de mau vier a acontecer no futebol».
Michel Platini veio também acrescentar a sua voz aos que denunciam a corrupção no organismo que superentende no futebol e o proceso de excomunhão não se fez esperar . Blatter, crispado, ameaçador, informou urbi et orbi que perdoa, mas não esquece. Os bispos heréticos bem podem pôr as barbas de molho – «perdoar, mas não esquecer», significa que não perdem por alguma demora que possa haver no acerto de contas.
Como sempre que as comadres se zangam, as verdades começam a surgir.