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“LISBOA NA RUA” – “SOU FADO”: SEXTAS FEIRAS PREENCHIDAS COM FADO NO LARGO DE SÃO CARLOS DE 21 DE AGOSTO A 11 DE SETEMBRO

Com o lema “Lisboa é minha, é tua e de quem a apanhar”, o Lisboa na Rua celebra o Verão na cidade. Traz-nos música às praças e cinema aos becos, exposições aos largos e performances às ruelas, para oferecer noites e fins-de-tarde memoráveis aos lisboetas e aos que nos visitam.

Para ver programação completa:

http://www.lisboanarua.com/2015/wp-content/uploads/2015/08/lisboanarua2015-programa-web.pdf

SOU FADO

O Verão faz-nos sentir intensamente a cidade, que cresce e se multiplica em esplanadas, pátios e jardins. Lisboa pertence-nos e sabemos apropriar-nos deste espaço suplementar que nos é concedido alguns meses por ano. O calor que se desprende da calçada, a limpidez da vista sobre o rio, trazem-nos para a rua que acolhe todos de braços abertos. Nos recantos pitorescos e nas praças monumentais há uma singularidade, algo intrínseco que liga o antigo e o contemporâneo, a tradição e a vanguarda. Que nos define. Pode ser a luz, pode ser o Tejo, mas é com toda a certeza a música que desde tempos imemoriais vive dentro de nós e que um dia conseguimos fazer germinar. Entre 20 de Agosto e 20 de Setembro, a cidade que fez nascer o Fado convoca-o a uma das suas praças mais icónicas para ouvir cinco intérpretes excepcionais que levarão para o Largo de São Carlos esta música que é de todos e de cada um, em cinco noites que se adivinham inesquecíveis

21 Agosto 21h30 Raquel Tavares

Uma das mais importantes vozes do fado contemporâneo, Raquel Tavares tem o inato dom de ser fadista e pouco mais se deveria dizer depois. Raquel vive onde o fado mora, no coração de Alfama, que bate como se fosse seu e isso sente-se nos concertos. Raquel canta pela primeira vez com cinco anos de idade, e aos 12 já participa em concursos de fado, conquistando 14 primeiros lugares, entre eles o da mítica Grande Noite do Fado, no Coliseu de Lisboa, em 1997. sou do fado sou do fado Direcção Artística: Amélia Muge Direcção Musical, Co-Produção: José Martins Músicos: Amélia Muge Voz, guitarra braguesa, percussão; António Pinto Guitarras acústicas, eléctrica e braguesa; Catarina Anacleto Violoncelo e voz; Daniel Salomé Clarinetes, Saxofones e Flauta; José Salgueiro Percussão; Manuel Maio Violino, Bandolim e voz; Músicos convidados: António Quintino Contrabaixo; Carisa Marcelino Acordeão; Captação Sonora e Interacção Instrumental: José Martins; Desenho de Luz: Manuel Mendonça; Vídeo, imagens e guião: Amélia Muge / Montagem: José Martins; Fotografia e projecção de imagem: Egle Bazaraite; Produção: Museu do Fado / UGURU; Apoios: SPAutores, Museu do Fado (EGEAC), FGDA, Delta Cafés; Duração: 60 min Aos 17 anos, a convite do “Rei do Fado” Fernando Maurício, Raquel começa a cantar profissionalmente em casas de fado, um pouco por toda a Lisboa, convivendo de perto com históricos intérpretes da canção nacional: Fernando Maurício, Hermínia Silva, Lucília do Carmo, Berta Cardoso ou Beatriz da Conceição, entre muitos outros. Em 2006, edita o seu disco de estreia “Raquel Tavares”, que lhe vale de imediato os prémios Amália Rodrigues e Casa da Imprensa na categoria Revelação. Desde então, Raquel tem desenvolvido um percurso que já a levou a alguns dos palcos mais importantes do globo em países como Espanha, França, Itália, Grécia, Marrocos, Alemanha, Bélgica, Holanda, Escócia, Inglaterra, Irlanda, Uruguai, Argentina, Brasil, Canadá, China e mais recentemente, Austrália. Em Novembro de 2012, na Capital Europeia da Cultura partilhou o palco com Ivan Lins, num fabuloso concerto de homenagem a um dos mais importantes artistas do nosso tempo. Em Janeiro de 2013, no Rio de Janeiro, volta a dividir o palco com Ivan Lins, num espectáculo esgotadíssimo. Em Abril do mesmo ano, Raquel Tavares apresentou no Espaço Brasil, em Lisboa, o espectáculo “Nem todo o Fado é Triste, nem todo o Samba é alegre”, concerto em que evocou o cancioneiro de Samba de raíz e de Fado tradicional, inserido na programação do Ano do Brasil em Portugal. Já em 2014, Raquel canta na Feira do Livro de Bogotá e no Centro Cultural Gabriel Garcia Marquéz, onde deu forma ao mote escolhido para a comitiva portuguesa: “Da minha língua vê-se o mar”. Raquel Tavares tem recebido os maiores elogios da crítica internacional. É no Fado que está enraizada a sua identidade e a imprensa e público português são os primeiros a reconhecer-lhe esse prestígio e a recebê-la com um carinho e gratidão únicos. A fadista tem um novo disco e uma digressão mundial agendados para 2015.

28 Agosto 21h30 Amélia Muge

Amélia com versos de Amália “Fiquei deslumbrado. Aquilo era a Amália toda inteira“… assim descreve Vítor Pavão dos Santos o seu encontro com os versos de Amália. Assim fiquei eu também quando os li. A ideia de Manuela de Freitas para que musicasse parte destes originais ajudou-me a encontrar a forma certa para uma homenagem a Amália, ao fado e aos fadistas. Tantas canções que não teria composto se não fossem eles. Musicar versos de Amália e cantá-los a meu jeito, foi o ponto de partida. Em termos artísticos tive o privilégio de contar com o desmesurado talento e dedica- ção de três pessoas de excepção: José Mário Branco, que com a direcção musical, arranjos e composição ajudou a criar a paisagem sonora (variada e única) para as palavras de Amália; Michales Loukovikas, que com as suas composições abriu horizontes até ao oriente com modos musicais como o Huzzâm e o Sabâ; José Martins, que com os seus arranjos em temas meus ligados a um bestiário popular e bem humorístico, ajudou a levar as palavras para um lado mais telúrico e experimental. Algumas canções roçam o fado. Outras foram beber à tradição rural, às músicas do mundo ou à canção de texto. Outras ainda, são de todo o lado e nenhum, pontuando comicidades e afectos decorrentes do que Amália nos descreve com uma intensidade que só os grandes herdeiros de um patrimó- nio milenar são capazes de transmitir. Este amélia com versos de amália ao vivo encontra, nesta Lisboa na Rua, em frente ao Teatro S. Carlos, organizada pelo Museu do Fado, mais um espaço de encontro. Uma noite de música, palavras e descoberta. Um caminho seguro para o alimento das emoções. Amélia Muge

29 Agosto 21h30 Kátia Guerreiro

Nasceu na África do Sul, cresceu nos Açores, descobriu-se em Lisboa. Quis ser professora, veterinária e tornou-se médica. Mas o fado encontrou-a. E ela encontrou o fado. Obra do destino? É sua convicção que este existe e está atento a ela. Por isso não faz planos, deixa a vida acontecer-lhe. Foi por esta confiança que esperou o momento certo. O momento em que todos os elementos estivessem alinhados, no mesmo ritmo, na mesma poesia, na mesma paixão. Esperou pelos poemas. Esperou pela música. Esperou por todos com quem queria percorrer o caminho, há muito desejado, há muito preparado. Os temas foram sendo coligidos ao longo dos anos. De dentro da gaveta que é o seu coração, saíram para serem cantados com a emoção que a caracteriza.

Eram muitos, a escolha foi difícil, mas os 12 eleitos representam a nova Kátia Guerreiro, a que nos últimos anos se preparou para este agora. Ao seu lado, Tiago Bettencourt, “um apaixonado pelo fado, que além de excelente músico é também um amigo”, assegurou a produção e direcção musical do projecto, mas também escreveu, a solo e em parceria, algumas das músicas. A João Veiga, Pedro de Castro, Luís Guerreiro e Francisco Gaspar, os músicos que há muito acompanham o seu fado juntaram-se outros, nomes maiores da música portuguesa, como Joel Pina, Pedro Jóia, André Ramos, Artur Caldeira. Na autoria, reúnem-se 20 nomes. Alguns em estreia absoluta, outros em homenagem póstuma. Todos em harmonia. Até ao Fim é o compromisso de Kátia com o público do Lisboa na Rua, dia 29 de Agosto, no Largo de São Carlos em Lisboa.

4 Setembro 21h30 António Chainho

Mestre António Chainho, 77 anos de vida e a celebrar 50 anos de carreira como guitarrista, artista e compositor, é o exemplo vivo de como o talento, a solidariedade feita cumplicidade e a perseverança na arte podem mudar e muito a trajetória da vida de um homem, e com ele a história da música popular. Mestre Chainho é hoje o grande decano do mais icónico instrumento nacional, a Guitarra Portuguesa. Autodidacta desde muito cedo, conjugou primeiro a tradição musical rural com a música popular urbana (Fado de Lisboa), levando depois a junção destas duas correntes musicais com outras músicas do mundo. Do seu imenso trabalho nasceram os discos instrumentais “Guitarra Portuguesa” (1980) e a gravação com a “The London Philharmonic Orchestra” (1996), o seu primeiro disco com novas vozes – “A Guitarra e Outras mulheres” (1998), seguindo-se a triologia dedicada às músicas do mundo com “Lisboa-Rio” (2000), “Ao Vivo no CCB” (2003) e “Lisgoa” (2010); finalmente, neste ano de comemoração dos seus 50 anos de carreira, o novo CD “Cumplicidades”. E é precisamente esta fusão que irá apresentar num espetáculo especial, totalmente instrumental, no largo do S. Carlos a 4 de Setembro, para o qual convidou, além dos seus cúmplices habituais, Ciro Bertini no baixo, Tiago Oliveira na viola, Ruca Rebordão e Diogo Melo Carvalho na bateria e percussão, Kepa Junkera e Raúl de Oliveira, os seus amigos de longa data que participaram no álbum “Cumplicidades”, e ainda a guitarrista Marta Pereira da Costa.

11 Setembro 21h30 Jorge Fernando

Autor-compositor, Jorge Fernando assinou muitos sucessos e desde muito jovem. Pelas suas palavras: “aos 15 anos, Trigueirinha, aos 16, Boa noite solidão, aos 17, Amigo João, Arco da velha, entre outros que se tornam clássicos. Continuo a escrever êxitos, como Rosas brancas para o meu amor, Umbada, Lua, Pode ser saudade, Chegou a hora, Chuva, Búzios, Leva-me aos fados, Valsa dos amantes, Desespero, entre outros, tendo escrito para a grande maioria de fadistas da história do fado”. A Jorge Fernando já foram atribuídos vários prémios, dos quais se destacam o Prémio da Cultura Italiana por trabalho feito no fado, a medalha de mérito da cidade de Lisboa, o primeiro prémio de popularidade do jornal Correio da Manhã (votação popular) ou o prémio Excelência na Música, da revista Mais Alentejo. Ao longo da sua carreira, gravou com Amália, Lucho Dalla, Patxi Andion, Fabia Rebordão, A Filleta, Ana Moura, Cristina Branco, Argentina Santos, Fausto, Expensive Soul, Nu Soul Family, Sam The Kid, e fez duetos televisivos com Mariza e Dulce Pontes. Jorge Fernando não é estranho às grandes salas nacionais e estrangeiras: já actuou nos Coliseus de Lisboa e do Porto, no Carnegie Hall (em Nova Iorque), no Concertgebouw (Amesterdão), no Picollo (em Milão) ou no Canecão do Rio de Janeiro. Foi ainda produtor de álbuns de Mariza, Ana Moura, Raquel Tavares, Aldina Duarte, entre muitos outros.

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