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FUSO – FESTIVAL ANUAL DE VÍDEO ARTE INTERNACIONAL DE LISBOA, DIA 29, ÀS 22H, NO JARDIM DO MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA

Tem início a 25 de Agosto mais uma edição do FUSO – festival anual de video arte internacional de Lisboa. Desta vez é a Lisboa dos jardins, terraços e esplanadas, por vezes distante do público em geral, que abraça as noites de Verão com uma plateia de espreguiçadeiras preparada especialmente para a apresentação de experiências artísticas marcantes da Vídeo Arte.
Cinco dias de viagem pela Vídeo Arte sugerem, anualmente, um percurso temático abrangente fora do contexto habitual de galerias e museus, em espaços ao ar livre, com entrada gratuita.

A par de uma selecção realizada a partir do open call FUSO, com uma programação distinta que divulga a vídeo arte portuguesa, apresentaremos obras, confrontando linguagens já históricas às mais contemporâneas, que cruzam o vídeo, a performance e o cinema, selecionados e apresentados por curadores internacionais que desenharam este programa exclusivamente para o FUSO.

 
Juntado artistas, curadores, um elevado número de público geral, especialista e responsáveis de grandes colecções de vídeo arte e instituições artísticas nacionais envolvidas nessa pratica contemporânea, veremos obras da América do Norte e do Sul, Europa e Médio Oriente. Ernesto de Sousa, criador nos anos 70 do primeiro evento de vídeo arte em Portugal.

Jardim do Museu Nacional de Arte Antiga // 29 AGO // 22h00 _ MIGUEL PALMA // MIGUEL PALMA EM MOVIMENTO
Apresentação: Miguel Palma // Duração:70´

Jardim do Museu Nacional de Arte Antiga // 29 AGO // 23h15
ALISSON AVILA // DO MONSTRO BRASIL AO MONSTRO GLOBAL
Apresentação: Alisson Ávila // DuraçãSelecção de trabalhos videográficos do artista Miguel Palma, produzidos por ele ao longo da sua carreira.

Ao longo do século 20, e não sem certa obsessão, cineastas e artistas visuais brasileiros buscaram vigorosamente o entendimento daquilo que é / onde está / o que será do Brasil, sob os mais diversos enquadramentos e linguagens. Este exercício de buscas e encontros forjou a percepção estrangeira quanto à moderna produção audiovisual do país.
Porém, no século 21, novos artistas instrumentalizam-se para criar um universo imagético que, gradativamente, deixou de dedicar-se à necessidade de exploração da identidade brasileira para abordar possibilidades cada vez mais alargadas: assim como no resto do mundo globalizado, os interesses e necessidades artísticas se fragmentaram de forma definitiva, e a análise nacional deixa de ser literal.

Enquanto espelho da produção audiovisual autoral contemporânea no Brasil, o Cine Esquema Novo acompanhou esta relativização temática, onde ganharam força questões e obras mais íntimas, particulares, pessoais, ensaísticas. Alinhada à necessidade global de oferecer uma outra abordagem perante o excesso permanente que marca o tempo presente, boa parte desta produção une-se às vozes da “Internacional Artística” para expressar sentimentos transversais (e não necessariamente de uma nacionalidade ou nação) perante a ordem estabelecida.

E é esta produção menos mineradora da identidade brasileira; e mais fleumática, sensorial e internacionalizante, voltada a uma expressão artística (e naturalmente política) alheia a conexões nacionais de pertencimento, que caracteriza o filme seleccionado pelo Cine Esquema Novo para o Fuso 2015. Com “Aquilo que Fazemos com as Nossas Desgraças”, de Arthur Tuoto, trazemos a Lisboa pela primeira vez o trabalho galardoado com o Grande Prémio do Cine Esquema Novo 2014: uma obra que, nas palavras do Júri, apresenta uma “ressignificação de textos e imagens apropriados pelo artista, levando o espectador a uma reflexão política sobre o mundo contemporâneo através da forma de um potente filme-ensaio”. Um trabalho de “found footage cinema” que se movimenta no coração da agenda contemporânea, e que através de um áudio de Jean-Luc Godard e Anne-Marie Miéville nos convida a mergulhar numa obra singular dentro do panorama dos filmes de apropriação.

JARDIM @ MMNAA – MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA // 29 AGOSTO
Rua das Janelas Verdes, 1249 – 017 Lisboa // +351 213 912 800

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