ADRIANO SEMPRE*.
Adriano morreu há 32 anos (16/10/1982).
Em Outubro, mês de Revolução, mês de Esperança.
Temos obrigação de o manter vivo.
Temos a obrigação de impedir que calem a sua Voz, a nossa Voz. A Voz de todos aqueles cujo único compromisso é com a Vida.
O Adriano (Correia de Oliveira), anjo rebelde, gigante com coração de menino, fraternal, solidário, deixou marcas em todos nós.
Tenho saudades de Adriano!
Por isso, amiúde, oiço a sua Voz – limpa e comprometida – a interpretar “Menina dos Olhos Tristes”; “Pescador do Rio Triste”; “Lira”; “Trova do Vento que Passa”; “O Senhor Morgado”; “Tejo que Levas as Águas”; “Canção da Beira Baixa”; “Para Rosália”; “Lágrima de Preta”; “Canto da Nossa Tristeza”; “O Senhor Gerente”; “Fado da Mentira”; “Cantar de Emigração”; e “História do Quadrilheiro” entre outros temas de tremenda e terrível actualidade.
Agora, que o teu/nosso país, Adriano, está recheado de submissos filhos de Pais devotos do Santo Capital.
*Desenho do Pintor Roberto Machado, amigo de infância de Adriano Correia de Oliveira com quem partilhou lutas e sonhos, em Avintes, na margem esquerda, do Rio Douro, e que musicou o poema de Manuel Alegre “Saudade Pedra e Espada”, que integra o disco “Cantaremos”.
