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CORNUCÓPIA CONVERSA COM O PÚBLICO SOBRE HAMLET, DIA 17 DE OUTUBRO ÀS 16H

A Cornucópia tem vindo a apresentar no seu espaço em Lisboa, o HAMLET de Shakespeare na tradução de Sophia de Mello Breyner Andresen, co-produção com a Companhia de Teatro de Almada, que estreou no Festival de Teatro de Almada deste ano. Apesar de ser um espectáculo excepcionalmente longo para os hábitos dos espectadores de hoje, a resposta do público tem sido entusiástica, enchendo todos os dias a sala.

É uma atitude diferente aquela que, neste espectáculo, sentimos nos espectadores. A beleza da tradução de Sophia, devolve ao espectador, quase intacto um texto verdadeiramente genial. E afinal, que é, senão palavras, o que ficou da obra do mais célebre dramaturgo de todos os tempos? A atitude dos espectadores é a de quem está a descobrir coisas novas para nós, apesar de muito antigas. E de facto HAMLET é uma peça de teatro com uma intriga muito simples, afinal, e que nisso se assemelha a um género popular na época, as Tragédias de Vingança, mas sobre essa escritura Shakespeare elaborou a mais alta poesia, o mais claro pensamento sobre o que é, como se comporta e como se podia comportar o ser humano. O trajecto de Hamlet até à sua morte é simultaneamente o trajecto da elaboração da Consciência Humana e o trajecto de aprendizagem da vida de um jovem até ao conhecimento da Loucura e da Morte.

Na hora de morrer diz Hamlet a seu companheiro Horácio:

“Ó Deus, Horácio, que nome perdido deixarei de mim

Se estas coisas ficarem ocultas e caladas!

Se jamais me tiveste no teu coração,

Adia um pouco mais a felicidade

E respira dolorosamente neste duro mundo,

Para contar a minha história…”

Na última tarde de Sábado em Lisboa, dia 17 de Outubro, das 16h às 18h convidamos os espectadores a participar numa sessão de análise e discussão da peça e do espectáculo com aqueles que o construíram e o representam, para que todos contemos a história de Hamlet três séculos mais tarde. A entrada é livre.

“… mesmo enquanto

Os espíritos estão inquietos, para que não surjam

Novos desastres, novas intrigas, novos erros.”

Luis Miguel Cintra

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