Teatro-Estúdio António Assunção
Rua Conde Ferreira, n.º 5 e 7
2804-521 Almada
Espectáculo de Honra do 33.º Festival de Almada: Joana Craveiro repõe memórias íntimas do 25 de Abril
A partir de amanhã, no Teatro-Estúdio António Assunção, em Almada, a encenadora e actriz Joana Craveiro repõe o espectáculo Um museu vivo de memórias pequenas e esquecidas, que o público do Festival votou no ano passado para regressar nesta edição como Espectáculo de Honra: um monólogo épico de quatro horas e meia que procura responder à pergunta “Quando é que acabou a Revolução?”- não através da História oficial, mas das memórias de gente anónima que esteve ligada, mais ou menos directamente, à Revolução portuguesa de 1974. O espectáculo do Teatro do Vestido regressa a Portugal, depois de uma digressão internacional que passou por Londres e pelo no Théâtre de la Ville, em Paris, integrado no programa Chantiers d’Europe.
Um museu vivo de memórias pequenas e esquecidas estreou em 2014, no âmbito das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril de 1974, e procura estabelecer um marco entre a perspectiva histórica e o tratamento jornalístico: uma tensão própria dos eventos ainda próximos de nós. Esta questão (É História? É jornalismo?) é tanto mais problemática quando se trata da perspectiva que as novas gerações (nascidas depois de 74) têm da Revolução de Abril. É o caso de Joana Craveiro, que nasce em Lisboa em 1974.
Joana Craveiro conversará sobre o seu espectáculo com o público do Festival de Almada no Sábado, 9 de Julho, às 19h00, na Esplanada da Escola D. António da Costa.
