Foi no dia 3 de Outubro de 1990: a República Federal da Alemanha e a República Democrática Alemã, reunificaram-se. Ou seja, a primeira absorveu a segunda. A separação dera-se na sequência da derrota do III Reich, em 1945, sendo a RFA constituída pelo território ocupado pelos Aliados e a RDA pela zona ocupada pelas forças da União Soviética.
Há quem defenda que a Alemanha deveria ter sido dissolvida e restituída â geometria anterior a 1871; na verdade, em menos de século e meio de existência, o espírito prussiano que levou Bismarck a em 18 de Janeiro de 1871, a proclamar o Império Alemão o que seria normal se Guilherme I da Alemanha, não tivesse sido coroado na sala dos espelhos do Palácio de Versalhes. Foi uma humilhação excessiva a que os franceses foram submetidos.
Em 1914 o Estado alemão, com menos de quatro décadas, desencadeava uma Guerra Mundial e em 1939, depois de ter assumido um papel decisivo na Guerra Civil de Espanha, desencadeia novo conflito mundial. Se em Nuremberga o Estado alemão tivesse sido dissolvido, isso não pagaria os milhões de mortos e as cidades em ruínas. Mas talvez poupasse os europeus à arrogância prussiana com que os seus chanceleres exigem o pagamento de dívidas das compras das geringonças que a indústria alemã, reconstruída mercê da generosidade, do perdão de dívidas, que os europeus demonstraram perante os vencidos, nos impingem.
Ser amigo da Natureza, respeitar todas as formas de vida, não nos obriga a deixar que o mesmo lacrau nos crave o ferrão repetidamente.
«Os alemães não brincam». Diz um anúncio da Opel. E desta vez não se trata de publicidade enganosa.