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A figura mitológica da Medusa é simultaneamente fascinante e perturbadora. Uma mulher com cabelos de serpente e um olhar capaz de petrificar mortais e semideuses. Segundo a mitologia grega, Medusa é punida por Atena após ter sido violada por Poseidon no seu templo. Esta inversão de culpa ecoa debates contemporâneos sobre violência sexual, cultura de culpabilização da vítima e desigualdade de poder.
A performance, em percurso livre, inclui seis video-instalações concebidas por Alexandre Lyra Leite e uma instalação escultórica de Filipa Alfama, em diálogo com os músicos Philippe Trovão (saxofone) e Francisco Cipriano (percussão), que actuam ao vivo.
O espaço torna-se aqui um território liminar onde mito e presente se entrelaçam.
* A performance inclui imagens que podem ferir a susceptibilidade de espectadores mais sensíveis
Concepção, Vídeo e Direcção Artística – Alexandre Lyra Leite
Músicos – Philippe Trovão (saxofone), Francisco Cipriano (percussão)
Instalação escultórica – Filipa Alfama
Design gráfico – Rita Leite
Fotografia – Alexandre Lyra Leite
Direcção técnica – Fernando Tavares
Assistência técnica – Álvaro Figueiredo, Eduardo Amaro
Assistência de produção – Filipa Alfama, Susana Serralha, Elsa Paulo
Registo fotográfico – Filipa Alfama, Rodrigo Leite
Registo e Edição Vídeo – Vítor Hugo Costa / Metafilmes
Produção – Inestética
M/18 | 45 minutos
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